Versos de Linda
Belos carinhos há no mundo
Que nos tocam bem no fundo,
Mas não há comparação
Com o doce abraço apertado
Bem juntinho ao coração!
Vamos colorir a vida!
Não a pinte do cinzento da tristeza,
Nem de qualquer outra cor, que não lhe dê beleza...
Que tal começar com o amarelo, a cor da alegria,
Para que possa iluminar todo o seu dia?!
Tente outra vez.
Tente as vezes que forem necessárias, mesmo que volte a errar.
Quem não tenta não erra, mas também não acerta!
Olhe para trás, e recordará seu passado.
Olhe para a frente, e vislumbrará seu futuro.
Olhe para dentro, e verá tudo!
A menina que fui, queria crescer depressa, que o tempo passasse, queria o ano seguinte...
Hoje, mulher, só me preocupa a minha mudança interior.
Lembra-se daquele seu pedido a Deus?
Agradeça! Ele já respondeu,
só que você não percebeu.
Às vezes, a resposta não é a que esperávamos,
mas é a melhor para nós.
Que eu abra janelas...
Senhor, tu que abres portas,
Deixe que eu abra janelas...Janelas
De violetas ,de girassóis, de quintais...
Aquelas que dão para o vôo dos pardais...
Que levarão meu olhar distante
Para os prados,para os horizontes...
Lá onde estão os meus sonhos,
onde vivem os meus ideais...
Senhor, e que abrindo janelas,
Faça que eu, de divisar seja capaz
pelas janelas da minha alma,
os campos onde floresce a paz!
Estabelece-se!
Fica estabelecido que as pessoas terão asas na alma e que alçarão voos em direção aos sonhos,que estarão pousados no galho mais baixo da árvore dos desejos, plantada no meio de um jardim,no campo onde floresce o impossível!
Soneto da flor da infância
Eu me lembro, eu me lembro, doce perfume da flor!
Brancas gotas perfumadas e tinham cheiro de amor...
Inebriavam as noites, da minha infância perdida,
Uma cascata verde e branca no verde da minha vida...
Lua serena no céu, a embranquecer minha ruazinha,
Sem saber que o jasmineiro por me ver assim sozinha,
Eu menina inocente, a me embalar em seus galhos,
Flores lançava aos meus pés, qual fina colcha de retalhos...
Foram-se meus verdes anos, cirandas e brincadeiras,
A doce lembrança da infância, da juventude que passou...
Joia que o tempo levou em leves asas ligeiras...
De menina me fiz mulher, mas na memória ainda há dor
Da doce lembrança dos dias, das minhas tardes trigueiras
Quantas saudades eu sinto, meu jasmineiro em flor!
