Versos de Interesse para uma Mulher
O amor
é comoexame de próstata
Muitos, serão tocados várias vezes
Outros, apenas uma vez
Alguns, nunca serão tocados
A Beleza
Um dia encontrei a beleza
Não estava em uma face
Nem em um corpo que seria
Muito me chamou a atenção
Diante de seus olhos
Enxerguei seu coração
Da maneira em me falar
Tranquilidade para acalmar
Atitude em sua verdade
Vive-se bem com a realidade
Descobre-se a compaixão
Bondade sua razão
Com o respeito a te seguir
O melhor está por vir
Tão belo como a flor
Mostra grande seu amor
Hoje, vejo com clareza
E encontrei sua beleza
Uma Boa Lembrança
Da areia o mar infinito
Como um arco a praia se faz
Olho o azul do mar em ondas que chegam
Espumas rolam em minha direção
Sereias desfilam a beira mar
Golfinhos sorriem dizendo que sim
Ao fundo um quadro de montanhas
Delas nasce um sol lindo a brilhar
Em um céu limpo azul ele sobe
Uma leve brisa refresca meu rosto
Sinto a maresia no camarote do paraíso
Sentado em areia macia percebo a beleza
Quanta alegria em um só momento
Apenas areia, um mar e um céu
A memória do poeta colocada em papel
Onde estás, melodia trêmula e frágil,
Gravado em mim uma saudade mórbida?
Minha essência lamenta, alma lânguida e tímida,
Ausente de ti, a existência é sombra lúgubre.
Ah, meu coração, meu ser soluça em silêncio,
No silêncio da noite fria, ouço um eco rútilo,
Resgatando o nome que o silêncio conserva pálido,
O som do teu riso se torna um suspiro trágico,
O teu ser ainda machuca minha essência insólita.
Ah, como é cruel viver sem teu toque mágico,
Os dias deslizam em um silêncio árido.
O que sobrou de mim, oh solidão, senão o viver lívido?
Tua partida fez de mim viver no eterno martírio.
Se algum dia voltares, por favor,
Que seja na pureza de um sonho radiante,
Pois somente nos sonhos encontro alívio tênue.
Minha tristeza é como uma canção de pesar lúgubre,
Uma dor que persiste, sem fim,
E carrego o peso eterno fúnebre.
Escrever não é deixar meu ego ter palco.
Não tenho na escrita uma plataforma de autoafirmação.
A escrita pra mim é, primeiramente, um refúgio.
Onde me escondo dos ruídos.
Um lugar de calmaria e autoconhecimento.
Exploração e expansão.
Meu ser, em identidade.
Respirando e expirando.
Tenho a escrita como uma manifestação mais que criativa.
É arte, é vida, é beleza e caos.
Conforto e confronto.
Despedida e saudade.
Acenar e abraçar.
Sentir sem ignorar.
A escrita pra mim é viva.
Um fluido orgânico e intenso da totalidade de quem eu fui, sou e quero ser.
Como ver e não pensar?
Como pensar e não sentir?
Como sentir e não externar?
Como externar e não escrever?
A escrita pra mim ocupa esse lugar.
Um lugar que é só meu, mas o torno compartilhado.
Afinal, nenhuma experiência é individual.
Escrever a minha experiência é, também, experenciar o outro.
Escrever é experenciar o ser.
Ser humano.
Ser gente.
Travesseiro
Rolando na cama
com uma dor no coração
meu travesseiro não reclama
das lagrimas que sobre ele derrama
É no travesseiro que abafo meus gritos
que enxugo meu pranto
que confesso meus medos
descanso a cabeça pesada de lamentos
Ah! Meu amigo ouvinte
que escuta e não retruca
meu confidente
que não me julga
Bom seria encontrar alguém assim
que me ouvisse sem críticas
que acreditasse em mim
que nunca me desse às costas.
Às vezes penso que vivo em uma realidade paralela, porque sinto coisas parecidas com os demais porem incompreendida pela maioria.
Vivo como uma realidade paradoxal, com relação à vida e a morte, tudo ou nada, oque é normal ou não, oque é real ou imaginário.
Alguns me chamam de louca, mas tudo bem, melhor que ser igual a todo mundo como uma peça na linha de montagem.
Acho que minha loucura é perdoável, porque amo, intensamente, aliás, sou intensa em tudo que sinto, por isso escrevo me transborda palavras, umas do coração outras da mente e assim vai, vou enchendo meu caderno, de pensamentos e desabafos.
Escrevo porque me esvazia de tantos turbilhões de pensamentos inquietantes e medos absurdos, escrevo porque acho que alguém poderá ler e pensar que se identificou sentir-se compreendido por esses loucos sentimentos, sentir que não está só!
Poesia
A poesia sai da mente do poeta
Como pássaros livres de uma gaiola
Uma mente de porta aberta
Pássaros ansiando a liberdade
É como o poeta solta seus pensamentos
Palavras com rimas ou similaridades
Talvez até com uma musicalidade
Cada pássaro leva uma ideia
Transmite sentimentos
A poesia nunca fica velha
Pois é livre e eterna.
Preso
Estou preso a um diagnóstico
Dentro de uma mente inquieta
Tomando remédios pra me manter
Sob controle, dopado.
Como um animal que foi derrubado
Por um pequeno dardo.
Fragmento de palavras
O poeta tem uma grande necessidade
De expor seus sentimentos
Porque se não vai explodir
Então vai esvaziando-se
Soltando fragmentos de palavras
Que vai remediando
Essa extrema necessidade
Cá estou eu escrevendo
Esvaziando-se, aliviando-se
De sentimentos
De devaneios
De sonhos,
Desejos
Dores.
Está é a Rosa
Uma pequena flor
Tem espinhos
Que causam dor
Mas o seu aroma
É realmente reanimador
Ela é minha amiga Rosa
Pequena mulher
Grande guerreira,
É preciosa no meu jardim
Onde cultivo minhas amizades
Um poeta é como um camaleão
Tem habilidade de se adaptar
Porque tem uma grande percepção
Uma sensibilidade nata, de observar
E sua empatia faz escrever e falar
Em primeira pessoa, eu,
Do que talvez seja seu
É como um psicólogo
Que está sempre a analisar
Um antropólogo
Estudando a totalidade humana
Que sente as dores e alegrias
Suas, minhas, e de quem o lê
E essa habilidade assusta
Quem não gosta de se olhar
Aos que têm medo da intimidade
Poucos gostam de ser tocados
Com tamanha afinidade
Mas eu insisto, permita-se
Por dentro olhar-se
Pode ser assustador,
Mas eu garanto...
Que é também libertador!
Crise de identidade
Em plena maturidade
Sinto-me tão insegura
Penso estar tento uma crise de identidade
Quem eu sou, e oque estou fazendo?
Busco respostas, com uma finalidade.
De me encontrar e me aquietar
Será que me faltou sobriedade
Ou será que vida é só isso mesmo
E encontrar a tal felicidade
Parece-me tão frustrante
E oque antes era pra mim prioridade
Deixou de ser importante
Pra alguns esses pensamentos
São frutos de ociosidade
Pra mim é pura reflexão
Ou pode chamar de crise de identidade.
Já lhe ocorreu pensar
Que quando dizes meias verdades
Também dizes no mínimo uma mentira
Não contas toda a verdade por quê?
Por que não quer que saibam a verdade
Ninguém não é obrigado a contar nada a ninguém
Mas não me venha com meias verdades
Não quero nada pela metade!!!
Adeus
Nos lábios um sorriso,
nos olhos uma lágrima,
Sorrindo ao recordar,
chorando por nos distanciar,
sem ao menos saber,
quando vou te encontrar.
Eu no espelho
Minha pele amanheceu seca
Diante do espelho uma ruga que antes não tinha
Uma pinta que eu não conhecia
Os olhos caídos e cansados
Não são resultados de uma noitada
nem de uma jornada de trabalho
Acabei de acordar
E não me reconheço
Quem é essa no espelho?
Será que dormir por anos?
Ou me esqueci de viver?
A verdade é que vivi
para satisfazer a todos menos a mim
Será esse o meu fim?
Será Que ainda há tempo para mim?
Um turbilhão de pensamentos
uma porção de dores
um turbilhão de sentimentos
outra porção de amores
Sigo colhendo flores
Das pedras desviando
O melhor de mim doando
O melhor da vida guardando
Por que, pensando na vida
Nesses caminhos de idas e vindas
Escolhemos oque levamos
Então so leve oque for leve
Por que a vida é breve
E so é feliz quem se atreve.
Primavera
O prelúdio da primavera
Anuncia uma nova era
Realçando as cores
Destacando as flores
É o renascimento
Que causa encantamento
Oque o outono derrubou
E o inverno castigou
Agora resurge em massa
Trazendo amor e a graça
A luz do sol aquece
E a paixão acontece
E a vida floresce.
Na inocência de uma infância, o amor por todas os sêres.
Na malícia do adulto, a astúcia para derrubar o próximo.
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