Versos de Estrelas

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Ela gosta de anime, livros e indie,
de estrelas, pássaros e poesia,
mas também de picolé de uva
— prioridades da vida.

Tem um gato lindo em casa
que ela ama mais que a própria dignidade,
usa All Star como religião
e troca a cor do cabelo
como quem troca de personalidade.

Faz desenhos, escreve poemas,
fala de biologia por horas,
e solta piadas tão ruins
que até o silêncio vai embora.

Ri de coisas sem sentido,
sozinha, no meio da sala,
e quando alguém pergunta "qual foi a graça?",
ela responde:
"Você não entenderia."

Gosta de céu azul, vento no cabelo
e teorias sobre o universo,
porque aparentemente
ser normal nunca esteve nos planos.

É meio garota,
meio cientista,
meio personagem de anime
e meio problema sem solução.

No fim,
é só uma criatura estranha
de All Star e cabelo colorido,
tentando sobreviver
com suco de laranja, gatos
e um senso de humor duvidoso.

Noite de Pouso

Abriu-se o leque de estrelas
Espetáculo do céu
A chama que aquece é da
vela que nos ilumina
Fogo que se incendeia

Duas taças na areia
Dois corações unidos
Sozinhos no paraíso
Num mesmo ritmo
Na sintonia do som

Acompanhados da paz
Que para um o outro traz

⁠Depois que te conheci passei a tocar as estrelas.
Você me faz tão bem!

NEGRITUDE

O olhar do negro
Tem o tamanho de todas as estrelas,
As lembranças de arrastar correntes,
Tem a tortura de todos os troncos,
O olhar do negro
Veleja navio negreiros
Na saudade das savanas de sua liberdade,
O olhar do negro
Se perde nos canaviais, nos engenhos,
O olhar do negro
Tem a solidão ímpar de todas as noites,
Tem a angústia de todos os órfãos,
A dor de todas as humilhações,
A revolta de todos os mares,
O olhar do negro
Tem todas as angústias da colônia,
Tem traumas silenciosos,
De mães e irmãs abusadas,
O olhar do negro
Tem a ansiedade dos quilombos,
Tem a valentia do zumbi...
E uma saudade que urra, que brame, que zurra
Que agita manadas, alcateias, bandos e tribos
Da negritude que ainda corre em seu sangue...

Eu queria ser um anjo
E não passo apenas do que sou
Te daria um par de estrelas
E o que tenho é o meu amor...

Na minha insônia



As estrelas lá fora piscam em cumplicidade,
Enquanto a mente vagueia em busca de paz,
Cada minuto se estende em eternidade,
E o sono, esquivo, não vem jamais.


Mas há beleza na quietude da noite,
Nos segredos que ela sussurra ao coração,
E mesmo na insônia, há um toque de açoite,
Que desperta a alma para a introspecção.

ACORDA, PORTUGAL!


O horizonte encolheu. Trocaram o mar e as estrelas, que alargam a alma, por agendas estreitas e por um comercialismo triste, sem luz própria.


Desviámo-nos do rumo. Deixámos de ser a expressão audaz do espírito que descobriu mundos para nos perdermos em figurinos alheios, longe da nossa terra e do nosso povo.


É tempo de levantar o olhar. De voltar a sentir o sal e a nocturna claridade. De reencontrar, nas ondas e no céu, a perspectiva que nos foi roubada.
Acorda

⁠Melhor rima

Amanheci na madrugada.
A lua ainda vagava pelos céus.
As estrelas pirilampavam.
Lá longe, trovões trovejavam.
Um relâmpago o céu risca.
As nuvens carregadas se aproximam.
Pego um papel e caneta…
No papel, deste momento, quero criar a melhor rima.
Poetizo-me.
Poetizo.
Faço o que for preciso para perfeitamente descrever o que está a acontecer.
A lua do céu desaparece.
As estrelas não vejo mais.
A chuva desagua caudalosamente…
Chuva que chegou tão de repente.
Da vidraça molhada vejo a rua pouco a pouco se transformar…
Pedras secas.
Agora por ela as águas de um rio estão a rolar.
Num segundo tudo pode se transformar.
Um rio que vira mar.

Fica comigo!

Os perdidos mundo afora se acharão no tempo devido,

Assim como as estrelas olham para a lua, ela olhou para os meus olhos e sem pedir licença, sem deixar rastros foi embora abalando as minhas defesas e deixando uma faísca inapagável no meu coração,

Na busca em meio as multidões procurei, no frenesi de viver aquilo que nem comecei eu senti falta e me emocionei,

Ao longe, o brilho raro de um vaga-lumes foi visto, um sorriso carente foi oferecido, no olhar um pedido, um único pedido,

Fica comigo!

Festas e barzinhos são bons,


Mas eu prefiro umas bebidas, uma varanda a luz das estrelas, e eu perdido com você dentro dos sorrisos e abraços sem impedimentos.

Um pro outro...




Jurei para as estrelas que não iria te esquecer,


No silêncio da noite a saudade cresce, as lembranças vão e vêm,


Existe algo no ar da madrugada quando estou sozinho pensando em nós,


Por vezes nas noites de domingo o tempo fica mais lento, tudo parece se mover diferente, as imaginações são profundas e isso me atinge,


Nós fomos feitos um pro outro e eu sei que depois das nuvens densas vêm um arco-íris e é lá que seremos felizes outra vez.

Pensar é existir


As estrelas brilham em torno da terra e iluminam todo o seu corpo,


Num dia eu afirmei, no outro eu senti a tua frequência, já nascemos predestinados,


Hoje eu sinto quando ela me olha dormindo.

Noite feliz


Entre a luz dos fogos de natal e as estrelas, um cometa passou e nada disso ficou despercebido pelos teus olhares molhados, a lua emocionada vendo o teu sofrer não aguentou e chorou,


Curiosa e fofoqueira veio até mim e contou o que se passava, tenso e apreensivo, corri apressado para levar até você o que mais precisava naquele momento,


_ Oi, te trouxe um cobertor do amor, um olhar de admiração, um pacote de abraços e uma chuva de sorrisos para passarmos essa noite juntos conversando e olhando para a lua,


Você topa?

No céu
estradas
traçadas
pela fumaça
do bafo do avião.
Quem passeia
por elas
vê as estrelas
brilhando
no chão?

O amor Transcende o universo:
Vejo o teu brilho na lua
Sinto seu abraço nas estrelas
Seu calor no frio
O amor transforma o universo em versos
Por amar alguem o mundo floresce!

O corvo come a lua...
O cosmo na escuridão...
Estrelas são sois de outras constelações...
O destino faz as tribulações serem o luar.
A lua renasce nos encontrar nos prologos do céus.
Alma vazia fanática procura lua que foi devorada pelo corvo.
A alma saboria o mel derretido pelo sol escaldante.
As flores negras na sua sepultura queima nossas almas queimada pela lua devorada.
Por Celso Roberto Nadilo

No ar das estrelas brilha o ser navegante...
Dentro do horizonte resplandece a planície muito além do conhecimento...
Devaneio obscurece os traços ilumados de uma verdade que verte numa cascata de névoas

O mundo não gira ele capota em suas metáforas ate um terra plana acreditam!
Imagina as estrelas serem luzes de abajur de Deus.

Noite nublada e mesmo assim vejo as estrelas, constelação nebulosa e sois diante dos buracos negros e buracos brancos, intensidade das nuvens dentro das cordas.
As nuvens dentro da nebulosa, restos de um tempo que passou. Ou resto de uma estrela.
Muitas vezes vejo na minha mente um desejo eterno e puro do universo.
Abro esses pensamentos olhando o por do sol abro ideia mais profunda lapides do universo os anéis de Saturno parece ser aglomerados de asteroides viajando numa elíptica das órbitas mais altas.
Mais metais de nova matéria pode ser um novo elemento na tabela periódica.
Esse pensamento eleva para mineração espacial.

Virtude de um caminho para as estrelas,
num ser fulgurante de atos sonsos e divergentes.
Nos espelhos quânticos, os ecos atrozes de linhas temporais distintas
ressoam no espaço e no tempo da continuidade...
​Fecham-se os olhos na solitude dos astros.
Nas páginas de um diário reflexivo,
seres pujantes se exploram no limiar das almas aniquiladas."
— Celso Roberto Nadilo