Versos de Coração

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Coração Mais Forte que o DeverNas alturas em que o meu dever e o meu coração estavam em contradição, o primeiro raramente saiu vitorioso, a menos que bastasse eu abster-me; então, na maioria das vezes, eu era forte, mas sempre me foi impossível agir contra o meu feitio. Quer sejam os homens, o dever, ou mesmo a fatalidade quem comanda, sempre que o meu coração se cala, a minha vontade fica surda, e eu não sou capaz de obedecer. Vejo o mal que me ameaça e deixo-o chegar, em vez de agir para o evitar. Começo por vezes com esforço, mas esse esforço cansa-me e depressa me esgota, e não sou capaz de continuar. Em todas as coisas imagináveis, aquilo que não faço com prazer logo se me torna impossível de levar a cabo.

O meu coração é um músculo involuntário e ele pulsa por você.

Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso, faço a minha sorte. Sou fiel ao que sinto.

Falar com você de novo, faz meu coração perceber que eu não superei o que eu achava que tinha superado.

Fé: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.

Fico com medo. Mas o coração bate. O amor inexplicável faz o coração bater mais depressa.

Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.

Um coração nobre não pode suspeitar que haja nos outros a baixeza e a malignidade que não existe nele.

Tem uma coisa que ninguém sabe: Meu coração vai continuar sendo dele, mesmo que o tempo passe.

E quando notou que aceitava em pleno o amor, sua alegria foi tão grande que o coração lhe batia por todo o corpo, parecia-lhe que mil corações batiam-lhe nas profundezas de sua pessoa.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

O Amor depura os pensamentos e engrandece o coração.

Coloque o seu coração, mente, intelecto e alma até mesmo para seus menores atos. Este é o segredo do sucesso.

Circo é lugar de palhaço? Acho que vou mudar o nome do meu coração para circo.

Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perda de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça.

Karine Rosa

Nota: Trecho da crônica "Sapato velho", publicada em 12 de julho de 2009. A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuída a Caio Fernando Abreu e Tati Bernardi.

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‎Fantástico: o mundo por um instante é exatamente o que o meu coração pede.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.

Coração burro, tadinho. Que preguiça desse coração burro.

Guardamos em nosso coração aquilo que nossos olhos não conseguem ver.

Quero não sentir nada. Quero descansar meu coração de saco cheio das minhas invenções e precisando se preparar para viver algo de verdade. Como será que é acordar e não esperar nada com o toque do celular, da campainha, do messenger, do e-mail, do ar, do chão? Como será que é sentir e gostar da vida pela sua calmaria e banalidade? Como será que é viver a banalidade sem achar que isso é banal?

Que nenhum gesto meu aperte o seu coração, intimide o seu riso, acorde o seu medo, machuque a sua espontaneidade.

Ela também teve seu coração machucado. Dilacerado, imagino. Normal. Desse mal, meu bem, ninguém escapa.