Versos de Carinho de Deus

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Tanta gente vivendo desapego
que amar virou coisa de gente corajosa
é por isso que eu não sou covarde
Amor é um estilo de vida,não tem nada a ver com suas decepções
Desapegue-se delas

Musa

Ela é ma( r) quem diria
virou musa inspiradora
até cheira à marizia . . .
(0207141010)

Amor Insólito

Existem várias formas de amar e todas são válidas.
Existem aqueles que amam a forma. Vivem de paixões passageiras que acabam da mesma maneira que começam: Tudo numa fração de segundo.
Há também aqueles que amam as simpatias psicológicas que são os encontros de gostos e afinidades. Esses amores duram até que o tédio os visitem.
No entanto, tem aqueles, assim como eu, que amam o estranho. Um tipo de amor que vai além das formas e das afinidades psicológicas. Um amor de alma que ultrapassa as barreiras do tempo e da distância. Um amor que eu chamo de "amor insólito".
O amor insólito é mesmo diferente; não melhor e nem pior apenas diferente. Um amor que não exige, mas que se compartilha por livre e espontânea vontade. Um amor que não tem prisão e que existe por si só.
Não sei qual é a sua maneira de amar. No entanto, lhe recomendo ame pelo simples fato de amar porque o amar em si é de tudo a grande recompensa!

Eu quero tanta coisa e não quero nada
Quando quero tudo,prefiro não querer
e quando não quero nada
prefiro ter o direito de não dizer o porque de estar assim.

A palavra Minas

Minas não é palavra montanhosa
É palavra abissal
Minas é dentro e fundo
As montanhas escondem o que é Minas.
No alto mais celeste, subterrânea,
é galeria vertical varando o ferro
para chegar ninguém sabe onde.
Ninguém sabe Minas. A pedra
o buriti
a carranca
o nevoeiro
o raio
selam a verdade primeira,
sepultada em eras geológicas de sonho.
Só mineiros sabem.
E não dizem nem a si mesmos o
irrevelável segredo
chamado Minas.

Uma fealdade e uma velhice confessada são, a meu ver, menos velhas e menos feias do que outras disfarçadas e esticadas.
-- Michel de Montaigne

Minha sorte está lançada
Eu sou, eu sou estrada
Eu sou, eu sou levada
Eu sou, eu sou partida
Contra o grande nada - lá vou eu!
Ao romper da madrugada
O sol no pensamento
E o tempo contra o vento
E a minha voz alçada
Contra o grande nada - lá vou eu!
"Quem vem lá?" Pergunta a solidão
"Sou eu!"
Sou eu que vou porque o meu tempo nasceu

Entre os ecos do infinito
Eu grito, eu mato a solidão
Eu sou meu tempo, eu vou
A ferro e fogo, eu corro
Eu vou, eu canto e grito: amor!
Eu vou, eu vou, eu canto e grito: amor!

Vinicius de Moraes
Letra da música "Meu Tempo", composta por Vinicius de Moraes com Marília Medalha.

Desanimada.


Olhos vendados, boca fechada, totalmente desanimada.
Palavras cortadas, não decifradas.
O tempo passa e nada muda.
Preciso de um lugar novo.
Ocupar minha mente.
Ler intensamente.
Rir alegremente.
Dizer adeus.
Ao vazio.
Adeus.
Vazio.

E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Luís de Camões

Nota: Trecho do livro "Os Lusíadas" de Luís de Camões

"Utilize todas as pedras que a vida lhe joga, na construção de degraus que possam lhe ajudar a ir além"

( Pe Fábio de Melo )

NOITE
Ednaide Gomes de Paiva

Basta fechar os olhos,
Revivo cada momento,
Cada instante,
Suspiro, sorriso,
Abraço...
E como uma melodia,
Sua fala transforma-se em ar,
Ar que me dar vida,
Forças que enfrenta o mundo.
Se"fazemos Amor",
Eu já venci,
Sou vitoriosa,
Guerreira...
Apertar-me junto ao seu corpo,
Tira-me as forças,
Deixa-me frágil,
Necessitada de ti,
Da sua garra de "Homem",
Animal silvestre...
Sou tua na nossa verdade,
Pertenço a seu habitat,
Sinto prazer em sua proteção,
Abrigo-me no sentimento,
Ainda sem nome,
Por insegurança ou temor,
E quando for denominado,
Na certa não será só meu,
A recirpocidade existirá.
Que noite, que momento feliz,
Eu e você,
A procura de viver,
No ontem, no hoje, para sempre.

Não importa que surjam obstáculos nas novas caminhadas.
Não importa que venham as dores,
as incertezas, as surpresas alegres ou tristes.
Importa mesmo é que a vida acontece no inesperado e
vivê-la é o melhor presente."

"A saudade é a estação
mais profunda da lembrança...
Nela estacionamos todas as primaveras,
os verões, os outonos e invernos
da surpreendente viagem chamada vida."

# Correr atrás do idealismo não é fácil,
seria mais difícil ainda se for esperar cair do céu...

Mastros quebrados, singro num mar d'Ouro
Dormindo fôgo, incerto, longemente...
Tudo se me igualou num sonho rente,
E em metade de mim hoje só móro...

São tristezas de bronze as que inda choro -
Pilastras mortas, marmores ao Poente...
Lagearam-se-me as ânsias brancamente
Por claustros falsos onde nunca óro...

Desci de mim. Dobrei o manto d'Astro,
Quebrei a taça de cristal e espanto,
Talhei em sombra o Oiro do meu rastro...

Findei... Horas-platina... Olor-brocado...
Luar-ânsia... Luz-perdão... Orquideas pranto...

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

- Ó pantanos de Mim - jardim estagnado...

Caminhos
Pelas veredas eu sigo sozinho
-sozinhos vão muitos de nós,
companheiros no breve caminho
dos que pensam ir a sós.
As veredas são escaninhos
dos que tentam soltar os nós...
mergulhar no próprio ninho,
descobrir o passarinho,
emergir na própria voz.

Formas de amar...
Uns amam com todas as forças...
Outros amam com tudo...
Alguns fazem loucuras...
e há aqueles que perdem o resto do juízo...
E eu estou no meio de tudo isso amando vc!

Se, porventura, alguma mulher meter na cabeça a idéia de passar por sábia, só fará mostrar-se duplamente louca (...)
E isso porque, segundo o provérbio dos gregos, o macaco é sempre macaco, mesmo vestido de púrpura. Assim também, a mulher é sempre mulher, isto é, é sempre louca, seja qual for a máscara sob a qual se apresente.

Erasmo de Roterdã
ERASMUS, D. Elogio da Loucura. eBooksBrasil.com, 2002.

Não oblitero moscas com palavras.
Uma espécie de canto me ocasiona.
Respeito as oralidades.
Eu escrevo o rumor das palavras.
Não sou sandeu de gramáticas.
Só sei o nada aumentado .
Eu sou culpado de mim.
Vou nunca mais ter nascido em agosto.
No chão de minha voz tem um outono.
Sobre meu rosto vem dormir a noite.

Eu queria fazer morada em seu pensamento,
Ser parte do seu dia a dia...
Viver a espera da consciência no seu sono,
E saber a hora do seu despertar.

Eu queria morar nas meninas-dos-seus-olhos
E ver as coisas que você vê,
Sentir o mundo mais bonito
Existindo dentro de você.

Neimar de Barros
Sorrindo. São Paulo: L. Oren, 1974.

Nota: Trecho do poema Amor conjugal.

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