Versos de Amor sobre Rosas

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⁠Seria eu o sertão? De solo árido batido quebradiço
Terra sofrida
E poucos pássaros por aqui hão de cantar
Mas a questão é, oque a fez se encantar
Por tamanha e devasta terra que chamo de lar
Não sei, mas o teu caminhar
Faz dos sulcos da terra água brotar
E o verde começa a espalhar
Logo aparecem os rouxinóis a cantar suas melodias pelo ar
Árvores a crescer, onde fará ninho o sabiá
Talvez tamanha mudança seja feita de amor?
Tenho certeza que sim!
E logo a terra devastada, se torna vasta e densa de vida
Que tu trouxe, e logo parto contigo
Rumo ao infinito
Duas ararinhas vermelhas a voar
Os céus a desbravar, e seguindo as estrelas a nos guiar
E lá vamos
Juntos
Eternos amantes a voar
Eternamente se amar
E ver aos poucos a vida brotar

⁠Minh'alma grita
Dentre as milhões de gotas da chuva caindo
E lá vão elas
Caindo, caindo, caindo...

Caem as gotas, as estrelas
E continua minh'alma a bradar
E querer encontrar teu olhar
Se perdendo em teu doce brilho

Que me atingiu como um tiro
Pá! Certeiro sem vacilar
Apenas vi o cintilar
Daquilo que no futuro quem sabe seja o meu amar

⁠Espelhos
E um pouco de confiança
Se você tiver esses dois
Digo com segurança, você verá a beleza que seu rosto e todo o resto tem

⁠PÁGINA ÍNTIMA

Meus poemas tão cheios de ilusão... os perdi
os deixei de cantar, mansos, estão no destino
apertando a sensação, tão solitários, os dilui
lastimando ou rindo no meu poético destino

Era boa canção de um coração de um menino
singelos versos, e que não feria, se então sofri
feliz fui, muito adquiri no trançado do figurino
pois não sabendo, entretanto, que iniciava ali

Aí, cada pranto, cada sorriso, cada um norte
e a sorte, a quimera, a inspiração, ora brando
ora forte, mas sempre com o sonhador porte

Ó página íntima, tão cheia de ilusão querida
Da lembrança, saudade, a lágrima chorando
Sigo eu em outros poemas, à minha vida! ...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG – 25/07/2021, 15’55”

⁠E de repente você chegou. Chegou como o vento, que chega sem avisar e fica sem pedir.
Vento que toca o rosto, que provoca calafrios e arrepios, e que faz sentir na alma e no coração!

⁠ O silêncio

O silêncio muitas vezes soa-se alto demais ;
Ele também é uma resposta pra tudo o que foi dito, tudo que foi expressado com olhares, gestos e toques ;
O silêncio vem com a dor mais cruel e também a mais sábia ;
Ele vem quebrando cada osso do seu corpo e devastando toda sua temperatura corporal , até que você
se sente um objeto exposto ao mundo, vazio, frio e sem expressão alguma ...

⁠ Angustia

Ela chega assim como um sopro de vento , as vezes a decepção vem de quem menos você pensava , vai sentir como se não tivesse certeza de nada mais ao seu redor ;
Angustia é uma palavra pesada , triste e ao mesmo tempo aceitável ;
Ela é tremor , ela é raiva , ela é choro , ela é medo , ela é aceitação ;
Angustia nem sempre é demonstrada ou falada , pode vir da pessoa mais risonha do mundo ;
Ela pode sorrir todos os dias, fazer piadas com os amigos, mas se o coração dela estiver partido e ela souber o peso da própria resiliência ...

⁠A dedicação do meu Ser ao Ser infinito é a dedicação do meu Ser a todas as manifestações do Ser que tenham necessidade de minha dedicação e às quais eu possa dedicar-me.
A parcela do Ser infinito que chegará ao meu alcance não deixará de ser minúscula. Todo o resto passará longe de mim, como navios longínquos, que nunca compreenderão os meus sinais. Mas, ao dedicar-me ao que estiver ao meu alcance e precisar de mim, realizarei a dedicação íntima, espiritual, ao Ser infinito, e dessa forma tornarei rica e significativa a minha pobre existência. O rio terá encontrado o seu mar.

⁠O seu olhar foi o mais intenso que eu já tive o prazer de provar, você me viu naquela noite quando o céu estava coberto de estrelas e a lua brilhava como seus olhos. Desde então não há nada que eu queira mais do que o seu olhar, não há dinheiro que me faça sentir viva, intensa, cheia de prazer como o seu olhar faz. É como se quando você me olha não vê apenas a mim, é como se você estivesse contemplando a própria galáxia, e os seus olhos brilham para mim, por mim.
Então amor, por favor, me faça brilhar!

⁠O voo é perfeito,
o salto é incrível...
O início supera a beleza do instante.
Mais uma dose de felicidade, por favor!

⁠Estou em guerra com o que quero e com o que meu coração deseja...
Os 2 são confusos, é foda!

⁠Benditos sejam todos aqueles
que levam a beleza nos olhos

⁠PRA ADOÇAR...

Galanteios a escolher eu tive. E, todavia
elegi os sem sorte, oficio dum azarento
triste, talvez, sem sedução, sem poesia
e pelo destino me achei sem ter assento

Um lindo canto de encanto e fantasia
amores vão cantando, com sentimento
canção do coração... cheias de intento
harmonia. Olhares, e, eu largado sentia

Suspiros e as noites sem o calmo freio
a toda minha sede, a todo sonho meu
notando outro lábio e outro noutro seio

Hoje sem! E o amor em sua sobrecarga
nesta hora, busco a poética do meu eu
pra adoçar a sensação da vida amarga!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG - 31/07/2021, 18’47”

⁠Existe um lugar de paz! Onde adormeço em seus braços, e deleito me nos mais belos sonhos. Existe esse lugar idealizado para nós. Esse lugar onde as estrelas nos cobre, e a relva nos aconchega. Esse lugar onde nada mais importa. Esse lugar magico nos envolve, como uma brisa que passa num segundo, acariciando a pele.
Beije-me com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho.

⁠O único peso de que vale a pena carregar consigo nessa vida, é o peso de um coração saturado de amor!

Flávia Abib

⁠Umidifica-me: com língua
Seja minha única Ilha deserta
Incerta escolhas
Certeiras são as consequências.
Culpa Cultua-me como Cristo
E queime no suor de meu, inferno
Entre quatro (paredes)
Um baseado e duas taças
Tenha-me Sem desculpas
Arranque minhas vestes
Pois, serei teu, boneco de teste!
Neste desamor.

⁠Antes fosse, um sofredor.
Só assim para não mais exaustão
Em seus olhos minha fragilidade
Por, tua pele, caramelo (dor) adocicada.
O Não mais te querer e uma mentira!
Pois, minha Ansiedade
Rega a solidão em meu, peito.
Miragem já sinto até Seu, cheiro.

⁠Possibilidade Em Ações

De toda previsão
As inconstantes
És tu.

Que me arrebata?
Que me toca?
Que, me tens e suga...

Perdendo-me em constante
Fins de sua boca
Suma de mim, o desejo que dói

Sumos que se desvaem
Dando espaço de estrelas se chocando
Em seu suco, com sons brutos de amor?

Desejo de findar?
O fim, é o começo
De trêmulas belas peles

E no começo, desejo mais
Embaraçado pensamento em si
De ser.

O valor, de validar
O momento
O toque

Intrépida palavra
Que por detrás da nuca
És blasfemado
Se toque, em vozes, em harmonia
Hã, com si, de fins firmados
Em massas, em toques
De rubra rosada
De vapores, de suor

Se tudo isso pudesse permanecer
Em eras,
Só milésimos
De se's
Puro amanhecer
Já faria
O dia valer

O Poeta

Att. Aurora N. Serra de Mendonça

⁠A chave


Não consigo fechar
Não vou mais abrir
Se conseguir suportar
Até o final vou seguir

Te peço desculpas
Pela janela de noite
A porta da sala meio dia
Entrar eu queria

O vento é úmido
Enferrujado e perdido
Por outro lado ele é visto
Observado e sentido

Trancado e esquecido
Guardado e polido
Tenho um grande amor
Vivendo apenas comigo

⁠O som


Te ouvir te amar
Te sentir e te abraçar
Lembrei que não falei
Saudades vi chegar

Sobre a lua escutei
Sua voz disse me amar
Só pra mim eu guardei
O som do amar

Desperdiçar teu amor
Hoje eu pago com dor
Escrevi pelo sentimento
Pra lembrar teu valor

Quando você falou
Quantas vezes chorou
Eu lembro você pediu
Eu quero conversar meu amor