Versos de Amor entre Primos
Vejo A fidelidade
Como um cão guia
Tentando Guiar
Fracos de caráter
Contra a cegueira
De seus prazeres momentâneos.
O seu corpo é o sonho onde o meu dorme. Em você eu existo, Longe de você não existe paz, sonho ou alegria. Na privação do meu olhar mora a escuridão infinita, o sufoco e o desespero de uma alma perdida!.
Longe de você não existe nada, apenas o vazio, o mesmo que comandava a minha vida antes de você vir preenche-ló com sua existência sublime.
Com todas as cores você veio pintar meu sorriso, colorir meus pensamentos, alegrar meus dias. Você que tem poesia no corpo, melodia na voz e no olhar universos de encantos onde eu amo estar.
Fale sempre com a voz do coração. As palavras tem perfume e são coloridas quando faladas com afeto.
Flávia Abib
Conte-me belas mentiras
Mentiras que me façam acreditar que ainda me ama
Poetas não são burros
Mas acreditam fielmente
Naquilo que lhes convém.
Sua áurea Me ilumina
Tenho Ela feito aquele ponto de luz!
Diante a escuridão
Seu, perfume e a harmonia de mil incensos
O equilíbrio da certeza! Que Amar alguém.
Se aprumar Em ventania
No aconchego, felicidade.
Por que escorrem gotas salgadas dos meus olhos? Perguntou o sapo:
- São chamadas lágrimas! Respondeu a raposa.
"A alma vibra sempre que algo é capaz de tocá-la, escorre pelos olhos que são feito janelas entre o mundo físico, e o oceano dentro de nós".
Com um olhar perdido gritou o sapo:
-ALMAS JAMAIS DEVERIAM SER TOCADAS!
(É uma mistura de frio, vazio e uma vontade de não existir mais).
A raposa fitou o sapo e disse em voz baixa, enquanto fungava seu nariz:
Pela dor, não. Não deveria mesmo.
Mas existe o amor.
Um sentimento maior que os sete mares, maior que todos os males.
Um poder antigo que nos foi dado como um presente pelo criador.
Transforma tudo aquilo que toca.
Por ele sim, vale a pena se permitir transbordar.
Eu cansei de sentir, me perdoe,
mas não, não vou me fazer sentir.
Não quero mais sofrer.
Porque por mais que seja lindo,
por mais que no início seja alegre,
se eu me permitir
uma hora vai doer,
e não quero mais por isso passar.
Não quero ao menos sentar e sangrar e
estancar esse sangue com rimas fracas que falam como é bom amar.
Que eu possa ser, luz no fim do túnel de alguém...
Que eu possa trazer, a paz para aqueles que se sentem refém...
Que eu possa mostrar, o quanto a vida é bela.
E vale a pena viver cada momento,’ mesmo com todos os problemas.
Oferecer
Eu te darei bom dia
Todos os dias
Seja como for
Em poemas , em vida
Em sorrisos de alegria
Te acordo com um café
Te ofereço o sol
Uma preguiça boa de manhã
Um abraço forte de carinho
Um olhar se sinceridade
Sentimentos pela manhã ,
Momento para refletir
Sonhar e acreditar
Hoje começa um dia
Hoje sim é um grande dia
SONETO SORRINDO
Aqueles versos que escrevi apaixonado
Os contentes versos que escrevi amando
Várias sensações na emoção sussurrando
Que falei de afeto, de prazer enamorado
A cada trova a ventura aumenta ao lado
Numa poética doce, leve, e até quando
Haver o sentimento, estarei esperando
Cada inspiração ao coração, bom agrado
Alguns – versos tão cheios de quimera
Outros – falas belas como a primavera
Mas, todos fartos de amor e de paixão
Então, vou, cuidadosamente, repetindo
Repetindo, verso a verso, numa canção
E dizer-te: que a satisfação está sorrindo
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG – 24/07/2021, 09’58”
SAUDADE ANTIGA
Há qualquer coisa de saudade antiga
na poesia que suspira e chora agora
alguma coisa tal uma sensação amiga
na trova o brilho de sol posto, outrora
Há a razão de toda a agonia, que diga:
pesar que estrangula e vai noite afora
no sentimento, pensamento, ó urtiga
que pinica, intriga e não vai embora
É dor com alma, é dor humana, dor...
ó Senhor, preenche este verso incolor
com mais agrado e agrado possa ter
Ah! aflijo sem nome, ah! aflijo infrator
que o fado verse com cuidado e amor
prosa suave e, assim, sossego no viver!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG – 24/07/2021, 18’58”
A dor do outro
Sei, sou parte disso tudo.
Mas quantas vezes não me encaixo...
Procuro-me, procuro-me e não me acho.
Sou parte disso tudo.
Tenho de estar sempre em alguma parte.
É estranho essa capacidade de desamor que vejo por aí.
O outro caiu e se machucou.
‘Bem feito!”... foi o que ouvi.
Acho que amo demasiado.
Acho que amo além da conta.
Por isso me espanta essa gente demente... que com a dor do outro fica contente.
Não sou assim tão boa, quanto pareço.
Sou boa para mim...
...E isso coincide com algum bem que eu possa fazer ao outro 😉
Amar e não poder falar,
Amar, falar e se machucar,
Amar e não ser correspondido,
Amar e ser destruído.
