Versos de Amor com Pedido de Desculpa
A dicotomia é tão presente na natureza das coisas. Justifica-se o jargão: os opostos se atraem e é verdade. Imaginamos que só é acrescentado ao indivíduo algo que não está nele.
Indivíduos podem cercá-lo; ficar ao seu lado; atrás de você; a sua frente. Importante é saber onde você se coloca.
Uma das muitas causas do seu desaparecimento [do leitor autêntico], no nosso país, é que a formação dos jovens leitores — e falo dos melhores — se faz sob uma influência predominantemente anglófona. Ninguém lê mais em francês, espanhol, italiano ou latim. Muito menos lê os clássicos portugueses. Como os princípios da estilística inglesa são intransponíveis para o português, esses leitores acabam perdendo o ouvido para o próprio idioma. Quando lêem, não captam as nuances de sentido nem a ordem musical. Quando escrevem, imitam trejeitos ingleses que não dão certo em português e terminam em pura macaquice. E não falo só de trejeitos lingüísticos, mas psicológicos — de certos cacoetes de percepção que são típicos da intelectualidade norte-americana.
O exercício do perdão não é somente uma questão espiritual, ética e moral, mas também de saúde mental e emocional para todos os envolvidos.
A minha essência é lecionar, se me aposentar o que serei eu? Se a escola me deixar, eu também me deixarei, mas sinto que se cansaram de mim. Como não se cansar deles?
O ventilador giratório voltado para baixo, soprando o egoísmo daquele que nem tem um pequeno em casa, seu desejo é de desforra. Velho ventilador adestrado não ventila a todos, mas seu barulho atrapalha a sala toda: custo-benefício injusto.
Discriminemos com fumódromos os fumantes e seus cigarros, para que respeitem nosso direito de viver saudavelmente e não prejudiquem o meio ambiente.
Não se pode discriminar a dor de cabeça sem primeiro fazê-lo à cabeça que dói, e a todo o corpo por causa também da mesma dor.
A ideia de céu e inferno é a forma divina de Segregar o pecador. Por que não punem só a ação, mas o abismo é para os do Diabo.
