Versos de Amor com Pedido de Desculpa

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O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

Se foi pra desfazer, por que é que fez? Mas não tem nada, não. Tenho o meu violão.

A pior desgraça para nós é desdenhar aquilo que somos.

Eu sei que Vossa Excelência preferia uma delicada mentira; mas eu não conheço nada mais delicado que a verdade.

Machado de Assis
Contos fluminenses (1870).

Nota: Trecho do conto Linha reta e linha curva.

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Não confunda o romance com a vida, ou viverá desgraçada.

Machado de Assis
Histórias da meia-noite (1873).

Nota: Trecho do conto Ponto de vista.

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O contato com Deus se realiza através da fé, numa atmosfera calma e tranquila, tanto interior como exteriormente.

De quando em quando, tornávamos ao passado e nos divertíamo-nos em relembrar as nossas tristezas e calamidades, mas isso mesmo era um modo de não sairmos de nós.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

Muito te ama quem te faz chorar.

As lágrimas são tão contagiantes quanto o riso.

Rir de tudo é coisa de tontos, não rir de nada é coisa de estúpido.

Oh! Gritarei a verdade mesmo no meu silêncio.

Quer saber o valor de sua vida? Veja o quanto você ama...

Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas.

Antes do poeta mostra-se o homem, antes do talento o caráter.

Machado de Assis
Diário do Rio de Janeiro, 26 jan. 1862.

O maior pecado, depois do pecado, é a publicação do pecado.

Machado de Assis
Quincas Borba (1891).

Então, se é digna de si mesma, não teima em espertar a lembrança morta ou expirante; não busca no olhar de hoje a mesma saudação do olhar de ontem, quando eram outros os que encetavam a marcha da vida, de alma alegre e pé veloz.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

Para que vieste / Na minha janela / Meter o nariz? / Se foi por um verso / Não sou mais poeta / Ando tão feliz.

Não sei se me explico bem, nem é preciso dizer melhor para o fogo a que lançarei um dia estas folhas de solitário.

Machado de Assis
Memorial de Aires (1908).

Deixamos de amar a nós mesmos quando ninguém nos ama.

Viver é gozar e sofrer, resistir e batalhar com os homens, as coisas, os eventos e os elementos.