Versos de Amor Autor Desconhecido
JOGO DE PODERES
Na chama da esperança reluz meu caminho.
No doce de encantos, encontro-me bem-mal.
Na brasa da paixão, minha razão só-racional.
Vou passeando entre todos, mas só, sozinho.
Em avenidas de flores vou tropicando; miúdo.
Mente e coração entrando numa competição.
Ao fundo se escuta breve lampejo de canção,
Vislumbrando o amor que sobrevive conteúdo.
Como lobo velho uivando para só amar, amar.
Coração desgarrado da mente pede alimento.
Desta' que a mente vai obedecer, mente e' ar.
Ar límpido que clareia quando o coração, não.
Pessoas, avenidas, flores, pessoa... só e' dor!
Se mente não cuida, coração desafia coração.
poeta_sabedoro
DEVIR {soneto}
Alvorecendo o dia, percebo a vida diferente...
Vou ate' a janela, descortinada com o ventejar.
O rebolar das flores se despindo do usual, a notar.
Flores murcham, animais morrem, igual a gente...
O som dos pássaros, o balançar das arvores...
Olhando pra fora, percebi o clarão de um recomeço.
Tudo parecia numa conspiração só, um rebuliço.
Vida desprovida, despertei-me destes horrores...
Em nada o existir, tudo num habilita-desabilita.
Não há garantias, nem estabilidade, tudo passa.
Ineficaz e' o existir, um sopro de vida que irrita.
Abraça pra sorrir, aperta pra doer, magoa pra sofrer.
Que gosto tem uma lagrima? Antes era congelada?
Agora pode chorar, a lagrima não e' nada! E' viver.
A ARTE VISTA { soneto}
Será que minha arte e' igual a tua? será?!.
A vejo em casa, no trabalho, na rua...; nua.
Me vejo... a vejo... ensejo de ser, arte crua.
Queria só por hoje saber, Minh 'arte... será
Igual a tua? Vistes por fora melhor que dentro.
Então!. A visão que vês e' a arte forjada ao léu.
Os saberes, que atuam por olhos, sob o céu.
Além... delineando as cores, sóbrio pelo centro.
Despojais de jugos, e dizei-me, dizei-me vós:
Que arte e' esta? Persegue-me a todo lugar,
Na pintura, poesia, rachadura, até mesmo ar.
Deveras devo preocupar-me, estou sem saber.
Moldar-me-ei com outra visão senão a minha.
Será que tinha arte igual a tua? Tinha?!.
poeta_sabedoro
A VOZ DO PASTOR {Soneto}
Ouço grito ecoando pela montanha mais alta.
As pobre-ovelhinhas seguindo o velho pastor.
A relva verde dantes já não se repete pela cor.
O velho levanta o cajado e ordena "as peralta".
Se falta o prover o bom pastor sai a desbravar.
Novas terras há de encontrar sem inseguranças...
As ovelhinhas já acostumadas com mudanças...
Não hesitam na voz seguir, pois cegas alinhavar.
Oh pai, Que nunca um pastor deixe sua ovelha!
São tão cordeiros... pois elas nunca se enfurecem.
Dóceis que vão a perdição sem notar e parelha.
Quando se vê já desvirtuou-se de ser o que era.
Que a voz do pastor não se perca delas, pobres!
Que o pastor não se perca, pobre homem, Fera!
poeta_sabedoro
TEMPO INEXPRIMIVEL
O tempo passa...
Túnel do tempo;
Labaredas de fogo incinerando...
Fogo constante;
Tomara que não me alcance!
Tomara que não me engula!
Mas vai.
Somos expectadores...
Pobre de mim que sei!
Pobre dos que não sabem!
Em silencio me guardo...
O tempo não e' nosso.
Passamos a vida a fio, como
um passarinho desconsolado
num fio.
Passarinho canta uma vez.
Uma vez passarinho canta,
Sacode as asas e voa.
Voa passarinho sem remorso!
Esta' na hora! Esta' na hora!
A bênção, PAI!
poeta_sabedoro
"Viver e' viver.
Onde vives?.
Viver não e' morar!..
Onde moras?.
Morar e' ainda viver, mas aonde morar?.
Nem sempre moro no mesmo lugar, mas
sempre vivo no mesmo lugar.
Há muitas moradas e somente um viver...
Os outros viveres são sobreviveres.
Diante do inevitável, fantasiamos uma sobrevida.
Há ainda outro viver que e' aquele que transcende
o ser e reside no pensamento, depois de desgarrar
da certeza existencial e buscar acalento na poesia da vida.
No limiar do instinto desperta a intuição que funciona com
a liberdade do pensar.
_assim diz um viajante do tempo.
ROSEIRA {soneto}
Embaixo de uma roseira, apreendo a poesia...
Poesia que faz da roseira uma trepadeira...
Vi uma rosa ao chão escura, da vida se ia...
Vi outra Viçosa que ainda da vida sem beira...
A pobre roseira posta pelo jardineiro arqueada,
Contemplava a vida de focinho pro chão.
Jardineiro desavisado, roseira chateada.
Sua sensibilidade não o chegara então?
O homem sempre destoando a natureza.
Seria a rosa morrendo, o próprio mal?!.
Seria o chão, não o chão, mas "a profundeza"?!
Qual rosa conhece o mal na verdade?
A que estava ao chão morrendo ou...
A outra Viçosa, ou o jardineiro de meia idade?..
poeta_sabedoro
ESPERANÇA E FE'
Esperançoso: diga-me, pode ser ou e'?!
Quando tudo parece longe e não se vê.
Quando a mente se abala e não se crê.
Esperançoso: diga-me, pode ser ou e'?!
Crença: diga-me, pode-se ter ou não?!
E' quando acende um fosforo no ardor,
e em pleno breu se vê o Nosso Senhor.
Crença: diga-me, pode-se ter ou não?!
Fe': e' quando o ultimo fosforo se apaga,
E você continua acreditando que o rosto,
Esta lá velando por você, e você indaga:
Senhor es tu que sondas o meu espirito?
Es tu quem tica fogo em meu coração, e
Por final o mantem diante do meu grito?
poeta_sabedoro
Crença
Quando alguém acende um fosforo
em pleno breu e se vê o rosto de nosso senhor- chamamos
esta dadiva de ESPERANCA, e quando o ultimo fosforo apaga
e se continua acreditando que o rosto esta' lá velando
por ti- chamamos este fenômeno de FE'- Uma chama que
ascende ao coração e não apaga mais.
LEITURAS DA ALMA
Aos que falam expressam por palavras- sua leitura se faz por leitura labial, aos que não falam quase que não expressam, mas sua leitura se exprime por leitura facial e ainda há os que brincam por aqui, quando na verdade ainda não os cabem o existir, a estes se faz leitura por leitura espiritual.
_ Em sendo uma ou outra; todas são reveladas.
_Assim diz um viajante do tempo.
BORBOLETA MAGICA {soneto}
Cintilante como uma centelha de luz
Brinca e esnoba rebolando aquém
Seu brilho atraente como se aduz
A um expectador pelo seu desdém
A borboleta graciosa vive ao natural
Sua casa e' regada de flores, flores
Não, não plástico industrial- artificial
Sua beleza e' posta viva, sem dores
A existência deve ser sempre plena
Não cabe a isto negociar a saúde
Assim como o mundo tal nos alude
Sempre plena, e quando só amena
A vida deve ser sempre como magica
Uma borboleta voando sendo trágica
poeta_sabedoro
LICENCA POETICA
No universo tudo e' perfeito: volátil, lindo e quântico; a vida continua tal como a morte- e tudo flui porque e' o natural, natural como um sorriso despretensioso capturado pelo fotografo, então contestar tudo isto e' fazer poesia.
AVENTURAS DA ALMA { SONETO}
A jornada começa com um "traçado caminho":
De sonhos, ânimos acendidos e esperança.
Esperança nova: velozmente ou de mansinho.
A velocidade não conta, mas a temperança.
Num caminho e' possível a felicidade plena.
O que um mar de chuvas nos da' de frescas,
O céu azul em sol e esperança quiçá acena;
Uma nova estação ou somente terras secas.
E' preciso esperar o inesperado pelo coração.
O coração nunca pensa no mais simples,
O coração nunca decora uma canção.
O animo e' da alma o coração não sabe.
O Coração e' cego quando fala a alma.
E mesmo sem razão pede p/ que acabe.
poeta_sabedoro
"Assim como uma pedra preciosa não tratada e' a mulher
que em instância alguma perde seu valor, conquanto 'as
adversidades da vida; antes reveste-se de luz própria."
"Às vezes o espirito encontra paz nas palavras e às vezes no silêncio. Seja qual for a via a dor e' inevitável; e' imanente ao ser no processo de existir, de cura e de evolução. A mudança de perspectivas faz distrair o espirito do fardo deixando mais leve o viver.
__Assim diz um viajante do tempo__
"Procuramos a distração por querer, e vagueando pelo sol intenso e pleno percebemos que o dia também fenece com o entardecer, então procuramos distrair da distração como um dever"
VIDA VIVA
A vida e' uma forma agonizante de temer...
A vida seria toda uma agonia,
não fosse o recepcionar de mais um ser.
Va'! Sirva-se do tempo com ou sem poesia.
Ao nascer algo magico acontece
No fulgor de ser desabrocha uma luz
O tempo e' como um mosaico que padece
Um bolo de canduras esmaece e reluz
A vida seria toda uma agonia,
não pudesse o vento, o sol, a lua,
por mais uma vez sentir... eu iria
Pra Deus clamar: _Que vida flua!
TERTÚLIA FAMILIAR
Que comece mais uma “tertúlia”! Abaixo à internet!
Que cada um possa falar! Mas de longe? Como escapar?!; salve 'a rede!
Família é coluna. Pra todos: elementar.
Família é o sustento que sustenta de onde está.
A distância é quebrada sem aperto de mãos, sem aquele cafezinho...
Mas com o acalento das emoções ao conversar.
Primeiro: a casa dos pais nos resguarda do mundo, fisicamente, o coração.
Depois guardamo-nos de perder o caminho das emoções... de certo que a razão.
Família é sempre família! Pode ser a de sangue, ou a que conquistamos;
Destas sortes que nos fazem viver!
O que é verdade para todos nós; é que família é aquela que nos leva ao “reencontrar”:
Reencontrar o irmão, mãe, pai... família!
Mas principalmente o próprio “EU”.
poeta_sabedoro
MEU POEMA ERA...
Meu poema era nada! Um completo vazio
Mente?! Minha mente leve transitava pelo espaço sideral,
Em outro lugar bem distante, como que douta estratosfera
Um engodo! Meu poema era...
Maçante que pesava como o ar, impenetrável que se era.
Meu pulmão enchia-se pra citar um outro poema;
Declamar algum teorema quem sabe
De forma bem discreta seria... Qual tom eu poderia?..
Meu peito era um armazém de turvo ozônio.
Maçante! Meu pensamento era maçante e depois fugaz!
O pensar estava pesado; um fardo
Inexoravelmente pesado como o ar.
A inspiração passou como pássaros em revoada,
Pesado! Meu poema era...
poeta_sabedoro
