Versos de Amor Autor Desconhecido
JOSÈ WILKER (Autor: Henrique R. de Oliveira).
E de repente a luz se apagou
A plateia se calou
E a cortina fechou.
Sem prenuncio
De surpresa
Sem rima para seu sobrenome
Na poesia sem graça
E agora José; disse Drummond
Viu que é verdade
Viu que acabou
Wilker e Viu que.....
José se foi.
CONTEMPORÂNEO (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Lá se vai o suor proveniente do desgaste.
Vai a luta molhando a face.
Porque a vida não é fácil.
E de ferro finge a carne.
Porque preocupação é um vírus
E em excesso abate.
Manifesta no semblante.
E adoece a alma.
Pesado viver contemporâneo.
E na multidão caminhar sozinho.
Enferma sociedade.
Com psicológico em desalinhos.
FILHO ADOTIVO (Autor: Henrique R. de Oliveira).
A poesia me adotou desde criança.
E como filho
na rebeldia ou comportadamente
descrevo.
Todo meu apego
nas palavras que me amamentam dia a dia.
E repousam no berço de papel os versos da poesia.
Onde engatinho até aprender caminhar.
Transfigurando no tempo a face até ficar senil.
Fiel acompanho os pais adotivos,
até a inercia das mãos, fim.
E que se eternizem os poemas vindos de mim.
SOM DE GAITA ( Autor: Henrique R. de Oliveira).
O som da gaita é triste
na boca riste que toca
arrancando a nota
e a melodia existe.
Como Stevie Wonder
onde seus olhos escondem
e a sua musica responde
o sentimento expelido.
No sentimento do sopro
se dissipa a melodia
e o que não existia
O som da gaita exibe.
SINAIS. (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Ondas em rochedos.
Canção do mar.
Brisa no rosto a acariciar.
Por que de todo peso.
A leveza ao avistar.
O mar, o céu, um beijo.
E o horizonte o encontrar.
Expirar, botar pra fora.
Deixar o ar sustentar.
Repentino vento sopra.
E os problemas a dissipar.
Num vai e vem incessante.
Uma onda grande a formar.
Forte, bate no rochedo.
Formando gotas no ar.
Só pra me banhar.
Pra me lavar.
E a natureza me curando.
Sabendo o meu necessitar.
As pedras sem arestas que avisto.
Polidas pelo oceano num confrontar.
Eram pontiagudas, com cantos vivos.
Mas se sucumbiram e vivem a se moldar.
Pela persistência do mar, a força do mar
No meu observar.
Eu na pedra sozinho.
E os sinais da paisagem a me ensinar.
"Lares difíceis, relacionamentos familiares ásperos, presença de
mãe dominadora e de pai autoritário, fomentando o surgimento
de conflitos na personalidade infantil, remontam aos períodos
pretéritos de alucinação, de instinto e de desregramento.
AUTOR: JOSÉ ALVES DE ARAÚJO NETO
ROTULAR
Quero assim acompanhar
Essa tal transformação
Não tem nada de impossível
Basta portar a razão
Para o mundo diferente
Diga para o inconsciente
Cérebro não é coração
Quem ler muito sabe mais
Quem vive álgo quer ver
Quem tem amor pelo próximo
Quem respeita tem prazer
Quem anda levando a verdade
Carrega dignidade
Na medida e no dever
Depoi de Deus vem o nome
Para tudo nomear
Cada classe se carrega
De um pouco explicar
Com o preto e o branco
Alguém olhando no canto
Outra visão vai mostrar
Ninguém pode rotular
Se na real não conhece
O homem é produto do meio
Do jeito que sobe desce
Jamais deixe a certeza julgar como réu na mesa
Tudo que é bom aparece.
QUEM É BICHO? (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Aprender dos meus semelhantes
e deixar os bichos pra lá,
porém, falar cansa
e invejo o irracional.
Por que a língua é lança,
de palavras pior que metal,
expostas, você, ela alcança,
e decreta um previsível astral.
Onde quem não aprende, se cansa.
Onde quem aprende da dança,
do corte que fere e não sangra,
da língua não mansa, metal.
No tempo, feridas se fecham
cicatrizes no tempo se formam,
e deformam a conduta,
pra defender-se do mal.
Que pode ser em silencio.
Que pode ser agressivo.
Da reação outrora ferido.
Ferindo ou sendo letal.
Os animais não falam,
invejo seu extinto,
que na verdade lhe digo,
que são irracionais racionais.
NADA (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Vela no barco, mar, leme
sem vento pra direção, reme
porque de todo mal que teme
nadar num naufrágio, contra,
a onda que volta e te encontra
na exaustão dos braços os mesmos
apontam
a faixa do litoral a frente
neste naufragio, mar, sem leme
nas adversidades que não teme
depois sorrir da fase escura
com o dorso, praia, lua cheia
tomando banho de areia.
ME FIZ TE ACONTECER (AUTOR: Henrique R. de Oliveira).
...ver-te acontecer
ver-te, ver
da mente pra fora,
fazer
de cada outrora
agora ser
sonho embora
bem vindo o ter.
onde imaginar
foi querer
e praticar
o fazer
onde o tudo que quis
foi o doer
e o conseguir,
adormecer,
ficando indolor
com o merecer
nas doses dos passos
com o verbo crer
e no tempo
o fato viver
as coisas do pensamento
concretizando você.
POR AÌ (Autor: Carlos Henrique R. de Oliveira)
Fale que fui andar por aí
para espairecer a mente
sonhar caminhando
em silencio, com a mente a pensar.
Sentar em algum bar
as vezes é preciso
ou em qualquer lugar
com corpo presente e o pensamento vagar.
Vou por aí
onde o redor não vejo,
e é dentro de mim o enxergar
por aí a pensar.
Depois vou pra casa
e termino esta conversa ao deitar
até pegar no sono e encerrar
um dialogo comigo mesmo
em particular.
"Não devemos ter preconceito sobre o autor de uma frase, mas avaliar a beleza da frase: Avalie a beleza da frase de CONFÚCIO:
-- QUANDO VOCÊ NASCEU TODOS RIRAM (que bonitinho), SÓ VOCÊ CHOROU (toda criança chora), VIVA A SUA VIDA DE FORMA QUE NO SEU FUNERAL TODOS CHOREM (que homem íntegro) SÓ VOCÊ RI (fiz o melhor que pude)".
O autor sendo substituído...
Quando a sua idade chegar, e aquela pessoa que esteve a seu lado não existir mais.
E pra essa pessoa, tudo estiver acabando, inclusive a vida.
É aí que sua arrogância, seu erguer de queixo, seu orgulho, seu desdém.
Tudo isso será substituído pelo arrependimento, remorso, e saudades.
E aquela falta de amor e de empatia?
Viverais dias que sentirá o mesmo que outrora você fez alguém passar por isso.
passará pelo idem.
A única diferença é que dessa vez, você terá a percepção, que aquela pessoa do seu passado não teve, Quando ela passou pelo mesmo em suas mãos.
Eu sei (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Eu sei que está por tras de alguma porta
Buscar é uma maneira pra ter algo
Tentar é ser exausto por enquanto
E no enquanto voltar a ficar forte.
Na vida tudo vem e tudo passa
O tempo leva e outra coisa nos tras logo
Só ficam as vitórias e as marcas
Nas marcas a cura atrás de alguma porta
Viver é incessante e os exemplos mostram
A luta de quem está a nossa volta
Tem mãos que precisam mas ajuda
Tem mãos que tem e se fazem de mortas
Mas tentar é ser exausto por enquanto
E buscar é uma maneira pra ter algo
O ar que inspiramos no cansaço
É o ar que expiramos ao ficar forte.
Eu sei que está por trás de alguma porta....
Eu sei (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Eu sei que está por traz de alguma porta
Buscar é uma maneira pra ter algo
Tentar é ser exausto por enquanto
E no enquanto voltar a ficar forte.
Na vida tudo vem e tudo passa
O tempo leva e outra coisa nos tras logo
Só ficam as vitórias e as marcas
Nas marcas a cura atráz de alguma porta
Viver é incessante e os exemplos mostram
A luta de quem está a nossa volta
Tem mãos que precisam mas ajuda
Tem mãos que tem e se fazem de mortas
Mas tentar é ser exausto por enquanto
E buscar é uma maneira pra ter algo
O ar que inspiramos no cansaço
É o ar que expiramos ao ficar forte.
Eu sei que está por trás de alguma porta....
A GOTA D’ ÁGUA. (Autor: Henrique R. de Oliveira)
A gota cai no copo.
A gota suja.
Constantemente no copo.
Formando um copo d’água .
Uma água que aumenta a sede,
o suor e a revolta.
E o povo sedento calado.
Com o copo que cerca a água.
Politicamente poluídas,
a ultima gota cai.
E o copo transborda,
com a gota de 20 centavos
mais cara que já vi.
E escorre água suja.
E transborda o desabafo.
Do rio de gente na rua,
maior e mais forte que o copo d’água.
O copo d’água poluída cai.
Se mistura e some na força do rio de gente.
Se tornando potável.
Pra matar a sede de gole a gole
Da gente que é a mudança.
Maria Sozinha e seu filho (Autor: Henrique R. de Oliveira).
...observador
Maria observa a dor
Observa Maria, em movimento e exausta.
A situação exata
De um dia comum qualquer.
Maria segura a mão destra pequenina
E a esquerda sem a mão masculina
Caminham os dois na vida
E a criança segura nas mãos com esmaltes de uma mulher.
Todas essas coisas que rodeiam Maria
lhe atinge e lhe cansa mas ela não desiste.
Porque mãe é mãe e não foge
E na dificuldade resiste
E em meio alguns momentos tristes
A sua criança lhe ensina
Com os gestos inocentes sem intenções
Mas, com efeito, que te anima.
Por que Maria ensina seu filho
E seu filho ensina Maria
A ingenuidade pequenina
Tem uma grande força que comove e incentiva.
Maria caminha com seu filho.....
Maria feminina com traços de pai
A estrada é longa, mas mãe que é mãe tem a sina.
De não abandonar o seu filho jamais.
LINHAS DA VIDA. (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Andamos em linha reta....
E as vezes dobramos na curva do errado.
Da queda, a busca do certo, que é o correto.
E se levantar pra concertar o errado.
Mas pra cada tropeço tem a dor da topada.
E pra cada topada, a dor acerta.
Porque nas quedas vem o remédio aprendizado.
Pra curar a fase com seu sabor amargo.
Há quem caminhe embriagado....
E o caminho afunda a cada gole.
Há quem esteja com a cabeça querendo o certo.
Mas com os pés no caminho errado.
Nas adversidades em busca do certo.
Vem obstáculos que lhe para .
Há quem desista e se revolta.
Há quem enfrente e o derrota.
Mas tem linha reta com os mesmos resultados.
E que façamos uma curva para novas respostas.
Bebendo as doses do amargo aprendizado.
Até chegar o doce, contido no mesmo frasco.
