Versos de Amor Autor Desconhecido
MEDEIROS, J. L. Formação para o Trabalho x Formação para a Vida: Do princípio educativo do trabalho à educação emancipatória. Mauritius: Novas Edições Acadêmicas, 2019.
ISBN 978-3-330-73095-3
(...) é oportuno refletir sobre a educação enquanto fetichismo contemporâneo. Para o trabalhador a educação escolar transformou-se no ‘passaporte’ para o mundo do trabalho e, quanto melhor a instituição de ensino (normalmente privada), maior é a garantia de realização profissional. Nesta mesma linha de pensamento, da mesma forma com que a educação teria se transformado num fetiche, os estudantes formados para o mercado de trabalho transformaram-se em objetos para o capital. Desta forma, o pensamento marxista sobre ‘fetichismo da mercadoria’ e ‘coisificação do operário’ estaria numa versão atualizada para o século XXI em que se presencia a o ‘fetichismo da educação’ e a ‘coisificação do trabalhador’.
Janiara de Lima Medeiros (2020)
... busco provocar à reflexão sobre o 'fetichismo da educação'
e o fenômeno da
'coisificação do trabalhador'...
"Amigo (a)" não deve ser um adjetivo empregado aleatoriamente, mas um título de honra pra quem recebe por consideração, que vem do coração.
Qual o sentido disso tudo?
Mas pra hoje só preciso ouvir o silêncio, acomodar-me no escuro, relaxar e não buscar entender a pobreza do antagonismo que me choca.
Eu sou Janiara, filha da terra, descendente tupi-guarani, como vocês.
Eu sou Janiara, filha do sol , prima da lua, como vocês, que se materializa aqui no Brasil.
Daqui a pouco volto pra terra e misturo com o mar. No mar do Brasil.
Deixa-me ir.
Eu quero partir
Cansei
Desisti
Não tenho mais ânimo pra caminhar
Não tenho forças pra lutar
Nem sei se quero ter forças
A solidão cansa
Pensar, sentir, agir,... sozinha
Se milagres existem
Eu não sei
Se ter coragem é preciso
Pode ser
Mas até pra coragem eu cansei
Muito fadigas
Desgastada
Sem perspectivas
Sem caminhos
Sem desejos
Exceto o de dormir
Dormir o sono dos que descansam
Dos que partem pra, em fim, descansar
E guarda tua pedra bruta
Que o valor só tu sabes que tem
Quem olha não reconhece forma e cor
E só sente tu
a energia do amor e da vida que pra ti retém
Trecho do poema "Cuidando da pedra de valor que só pra vocêtem" publicado no e-book "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias"
"De valor singular"
Pedra preciosa és tu
Quem com alegria inaugura
minhas manhãs
Pedra preciosa tu és
Quem não me deixa sentir ao revés.
Vem com a energia
Com a que inicia o dia
Trazendo a raridade infinita
Desde a sua tenra idade
Com exuberante beleza
Exibe a sua maestreza
Que não se deixa perder
A sua dureza é fortaleza
Da mais valiosa pureza
Refletindo um brilho sem igual
E me fazes esquecer que sou
mortal
Não preciso lapidar
Porque teu valor é singular
E nada quero perder
Pra toda sua luz receber
Se pode parecer egoísmo
É na verdade altruísmo
De quem sabe ser recíproco
Este caro amor que não troco
Quem quiser ter o teu que lute
E que esta Plenitude desfrute
Porque o presente que tu ganhas
não se dá
Não se troca ou compartilha
Se tem um valor singular
esta preciosidade que não sei
nomear
Poema publicado no e-book "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias"
Os multiletramentos direcionaram à multiplicidade cultural de diferentes públicos e multiplicidade de significações, com reflexos dos seus diferentes signos linguísticos, objetos e interpretações.
Extraído do livro: "Fábulas para se ler além da escola", Editora Schreiben
A prática da leitura e da produção textual refletem na cultura e na linguagem, contribuindo à formação humana na perspectiva integral em que os sujeitos aprendem a construir formas de pensar, além de articulações linguísticas capazes de recriarem novas condições sociais.
Extrato do livro: "Fábulas para se ler além da escola", Editora Schreiben
O cravo brigou com a rosa, levou tapa e fez careta,
Disse: “Nunca mais te falo!”, saiu com muita treta.
Mas no baile da alegria, veja só que confusão:
Tavam juntos, lado a lado, dançando de mão na mão.
Paráfrase em cordel da canção popular “O cravo brigou com a rosa” publicada em "Cordel de primeira viagem: estudantes em sua estreia literária pelo sertão encantado da cultura nordestina"
Se a pergunta vem no ar,
a gente para pra escutar.
Do cordel, vamos falar,
e a curiosidade saciar!
Do livro: "Cordel de primeira viagem: estudantes em sua estreia literária pelo sertão encantado da cultura nordestina"
Perdendo o Juízo:
Para quem aprecia séries e filmes inteligentes, capazes de provocar reflexão mesmo nos momentos de lazer, fica a dica: "Perdiendo el Juicio".
Muito além de um drama jurídico, a obra convida a refletir sobre como, muitas vezes, o julgamento mais difícil não acontece nos tribunais, mas na própria consciência. Entre erros, fragilidades e escolhas, revela que a justiça nem sempre se limita à aplicação da lei: envolve também empatia, responsabilidade e humanidade.
Provavelmente a maior lição da primeira temporada seja justamente a de que compreender o outro exige muito mais do que conhecer os fatos; exige reconhecer a complexidade da condição humana.
Uma série que entretém, mas, sobretudo, nos faz pensar.
Ninguém renasce, no mundo físico, para sofrer,
senão para reeducar-se, para recuperar-se
dos delitos infelizes, para crescer
em direção a Deus.
Sozinho, um idiota continua sendo um idiota. Junte dois, seguem sendo dois idiotas. Mas dez mil deles reunidos formam um partido político.
Jean Dutourd
Le Taxis de la Marne
1956
Se fosse escolher entre seguir ou me perder,
entre a certeza do sim e a duvida que o não dar,
escolheria me perder por completo
só para me reencontrar diante de teu olhar.
Cordel minha terra.
Eu sou filho do mato
Da terra da cultura
E quem não a entende
Sem ter desenvoltura
E fala do nordeste
Nem sabe da fartura
Lembra de pouca chuva
Poeira, chão rachado,
Mandacaru e palma
(Coroa de frade) espinhado
Caatinga, capoeira
(Unha de gato) estirado
Se chove o ano todo
Estrada é agonia
Buraco em buraco
E todo carro chia
Vamos falar do tempo
Tudo logo esfria
Mas assim é que é bom
Neblina no distrito
Nem dá pra ver escola
Fica logo aflito
As crianças na chuva
De bota faz bonito
Já vi frio de quatorze
Sensação térmica 8
Tem quem acha, é quente
Vigi, povo afoito
Tem aquele que treme
Só levanta no açoito.
De touca na cabeça
Cachecol no pescoço
Doze meses tem o ano
E vale o esforço
Um quarto é de sol
Chuva no resto moço
Já consegue decifrar
Com quê foi revelado
Nada é melindroso
Não está disfarçado
Pra não ficar nervoso
Já volto arretado.
