Versos de Amor Autor Desconhecido
Você, pode ver a Cruz como o bendito instrumento onde Jesus viveu seus últimos instante na Terra.
Eu, posso ver a Cruz como o maldito instrumento de tortura que tirou os últimos instantes de Jesus na Terra.
Boa noite!
Antes de terminar este dia, agradeça.
Nem sempre percebemos, mas Deus esteve presente nos pequenos cuidados, nas coisas que deram certo e até naquilo de que fomos poupados sem saber.
Que esta noite nos encontre com o coração tranquilo e agradecido.
Deus esteve aqui.
E continuará cuidando de nós enquanto descansamos.
Edna de Andrade
Tem momentos em que a gente não sabe onde o próximo passo vai dar.
O medo vem, a certeza falta, e tudo o que conseguimos fazer é confiar.
É nessa hora que Deus nos lembra, de um jeito quieto, que não precisamos atravessar sozinhos.
Sua presença não tira todas as incertezas do caminho, mas dá ao coração coragem para continuar.
E, pouco a pouco, a fé aprende a ir mais longe que o medo.
Edna de Andrade
"Você nunca achará o arco-íris, se você estiver olhando para baixo". Charles Chaplin
Sim, precisamos agir com otimismo para ter sucesso. Ademar de Borba.
É exaustivo ter que sorrir quando, na verdade, tudo o que se quer é chorar.
Chorar até limpar as feridas, mas não cicatrizá-las.
Porque elas continuam ali, mesmo invisíveis. Escondidas, como uma ferida coberta apenas por um curativo, sem nunca ter sido realmente tratada.
E dói.
Dói porque qualquer toque, mesmo o mais cauteloso, pode fazê-la sangrar outra vez.
Às vezes, alguém toca sem saber. Outras, toca sabendo exatamente onde dói.
E então o sangue escorre.
Suja as mãos de quem tocou, sem querer ou querendo, aquilo que ainda estava aberto.
Talvez algumas dores sejam assim: não desaparecem porque aprendemos a escondê-las.
Apenas ficam em silêncio, esperando o próximo toque para lembrar que nunca cicatrizaram.
Priscila de Araújo
*"Minha Canção Entalada"*
Você é a minha canção preferida
que sempre está entalada em minha garganta
nas noites de total solidão.
A canção que embarga minha voz
que soluça nas rimas que são tuas...
cada verso um gole seco,
cada refrão um nó no peito.
Ninguém ouve.
Só eu, a madrugada,
e essa música que não sai
mas também não me deixa em paz.
(Saul Beleza)
*"Minha Sesta"*
Na minha sesta do almoço,
olho pra cesta de frutas
e vejo você a me espiar.
Cajamanga aqui da horta, maçã vermelha,
uva em cacho fazendo fofoca...
e no meio delas você.
Com essa cara de "tô te olhando".
E ainda nem é sexta.
Nem tem desculpa pra beber.
Nem tem motivo pra sonhar com você.
Mas aí tá você,
na fruteira da minha cozinha,
me tirando do sério às 12h02
de uma segunda-feira qualquer.
(Saul Beleza)
*"Única Realidade"*
A única realidade que eu tenho na minha vida
é sonhar com você.
Te querendo sem que você saiba.
Perdendo você sem eu saber.
É viver em dois lugares ao mesmo tempo:
acordado, onde você não tá.
dormindo, onde você é minha.
E o pior?
Acordar é perder.
Dormir é esperar para perder de novo.
É um loop que só eu conheço a senha.
Um amor que não tem testemunhas.
Só eu, você na minha cabeça,
e o silêncio depois que o sonho acaba.
(Saul Beleza)
*"Muitos e muitos anos"*
Quando a pessoa esteve tanto tempo na sua vida
o corpo até esquece que ela não tá mais aqui.
A mão procura no lugar errado.
A música toca e o peito responde antes da cabeça.
A cidade inteira vira lembrança.
E o pior é que não é só saudade de quem a pessoa era.
É saudade de quem você era com ela.
De todos os anos que viraram rotina, risada, briga boba, silêncio confortável.
Dói porque foi longo.
Dói porque foi raiz.
E raiz quando arranca, leva um pedaço da terra junto.
(Saul Beleza)
*PORTA ENCOSTADA*
O endereço é o mesmo,
só que o tempo apagou o número.
A vaga na garagem é sua,
mas o carro já não estaciona.
A porta está apenas encostada, por convite, e
por faltar coragem de trancar.
Na cama,
teu travesseiro ainda tem teu cheiro,
eu ainda não lavei,
não foi por preguiça,
foi pra não esquecer que você existiu aqui.
Você disse que eu não tenho saudade,
que a vida me fez ser assim,
tanto faz.
Tanto faz?
Tanto faz não deixa travesseiro com cheiro.
Tanto faz não deixa porta encostada.
Tanto faz tranca, vende a casa e vai embora.
Eu não corri pros teus braços,
mas deixei teus braços morando em mim.
Se não acredita,
venha conferir.
Mas se vier,
vem pra ficar.
Porque eu já não tenho mais força
pra te ver indo embora
mais uma vez
pela mesma porta
que eu nunca fechei.
(Saul Beleza)
*PRESENTE*
O passado vai estar sempre presente,
ele não pede licença,
ele senta na cama,
ele deixa cheiro no travesseiro,
ele deixa a vaga vazia,
ele deixa a porta encostada.
Ele vai estar presente no teu riso,
quando você ri e lembra que já riu assim com alguém.
Vai estar presente no teu choro,
quando você chora e lembra que já chorou por alguém.
Mas não deixa ele dirigir.
Deixa ele no banco de trás.
Ele pode olhar a paisagem,
mas não pode tocar no volante.
Jamais deixe que ele interfira em nada,
não deixa ele escolher quem você beija hoje
com medo de quem te beijou ontem.
Não deixa ele trancar a porta
que alguém deixou encostada pra você.
Porque só assim,
só quando você para de brigar com o ontem,
o futuro te presenteia.
E ele te presenteia simples:
com um endereço novo,
uma vaga nova,
uma cama que ainda não tem cheiro,
mas tem espaço.
O passado fica,
mas o futuro...
o futuro te abraça.
(Saul Beleza)
*Estou em fuga*
Preciso fugir desse teu olhar que me prende,
desse olhar que me vê bagunçado
e mesmo assim fica.
Preciso me afrouxar desse teu abraço que me prende,
desse abraço que é cadeia,
mas é a única casa que eu tenho.
Preciso desviar desse teu caminho que me acompanha,
porque pra onde eu vou,
você já foi primeiro dentro de mim.
Preciso arrumar um jeito,
ou um pretexto,
qualquer mentira bonita,
pra não depender desse teu corpo
que não me deixa ir.
Mas como é que foge
de quem mora na fechadura?
Como é que afrouxa
o abraço que virou pele?
Como é que desvia
do caminho que virou destino?
Eu quero ir, eu juro que quero.
Mas meu corpo já decorou o teu.
E quem decora,
não esquece.
Só finge que vai.
(Saul Beleza)
*Estafeta*
Você quer algo sério?
Porque se não quer,
é melhor a gente seguir um rumo.
Não um rumo juntos.
Um rumo cada um pro seu lado.
Eu me apego fácil.
Eu já tô me apegando agora
só de escrever isso.
E isso vai me fazer mal.
Vai me fazer virar boneco de novo,
coleção, diversão.
Eu não quero ser teu quase.
Eu não quero ser teu depois a gente vê.
Então me diz agora, sem soslaio, sem arapuca:
Você quer algo sério?
Se não,
segue tua vida
que eu juro que tento seguir a minha.
Mesmo com a porta encostada.
Mesmo com teu cheiro no travesseiro.
Mesmo sendo nada pra ti.
Eu sigo.
Mas se for pra ficar,
fica direito.
Porque meu coração não sabe ficar pela metade.
Ou ele fica inteiro,
ou ele se quebra inteiro.
(Saul Beleza)
*BOLERO NUNCA MAIS*
Bolero contigo nunca mais.
Bolero é colado demais,
é promessa demais,
é peito com peito fingindo que é pra sempre.
Contigo, nunca mais.
Um tango talvez,
na hora da despedida.
Tango pode.
Tango é bonito pra quem já vai embora.
Tem drama, tem perna, tem queda,
mas todo mundo já sabe que termina quando a música acaba.
Então guarda o bolero.
Bolero é pra quem fica.
Pra gente?
Deixa o tango.
Uma última dança,
bem pisada,
sem sorriso,
sem volta.
Depois cada um pro seu lado da rua.
Sem porta encostada.
Sem travesseiro.
Só o eco do salto no salão vazio.
(Saul Beleza)
*inteira pela metade*
prefiro te imaginar rindo inteira
em outro abraço,
do que te ter aqui
pela metade.
metade não me aquece,
metade me confunde,
metade me faz ficar
onde já não estou mais.
se for pra ser minha,
que seja inteira.
se não for pra ser inteira,
que seja livre.
e que eu aprenda,
mesmo doendo,
a amar o que você se tornou
longe de mim.
(Saul Beleza)
condenado sem culpa.
que culpa ela teve
se eu não soube amar?
nenhuma.
ela veio inteira,
eu vim com medo.
ela veio com tempo,
eu já vinha atrasado.
A vida foi curta
para nós dois,
e longa demais
para o que eu não fiz.
Agora carrego
o que não dei:
o amor que ficou preso
na garganta.
e ela se foi
leve,
sem culpa.
e eu fiquei,
condenado
não por ela,
mas por mim, que não soube dizer o quanto amei.
(Saul Beleza)
janela fechada.
Como esquecer,
se toda janela que abro
dá pro mesmo lugar?
Eu fecho a cortina,
mudo de casa,
mudo de cidade,
mas o vidro me entrega.
não é o passado que me persegue,
sou eu que o plantei no futuro.
cada plano meu
tinha o teu rosto.
Eu mesmo escrevi
que te veria em todo amanhã.
agora o amanhã chegou,
e você não está,
mas o que eu criei sobre você
ainda está.
Abro a janela pra respirar,
e respiro você. Não faz mal, feche as janelas.
(Saul Beleza)
Pague o resgate
Venha me resgatar
desse inferno
que é pensar em você.
pague o preço,
questione o valor,
me julgue depois,
mas venha.
porque até esse inferno
tem gosto de céu
quando é você que me prende nele.
é tortura e abrigo,
é dor e casa,
é o lugar de onde eu quero fugir
de onde eu fico
te esperando.
(Saul Beleza)
