Versos de Amor Autor Desconhecido
A tua insônia é a minha,
que a ânsia não passe
como o cometa neowise
pela América Latina.
Da tua idéia na cabeça
não faço a mínima,
só sei que de você
em noite de Lua ou não,
eu tenho feito questão.
A tua indecência é a minha,
que ela não passe
como um incenso aceso,
se for preciso reacendo.
Dos teus suspenses
com todos eles teço
as mil tramas de um
tapete no deserto,
porque engenho eu tenho.
A tua perdição é a minha,
te aguardo além do tempo,
no afã de espaços tremendos
e dos teus secretos terrenos.
Esta tua fantasia é a minha,
embarquei nessa viagem
pela loucura brindada,
talvez ser a paixão que passa
ou para ser a tua amada.
Saber que me tens por tua
e o teu desejo é o meu,
há algo muito além de Marte
orbitando ao redor da Lua.
Veio a tempestade e as tuas
palavras me tocaram
como serenata no balcão
e mexeram com a emoção.
Saber que me quer sempre
mesmo trabalhando muito,
quem sabe um dia o nosso
encontro de fato acontece.
Ouvir tua voz, as fotos ver
e rever, e reler que me quer:
é o quê tem me mantido
sempre com alta temperatura.
Passou a terrível tempestade
e o diálogo de hoje a tarde
virou mais um poema,
e entre nós já é primavera.
Louca pelos lábios
mais lindos que
ainda deles ainda
não pude uvas furtar
e não paro de louvar,
(Todo o dia é um
novo dia que
estou a te beijar).
Uma constelação
inteira de desejos
nos meus quadris
que estão só
por ti a esperar,
(Todo o dia é um
novo dia que
estou a te cobiçar).
Você me disse
que faço o teu
coração bater
forte e veloz,
e fez o meu disparar,
(Forte vai ser
quando o teu
coração eu escutar).
Veloz será quando
o meu coração
estiver unido ao teu,
(E eu puder com
as minhas amáveis
mãos nele tocar).
Incrível será porque
a tua alma conhece
a minha e não
paramos de sonhar,
(Quando você chegar
nós dois sabemos
que iremos namorar).
Porque quando
você chegar será
como quem vê
na vida pela primeira
vez uma noite de luar,
(Não haverá nenhum
obstáculo e ninguém
há de nos segurar).
Os sótãos e calabouços
rugem a devastação feita
pelo isolamento e pela tortura,
demoliram os sinais de fé
na vida e andam tentando
incinerar toda a poética:
(E ainda há quem insista
desfilar o seu ego inflado,
violar a lógica da hora
e espargir a vaidade política
neste momento de pandemia).
Cada versejar tem sido de minha
responsabilidade real,
versejo também a América Latina,
o tempo, o vento e os sonhos
de reconstruir os rumos da História:
(Não é segredo para ninguém
que não conheço a tropa
em situação muito brutal
e o General que continua preso
injustamente e incomunicado
há mais de sete meses).
Que me custe a simpatia de todos,
pois falo o quê a minha
consciência manda falar,
não dou aquilo que não se pode
ao autoritarismo de ninguém dar:
o silêncio como púlpito
para a voz da História se silenciar.
Mercúrio na maior
alongação leste,
e eu incitação total
sendo parte da tua pele.
Dracônidas rumo
à Constelação de Dragão,
e eu por antecipação
buscando de tudo para
ser parte do teu coração.
Marte na sua cavalgadura
tentando se entrelaçar
com a Lua pela cintura,
é assim que já sou tua.
Tenho você como a Lua
tem a Marte no limbo
escuro em rito oculto,
é no profundo do peito
que nos resguardo
e nos salvo do mundo.
Não sei o porquê,
mas sem querer
escrevi com a tinta
da Via Láctea
o presságio da união
e na tua pele virei
a poesia da constelação.
Não confunda a poetisa com a pessoa física.A poetisa é livre, é pessoa espiritual. A pessoa física não chega a ser uma pessoa completamente fechada para o mundo.
A minha poesia é disponível, eu não.
Não há segredo
para contar o quê
fez chegar até
aqui e te põe de pé.
Alguém fez isso
antes do que você,
não tenha medo,
e confie em si mesmo.
A chave da solução
está no teu coração,
confie em si mesmo
e não tenha medo.
Para superar tudo
apenas você precisa
de sonho e alegria
para se erguer de novo.
Uns sonham o Sol
escurecer ao invés
de buscar solucionar
a energia nuclear.
Não espere nenhuma
fórmula ou ajuda,
conheces o caminho
melhor que ninguém.
Em outros planetas
querem morar,
deste nosso Planeta
poucos querem cuidar.
Olhar a Lua e o cosmos
é apenas um jeito
da origem de tudo
sair sempre em busca.
Desabafo para tentar
acreditar que o mundo
terá alguma salvação,
muito além do perdão
que nos dá libertação,
é preciso ser redenção.
Porque está muito
difícil de se esperançar
diante de tudo o quê
ando testemunhando,
não gosto de viver
sempre me queixando.
Talvez estamos ainda
vivos para nos resgatar
da ironia e da indiferença
que está nos afastando,
e nos matando todos
os dias por dentro.
Corro contra o tempo
para tentar encontrar
a humanidade além
de mim porque quero
crer que a vida tem
a perfeita solução.
O quê é tarde
demais é
de verdade,
mesmo que
você nele
não acredite,
e o peito
não se dobre;
a conta com
Mariana não
foi saldada,
mas também
não foi olvidada.
A conta não
é pequena
tal qual a
mediocridade
do evento que
a tragédia
provocou,
nós não
sabemos
a proporção
do desastre
humano:
só se tem
notícias que
somos 200
brasileiros que
desaparecemos,
e no esquecimento
nós caíremos.
É sem sentido
seguir desse
jeito para ocultar
o quê não é mais
segredo para
o mundo inteiro
há muito tempo:
que o Brasil
não preserva
a Natureza,
todo mundo sabe;
e sempre seguiu
atirando da janela
a sua riqueza
não se importando
que se acabe,
e nem prevendo
quanto mais gente
se mate ou se
no futuro desmate.
Quero ouvir
As canções
Da Pátria por
Cada lugar
Da nossa terra,
Mesmo que
Seja na hora
Do trabalho.
Não digo que
Foi, é ou tenha
Sido fácil,
Mas não aceito
Nada raso;
É por isso que
A tirania como
Modo de vida
Eu combato.
Porque vivo
De sentimento
Patriótico farto,
Como voto que
Se incorpora
Mesmo sem pedir
Todos os dias
A ser renovado.
Acima de
qualquer
'dinastia',
da invasão
e de todas
as poesias,
esse mar
pertenceu ao
Império Inca,
não dá para
ocultar o quê
todo o mundo
viu e sabe
que ali estão
os vestígios
da verdade.
Foi o poeta
Valentim
que me
pediu para
não desistir,
e dessa causa
não olvidar.
Relembro
para que
da História
não seja
apagada:
quatro anos
após a
independência,
a Bolívia
foi invadida;
e o Chile até
hoje não
teve 'clemência'.
Reaver
o diálogo
requer paciência
e persistência;
não vou parar
de pelo povo
jamais de rogar.
A Bolívia
nasceu com
400 km de
costa sobre
o Pacífico,
e ficou sem
o acesso
soberano
ao mar,
e a Justiça
de olhos
vendados
me deixou
como saída
insistir em
escrever mais
de cento e vinte
mil poemas
para fazer
dialogar,
e a paz reinar.
Existem vitórias
que são derrotas,
Quando traçadas
para jogar o povo
contra o povo;
Não me concilio
com propaganda
feita por canalhas
com suas tralhas.
A minha Nação
eu abençoo,
O meu desprezo
a todos eu
envio aqueles
que fizeram
por merecido,
Tirando o meu
sossego e furtando
quase o meu juízo.
Não me concilio
nem com o senso
de 'justiça' de
alma desidiosa,
Que cínica interferiu
no direito de reunião,
E discretamente irá
lavar as mãos
como nada
tivesse acontecido.
Sobretudo aos
que se dizem
tão graduados,
e se comportam
cúmplices e
muito mais do
que submissos
Do que enfeites
são entulhos
no caritó do
nosso destino,
O auspício
vocês não terão,
Não sei quem disse isso:
- Mas eu 'passarinho,
vocês passarão'!
Ao #MarioQuintana eu peço perdão, pois eu não podia perder a rima!
Gostaria de ter um
mistério para ofertar,
mas eu não consigo
nem inventar dada
a gravidade daquilo
que estamos vivendo.
A ligação que tenho
com tantos fatos que
geram os meus versos
é que sou do povo
e sinto como se fosse
minha a dor de tantos
além fronteiras que
têm sido oprimidos.
Estou aqui para provar
que toda a poética
é que salva de um
Estado de Ditadura,
e nos salvará de
toda essa loucura,
é só preciso acreditar.
No auge da conjunção
de Vênus e Saturno,
não encontrei você
feito do que é mais puro:
lindo tesouro oculto.
Na conjunção plena
entre Vênus, Júpiter,
Saturno e a Lua,
não desisti do que
é liberação e ternura.
No auge da conjunção
de Júpiter e Vênus
não abracei o quê é
feito de pacificação,
continuo em agitação.
Na conjunção entre
Mercúrio, Júpiter
e Saturno ainda sigo
em inconformação.
No doce luar crescente
e dourado sobre o Vale
beijando a minha rua,
não desistirei de ser tua
pactuante da amorosa jura.
Você escreve com todo o carinho um poema e sempre aparece um que elogia chamando ele de texto poético, quando não é a mesma pessoa, não me importo, até porque ninguém nasceu sabendo e a gente tem que ser tolerante.
Um poema é um poema, embora tenha o seu texto poético, só que existem textos poéticos que nunca serão poemas porque carecem da subjetividade que só a poesia é capaz de provocar te levando a transcender da simples leitura para a sua viagem interna onde a estação é o seu coração e os vagões são os teus sentimentos.
Quando identifico a insistente conduta de chamar os meus poemas de "texto poético"
como exemplo retribuo da seguinte forma:
"Obrigada por apreciar o meu poema composto de tetrassílabos e redondilhas menores".
Não gosto de fazer isso, mas quando percebo que tem gente que escreve isso para implicar, faço sim!
vereda de poeira
escura e lenta
ao redor paira,
inspiração breve
no interruptor
do Universo foi acesa,
o vulto brilha
e central acena
à Lua sensual boêmia.
sei que verei a cena
em total e plena
zona de conforto,
galáxia devorando outra;
no toca-disco sideral
Centaurus A em vinil,
fino equinócio de outono,
infindos místicos
e versos festivos
hão de ser escritos
com lábios bem feitos,
perfeitos no Atlas
e sutis nas galáxias;
nada será como antes,
não mais viveremos
suspensos por um fio
flertando com o perigo:
viveremos de amor e mais nada.
Eu aguardo por você
como a relva após
uma noite de sereno
aguarda pelo calor do sol,
e assim há de ser
o nosso amor...
