Versos de Amor Autor Desconhecido
Quanto a mim, acho que estou feliz como nunca estive antes. Acordei muito bem hoje. Disposto, imune, irreconhecível. Tô muito solto. Tô muito foda. Nada mais atrapalha essa minha vontade de viver.
Hoje eu queria parar num barzinho. Comer alguma coisa, beber alguma coisa, fumar alguma coisa. Queria falar sobre os amores, as dores, as mazelas da vida. Me distrair um pouco, sumir dessa vida doida.
Comprei um casaco de couro de um verde meio esquisito. Não era musgo, era um verde meio fosco, ocre. Não uso muito verde e acho estranho quem usa couro. Prefiro usar tricô e cores nudes, acho que fica melhor em mim. Mas comprei essa porcaria de casaco porque queria bancar o descolado, o garoto cheio de estilo. O negócio também é que eu passo pelas vitrines da Barra e fico horrorizado com tantos casacos de couro e quase nenhuma outra opção. Me pergunto se os estilistas estão doentes da cabeça ou se sou eu que estou fora de moda, vai saber... Só sei que já reparei que vez em quando eu gosto de pertencer a um mundo que não é o meu. Vai que nessa de experimentar o que não é bem a minha praia me torno alguma coisa menos estranha e mais comum nessa cidade. Odeio esse casaco, cara. Tenho ódio só de olhar. Ele não foi feito pra mim, entendeu? Mas sei lá, você também não foi feito pra mim, mas eu vivo querendo fazer parte do seu mundo.
Não existe exercício racional ou lógico na administração e atividades processuais que se baseiam exclusivamente a vade-mécum. Cria-se a ignorância a partir de sua prática, além do adverso da flexibilidade para com a subjetividade de seus colaboradores. Nota-se a partir deste ponto a complexidade na metamorfose de conduta.
Se quiseres pinto a escada de outra cor, Arranjo outros vasos para as flores, Visto o vestido azul que quiseres, sendo azul, qualquer um deles, amor. Se quiseres, não te esqueço assim que amanhecer o dia. Caso queira, apago as luzes, te arrepio em pelo, mudo a cor do acaso, o curso da vida, a rima de um verso, te beijo... Se quiseres pinto a escada de outra cor...
Descobri meu real tamanho, quando senti a lágrima escorrer no rosto. Gente grande chora. Por Rica Almada
Que a vida te promova todos os dias e que você escreva sua própria história, Deus te abençoe e que a poesia te acompanhe. - é o que queria te dizer, quando te disse bom dia.
Passei a achar mais agradável sair na rua e ver vibração, sentir esse sol quente, ver gente, coisas acontecendo. Me energiza. Já não dava pra continuar daquele jeito que estava.
Volta para casa, toma um banho bem gelado. Chora, mas chora muito. Mas depois tente esquecer de alguma forma. Joga fora essa dor, muda de direção. A vida é feita de recomeços.
A rosa doce se apaixonou perdidamente pelo inverno no momento em que o primeiro sereno gélido tocou-lhe a raiz. Negou a primavera. Perdeu inteiramente as pétalas na tempestade. Morreu de inanição, mas não se arrependeu.
Ou talvez eu apenas queira deixar assinado, em todos os cômodos dessa casa quieta, que você se faz presente até no ar estagnado apesar das portas fechadas.
Que daqui pra frente tudo dê certo em seus dias, que aconteça alguma coisa bem linda e intensa com você. Te desejo uma força enorme, momentos inesquecíveis, tudo em qualquer coisa que vier a escolher, não importa o quê, nem onde, como e nem com quem. Eu te desejo tudo de mais bonito, sim, menos que me faça acreditar em tudo outra vez.
E, para tentar esquecer, resolveu mudar. Não queria que ninguém soubesse dessa mudança. Só queria aparecer, de uma hora para outra, renovado.
Aos poucos, ver o que não existia foi se tornando sua maior especialidade. O via caminhando pela casa bebendo café amargo, via atravessando a rua, correndo na praia, tomando sol nas tardes de sábados no parque, e fazendo palhaçada por trás das vitrines das lojas. Achava que, caso se alimentasse dessas coisas, jamais morreria sufocado no próprio soluço.
