Poemas curtos sobre a Vida
A ação do Espírito Santo combinada com as dificuldades naturais da vida modelam, por vezes, um novo temperamento ao homem. Simão Pedro, com um típico temperamento dominante, se torna paciente e analítico. Na forja do caráter cristão, passamos a assimilar como exemplo a perfeição do temperamento de Cristo.
Quando chegaste em ninha vida foi risonho,
Em teu abraço e toque esperto, esperei esse sonho
Viva comigo como composição literária
Humorismo do nosso amor, será expressão diária.
Aquele que possui excesso de religiosidade
Satisfaz-se com uma vida superficial,
Perde-se nas crenças da banalidade,
E esquece a essência do espiritual.
A decepção surge na vida do indivíduo de caráter,quando acredita que o outro possui a mesma qualidade.
Mas, ao se deparar com a realidade, descobre que a confiança pode ser um fardo,
e a desilusão, um peso na alma.
Ao sopro do Espírito do Senhor,
O barro tomou forma e vida.
Pelo sopro do Espírito Santo,
O homem se torna barro
Nas mãos do oleiro.
A minha busca antropocêntrica
Tornou minha vida teocêntrica
Eu fui seduzido no Querigma
Eu Te conheci na Koinonia
Eu Te experimentei na Martíria
Eu me encontrei na Diaconia
E o meu eu tornou-se teu
Pois o teu amor é maior que o meu
E porque me amou sendo Deus
Eu vivo a fé na vida que me ofereceu
Somos a teia da vida. Somos a vida da Terra, interconectados, interligados com tudo o que existe. Somos um único corpo.
Tudo o que fazemos, falamos e pensamos mexe com a trama da existência.
Nada se acaba, nada chega ao fim! Porque a Vida continua independentemente do meu querer.
Só me resta então essa medíocre existência que me afoga dia a dia em minhas próprias conjecturas.
Sou o revés de mim mesma
Sou a mão que açoita minha solidão
Sou o pesar do desespero
Sou a vida da morte em vão.
Com grande assombro
Meus olhos inertes
Imersos em ti
Pulsaram a vida
Regaram o sonho
Do conto sem fim!
desliza etéreo o visgo
camada a camada
desnuda
fulgura o espelho da vida
derrama em doce ventura
cristal se faz melodia
na pluma do intenso querer
as vestes que antes cobria
revelam a cor do prazer
o toque suave dos lábios
serenos, intensos, lavanda
pregada no céu de outros braços
a língua desvenda segredos
e no dedilhar desse espaço
entrego-me livre dos medos.
Saudade de me enroscar no mato
me confundir com as flores
brincar de ser raiz
sentindo a vida em mim
saudade da ousadia
de me conectar com a terra
e ser apenas sua passagem para o tempo fluir
Ah, os meus passos correm
como eu corro
como minha alma corre
como minha vida corre
como meu tempo corre
- E se escorre!
Mas eu não me abandono
Eu nunca me abandonarei
- Não mais!
Se os próprios sonhos embotam a vida
o que será de mim
sem a possibilidade de criá-los?
Se as próprias asas tornam-se feridas
o que será de mim
sem a chance de usá-las?
Se os próprios dedos forjam a mentira
o que será de mim
sem a possibilidade de amá-los?
Se as próprias vozes ocultam a lida
o que será de mim
sem a possibilidade de encontrá-las?
