Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
Demorei para ver
Que com tu quero viver
Quis negar
Não queria te amar
Não me amas
Não me corresponde mas...
Está tudo bem...
LUA CHEIA
Vi contigo o luar
no terraço, na varanda.
Lua cheia é quem manda
onde vai o meu ollhar
no clarão por sobre o mar!
Lua, faz esse momento,
brilha sobre o firmamento,
reflete a luz do Sol.
Ontem eu estava tão só,
hoje sobra sentimento!
o tempo irá passar
o tempo irá voltar
uma espécie diferente
isso é tão peculiar
memórias irão embora
memórias irão voltar
uma memória estranha
um momento sem meu olhar
Pensamentos longes
pensamentos pertos
pensamento assustado
pensamentos leves.
Te deixei livre
Tu e este imenso universo
Tu e tua plena vontade
E por razões que desconheço
Decidiste ficar
Pra me fazer sorrir
Um doce poema
Digno da perfeita sincronia
Que carregas no corpo
Curvas e tons claros
Logo, não menos importante
A sincronia do doce açúcar
Que resulta
Na química distorcida
Que nos une
Química distorcida
Que resulta
No teu nome
Um dia não serei mais
Mas antes de partir
Com as palavras tocarei
As melodias da Alma
Coisas que embelezam o mundo
Coisas que só o Silêncio profere
Com fome e fé
A fome bateu, e o juízo gemeu
não venha falar de Deus,
se você não o conheceu.
A palavra é um alimento, todos dizem,
eu não invento
muito a ver tem com a fé,
saco vazio não fica em pé.
Então, ao me evangelizar,
traga o pão para eu mastigar,
depois disso, pode falar,
pois sei que Deus vai perdoar.
"Do que são feitos os sonhos?
Perguntou o pensador.
Atento, o poeta lhe respondeu:
da matéria prima dos desejos contidos,
dos sorrisos aparados,
dos beijos não dados,
enfim,
de todas as coisas que guardamos no bolso da alma,
próximo do pulsar do coração."
DUQUESA
Observar a beleza que lhe rodeia
me enche de surpresa com a riqueza
de sua pureza. O minha graciosa Duquesa
ROSA
Esteja seca ou molhada, mesmo na terra
encalhada ela me olha maravilhada
em suas pétalas agasalhadas, mesmo sendo
destrambelhada se mantem determinada
de seguir sua encruzilhada.
A arte urbana é a oportunidade que o artista tem de expressão;
É aquela arte de que vem do coração.
A inspiração vinda dos periféricos;
É uma criação única, ao invés de algo genérico.
Com as cores vibrantes do grafite nas cidades;
Os olhos dos apreciadores ver a arte.
Matando a saudade
Eu já matei a saudade
Milhares de vezes
Tantas foram às vezes
Que já me sinto um assassino
Mais ela sempre teima em volta
Sempre se aproveitando da sua ausência
Basta um breve momento
E já esta ela a me rodear
Como um predador
Em busca de sua presa
Por isso me desculpe
Pelas vezes que te ligue
Sem quase nada a falar
Era a saudade que eu estava a matar.
No meio
Queria esta para sempre no meio
No meio da chuva,
Da alegria
De um encontro
De um sorriso
De um Abraço
Do seu espaço
Do sues cachos
Dos altos e baixos
No meio dos seus sonhos
E porque não no meio da sua vida!
De certa forma, não fiz nada com maestria
Tudo o que fiz foi retribuir poesia
Seus olhos sempre rimando com dois grossos cachos de cabelo bem definidos, ligeiramente selecionados, me faziam sentir em dívida com alguém que eu nunca havia falado
E até hoje não sei se dá maneira correta tenho te indenizado por todo o estrago que você tem me causado
Sonhar é coisa corriqueira
Realizar requer pulso
Idealizo um pensamento avulso
Enquanto repouso em ladeira
Assim segue a indecisão
Confusa mente
Barulhenta...
Sequer segue o coração!
Das mentiras que são ditas
em noites claras de lua,
eis uma das mais bonitas :
"Eternamente, sou tua".
Tento seguir em frente
Em uma via de contra-mão
Seguindo as coordenadas
Que estão no meu coração
As placas disseram pare
Mas minha mente dizia não
Bati no muro do amor
Quebrei meu corpo e meu coração
Mercury
Uma pessoa como mercúrio,
A espera de algo telúrico,
Se acha lúbrico,
Mas conhece sua bravura,
Entende que a vida foi feita pra viver,
E que não tem tempo pra sofrer,
Decidiu mudar, colocar um basta!
Entendeu que rótulos são superficiais,
Está em busca de amizades imparciais.
Lhe desejo boa sorte em sua jornada,
E pretendo ficar ao seu lado até o fim dela.
Desperdício da minha morte
no Amor que agiganta
o medo que me apequena
na intensidade da liberdade
a pureza que me aprisiona
no caminho que traço
perco-me onde me encontro
Amo por mim, para mim
por ela, para ela
falo fluente linguagem
do abandono e insuficiência
anoiteço em permanecer
amanhecido no desperdício da minha morte..
