Poemas de reflexão curtos
Está ficando claro, nesses últimos anos, que estamos enfrentando uma profunda crise. Não é uma crise somente financeira. Ou de segurança. Ou de liderança. É uma crise de autenticidade.
Há pessoas que pensam diferente. Que não se encaixam nos padrões, normas, regras ou estereótipos de sua tribo. Aqueles que têm uma voz dentro de si, chamando-os para explorar mais. Para ir mais longe. Para ver o inédito. Aqueles que veem o que os demais não veem. Mesmo que pareça improvável ou impossível, aqueles que não negam o que acreditam. Que não se envergonham de quem são.
Não fica chateado com isso, mano. É a lei da vida. No final, o esquecimento sempre ganha.
Você vai ver como acusam as vítimas de se negarem a olhar para o futuro. Vão dizer que nós queremos vingança. Alguns já começaram.
Porque é assim, sentado sozinho na costura entre dia e noite: os sonhos ainda são mais fortes do que arrependimentos, o desejo supera a inibição, até que o sol nasça para nos envergonhar e levar nossos desejos de volta às tocas.
Assim é com o tempo. Sempre que falamos sobre ele, fazemos isso em termos de algo menor. Encontramos ou perdemos tempo, como um conjunto de chaves; economizamos e gastamos, como dinheiro. O tempo se arrasta, rasteja, voa, foge, flui e fica parado; é abundante ou escasso; pesa sobre nós com um peso palpável.
Nossa sensação de passagem do tempo não está enraizada em uma região do cérebro, mas resulta do trabalho combinado de memória, atenção, emoção e outras atividades cerebrais que não podem ser localizadas singularmente. O tempo no cérebro, como fora dele, é uma atividade coletiva.
À medida que as crianças crescem e desenvolvem empatia, elas adquirem uma melhor noção de como navegar no mundo social. Dito de outra forma, pode ser que um aspecto crítico do crescimento seja aprender a dobrar nosso tempo em sintonia com os outros. Podemos nascer sozinhos, mas a infância termina com uma sincronia de relógios, pois nos prestamos totalmente ao contágio do tempo.
Durante muito tempo, ignorei ou descartei o ditado de que o tempo voa à medida que envelhecemos, porque não sentia idade suficiente para aplicar a cláusula "à medida que envelhecemos". Ultimamente, porém, comecei a pensar que tenho. O tempo não está acelerando; seu ritmo é cruelmente constante, um fato do qual estou cada vez mais dolorosamente consciente.
É tão bom quando vemos o sucesso dos outros. Minimamente, já sabemos que ela está sem tempo e intensão de nos fazer mal.
"Observe-me com cuidado, analise-me direitinho, não prenda-me, pois sou ideia e também sou passarinho"
Se você não consegue admitir a existência do mal, isso em nada altera o fato de que serás afligido, apesar de tua insensata obscurescência.
