Versos de amor: poemas curtos para aquecer o coração
LÁGRIMA QUE CAI
Se cada lágrima cai, da ilusão
vinda do coração
há uma fenda
por onde a emoção tenda
há de então fazer oclusão
com a razão
e na paciência de condutor
abrir as comportas do amor
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Dia a pós dia os tolos vão se tornando imperceptível aos meus sentidos.
De extrema pequenezsão invisíveis .
SER LIVRE PARA AMAR
E depois que decidi
Ser livre para amar
Tudo mudou de lugar!
Onde havia medo
Ressentimento, dor
Infelicidade, ódio, temor
Abriu-se de par em par
As portas do coração
Para um novo endereço
Repleto de alegria e amor!
BEIJANDO TEUS LÁBIOS
Quando beijo teus lábios
Me perco na ilusão
E viajo por entre nuvens
Abraçando cada estrela
Como um viajante sábio
Em permanente sentinela
E solvo cada espaço
Existente dentro de você
Sua voz, seu ar, seu calor
E tudo mais para lhe conceber.
VERSOS NÃO SÃO OBJETOS
(Para um leitor desinformado)
Não escrevo versos
Como se fossem objetos.
Objetos que se manipulam
Em feitos ou pedidos
Que a qualquer preço
Se cobram, estipulam...
Isso seria poesia?
Meus versos são escritos
Com a delicadeza d'alma
Que se enche de orgulho
Quando vê esborrar no papel
Sentimentos de amor e magia.
DITO A MIM MESMO
Tenho dito a mim mesmo:
Nunca se deixe enganar
Por aplausos, elogios rasgados.
Quanto mais serenidade
Menor será a soberba da vaidade!
DEPOIS DO CHORO ALIVIADO
Não choro mágoas
Deixo que escorram
Dentro d'alma
Para que se transformem
Em aprendizados
Em conflitos serenados.
Melhor que deixá-las
Escorrerem pelos olhos
E assim não me embromem
Depois do choro aliviado.
AOS POUCOS
Aos poucos
Fui apagando de minha vida
Seu rosto, seu corpo
Seu andar, cada vontade...
Fui esquecendo cada momento
Vivido, consumido, distraído
Como se nunca tivesse acontecido.
Aos poucos
Fui esquecendo seu nome
Cada promessa feita, jurada
Quando na sede de amar
Sem sentir, medo, dor ou fome
Acalentávamos nossa história
Rompendo no céu a madrugada!
O PÁSSARO E A FELICIDADE
Quando muitas vezes
Olhando a foto na parede
Percebo que a felicidade
É como pássaro desgarrado
Que pousa em nosso ombro
Feliz a cantar!
Aí, nós o alimentamos
Damos-lhe o de beber
Fazemos-lhe todas honrarias
E depois...
Depois, ele torna a voar!
SEM PRESSA, SEM DEMORA
E vou tateando
Em teu corpo sedento
O prazer do teu querer
Que pede, implora
Sem pressa, sem demora
E sigo celebrando
Cada toque a vibração
Percorrendo desvairado
Como quem tatua gravando
O prazer da satisfação!
TUA BOCA, TEU BEIJO
Da tua boca, do teu beijo
Reviro madrugadas
Na constante ansiedade
Que só faz aumentar
O desejo de querer te beijar!
E no silêncio incontido
De uma suposta felicidade
Beijo-te com tanta intensidade
Que tem horas que nem sei
Se me encontro sonhando
Ou se sonho miragens
Na ficção da minha vontade!
MEUS RETALHOS
Meus retalhos
Guardo-os organizados
Dentro de minh'alma.
Ao invés de jogar os entulhos
Vou Juntando cada pedacinho
Como se fossem conselhos
Recebidos como ensinamentos
Para que no momento final
Sejam avaliados e quem sabe
Numa amostragem de releitura
Possivelmente, transformados
Em vestes alvejadas, limpas
Sem marcas, sem sujeiras
E sem quaisquer amarguras!
CADA PÉTALA
Cada pétala
Que desabrocha
Em flor no jardim
É como se fosse
Um lindo poema
Escrito nas nuvens
Dedicado a mim!
REPOUSO MEU OLHAR
Repouso meu olhar
Em cima dos olhos teus!
E assim passo horas
Admirando a beleza
Que vem de dentro d'alma
Que aflora em sua calma.
Como se fosse a paz
Invadindo meu coração
Libertando, apaziguando
Abrindo portas que se escancaram
Pra vida, pro amor, pra adoração!
O MOTIVO DA MINHA FELICIDADE
Quando me perguntam
O motivo da minha felicidade
Sem pestanejar respondo:
Não basta ser, existir...
É necessário saber viver!
E a primeira regra fundamental
É escancarar no coração
Um sorriso que apazigue a alma
E que possa intimamente
Transformar ódio em perdão!
FLORES EM BOTÃO
Flores em botão
Exalam pelos jardins da vida!
Cada cor um perfume
Cada perfume um desejo
Cada desejo um estímulo
Cada estímulo uma paixão
Cada paixão um beijo
Ofertado sentido, oferecido
Sendo Fraternal, carinhoso
Na doçura de cada ósculo!
DÁDIVA DIVINA
Felicidade pra mim
É sempre uma constante
Porque nunca espero
Que a vida me traga
Coisas que vão muito além
Das minhas expectativas
Sonhos que não caibam
Dentro dos meus planos
Por isso sorrio sem desengano
Quando lembro efetivamente
Que viver é uma dádiva!
QUANDO MEUS LÁBIOS
Quando meus lábios
Tocaram teus lábios
Mesmo sem beijá-los
Me dei conta do prazer
E de uma sensação
Que jamais sonhei ter.
Senti que o amor invadiu
Meu corpo, minh'alma
Tomou forma, tamanho
E o sentido necessário
Me fazendo viajar
Transpondo labirintos
No desejar do meu instinto
Para além do imaginário.
MINH'ALMA TE CHAMA
Minh'alma te chama
Ouve? Apenas escute
Este convite apaixonado
Àquela que ao amor
Minha voz conclama!
É a voz da razão
Que transpassa meu ser
E percorre o infinito
Porque não existe barreiras
Para amor verdadeiro
Alia-se o amor da carne
Ao amor do espírito!
Vem, minh'alma te chama!
