Versos Antigos de Criancas

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Sou réu de amor
Confesso o meu pecado
Porem não me arrependo desse crime
Que amar alguém e talvez não ser amado
Seja o crime mais gostoso e mais sublime
A confissão por certo não redime
A quem quer continuar culpado
E se eu for por acaso condenado
Não há razão para que desanime
Pelo contrário, altivo, embora fique
Meu coração partido em mil pedaços
Eu quero que a justiça se pratique
Sou réu de amor e julgo-me indefeso!
Pela justiça, entrego-me a teus braços
Pois eternamente quero ficar preso...

Seu gosto ficou em minha boca.
Seu rosto em meu pensamento.
E a minha dúvida é quanto de mim
restou em você.

Sei que sou eu, durante o tempo em que me omito,
Apenas não sei quem sou, quando estou me enganando.

Bem sei que estou pagando caro,em sofrimento,

a alegria que colhi.



Mas valeu.



Felizes os que ainda tem a lembrança do sol

quando chega a invernia.



E porque o conheceram,

e o sabem além das nuvens,

ainda sonham e esperam por um novo dia.

Crepúsculo

Na hora em que o dia
não é mais dia,
em que a noite
não é noite ainda,
tudo é magia,
e o céu parece
veludo furta-cor
escorrendo das mãos vazias.

30- SEM CORAÇÃO
Que eu não tenho coração
não és tu, sou eu que digo...
como hei de ter coração
se tu o levas contigo?

Por que depois

se lastimar?



É preferível amar

e arrepender-se,



que se arrepender

te não amar.

O mundo morrendo, o que está acontecendo?
A natureza pede socorro enquanto você diz:
"Foda-se o povo, eu tô é vivendo."
Seu filho sofre efeito borboleta do que você está fazendo.

Você, quando traz os seus olhos
para encher de alegria e encantamento
a tristeza das minhas pupilas,
parece a imagem de um céu
refletida nas águas silenciosas
de duas lagoas tranqüilas...

Você é como um céu
que acendesse dois raios nos meus olhos
Parece que está ali no fundo da lagoa
tão perto,
e, entretanto, como está longe!

Às vezes, fico pensando
depois que você se vai
(e deixa nos meus olhos as sete cores da saudade)
tão depressa
como se eu nem a visse:

- para que haveria de servir meus olhos
para que?
se você
não existisse?!

E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia

AMOR SOB O LUAR

E quando a lua cheia nos invadir
Em nossos corpos se encontrarem ao luar
E o amor nos descobrir
E teu cheiro vagar pelo ar
Se espalhar num instante
Feito perfume excitante
Desejo e Luar
Quero teu olhar faminto
E teu corpo contra ao meu
O que faremos é puro instinto
Sem regras, sem testemunhas
Só teu olhar sobre o meu
Vamos adentrar em cachoeiras
Matas e lugares verdejantes
Enquanto eu mecho meus lábios
E você vem possui a cada instante
É só eu fechar os olhos
Lembro do seu cheiro e piro
E ainda inspiro...
Aspiro...
E suspiro por você...

Dê valor às pequenas coisas do dia a dia.
Distribua sorrisos, junte um papel do chão,
ajude um deficiente seja ele físico, mental ou espiritual.
Faça o bem e o bem te retornará, lhe trazendo as respostas da sua vida.

MEDITAÇÃO DO DUQUE DE GANDIA
SOBRE A MORTE DE ISABEL DE PORTUGAL

Nunca mais
a tua face será pura limpa e viva,
nem teu andar como onda fugitiva
se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
do teu ser. Em breve a podridão
beberá os teus olhos e os teus ossos
tomando a tua mão na sua mão.

Nunca mais amarei quem não possa viver
sempre,
porque eu amei como se fossem eternos
a glória, a luz e o brilho do teu ser,
amei-te em verdade e transparência
e nem sequer me resta a tua ausência,
és um rosto de nojo e negação
e eu fecho os olhos para não te ver.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.

Nunca mais te darei o tempo puro
Que em dias demorados eu teci
Pois o tempo já não regressa a ti
E assim eu não regresso e não procuro
O deus que sem esperança te pedi.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites tranparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.

Depois que te foste
sou como um cais vazio.

Faltam bandeiras , faltam apitos , faltam amarras,
Falta o navio.

A sós ...

Como duas gaivotas
na solidão do céu,
em pleno mar,
sonhando no ar...

A sós
como duas mãos quando se procuram
e se encontram,
sem voz...

Como eu e tu
quando somos nós
a sós...

O barulho da chuva
O frio da noite
O vazio da cama
Assim fica bem difícil
Dormir longe da pessoa
Que você ama.

– Defina Economia.
– Economia é uma ciência que lida com a produção, distribuição e consumo de mercadorias.
– Tradução?
– Trabalho primeiro, dinheiro depois.

(Diálogo entre Abade Faria e Edmond)

Será que alguém pode me explicar da onde sai tanta vontade? Vontade de você, vontade de estar com você e vontade de falar com você.
Hoje a saudade sentou comigo, tomou uma e disse ser meu amigo daquele que não vai me abandonar. De alguma forma eu tenho expulsado ele, mas se recusa ir embora. Então, decidi tomar umas e outras até que ele fique bêbado e não consiga me encontrar mais. Enquanto isso vou tentando dominar: a vontade e a saudade.

Linda é ela
Com seu cabelo cacheado
Lá vai ela
Andando em corredores
Inundando o coração
Espantando minhas dores
Acendendo a paixão
Então vem ela
Andando igual Cinderela
A rainha do meu coração
Com o seu sorriso me cumprimenta
O amor aumenta
A menina do cabelo cacheado.