Versos
Nascemos sem nada e quando morremos não levamos nada e no intervalo desses dois momentos temos uma vida, as vezes longa, as vezes curta, mas que por muitas vezes deixamos de usufruir daquilo que conquistamos para buscar adquirir mais do que precisamos.
Pense nisso! A vida é agora
Não adianta me procurar no mundo que me conheceu!
Deus me apresentou um mundo novo onde as coisas são difíceis, mas as vitorias são mais verdadeiras!
Ser rico não é sobre o quanto de dinheiro que possui, mas o quanto satisfeito está com a vida que possui.
Um homem com muito dinheiro e insatisfeito com sua vida é pobre.
Um homem com pouco dinheiro e satisfeito com sua vida é rico.
Sabe porque as pessoas viajam? Para fugir de si mesmo.
Fugir pra onde? Se tudo vive dentro!
O mundo não está fora de você. Onde você vai, sua mente e coração, vão juntos!
Qual o sentido da vida?
...ou não tem sentido?
ou o viver é apenas um
ciclo vital do ser, sem sentido de ser,
cujo sentido está no viver por viver?
O QUE VERDADEIRAMENTE IMPORTA?
Se a busca é uma constante;
Se o futuro é uma incerteza;
Se o desejo é uma necessidade insaciável;
Se a vida é uma efemeridade.
O revolucionário de verdade
é aquele que faz de sua vida
um caminho de luta,
onde suas ações estão pautadas
na satisfação de seus desejos,
os quais estão restritos,
à satisfação dos desejos de todos.
Onde o "Eu" inexiste,
diante da necessidade do todo.
Educar para a vida
é fazer o aprendiz perceber,
que ele é capaz de promover
a transformação da sua realidade,
dando-lhe as ferramentas indispensáveis
para tal: consciência crítica e atitude.
A psicogênese da pandemia
Aconteceu da noite para o dia
nos pegou de surpresa
estávamos despreparados
tivemos que nos adaptar
com desgastes a suportar.
O isolamento social
que a pandemia nos impôs
foi a forma compulsória
que ela propôs
de recompormos valores esquecidos
e repensarmos as nossas atuais
concepções de valores vitais.
Tivemos que passar a questionar:
O que verdadeiramente importa?
qual o valor de dançar, de amar, de se importar?
Hoje estamos diferentes
dizem que nunca mais
seremos iguais,
mas como não ser desiguais?
Não é preciso a pandemia
para termos essa certeza,
pois somos de uma espécie
que tem a incerteza dia a dia
do que é ser.
A verdade seja dita
não vai ser essa maldita
que vai fazer as almas precitas
mudar a forma de ver a vida.
A incerteza é uma realidade
que a alma apavora.
Mas porque se apavorar?
Se nunca houve certeza
no nosso caminhar?
Ontem, a distância
entre o que era certo e o incerto
criava a ideia
de uma falsa segurança
que a alma acalentava.
Hoje, é diferente,
não tem distância a separar,
a incerteza é a asseveração
da nossa vida atormentar.
O sentido da vida
está em realizarmos
o que nos dá prazer.
Privar-se deles é
tornar a sua vida sem vida.
Não queria ser o ar
que tu respiras,
nem ser o espaço
que tu ocupas,
mas não tenho dúvida:
dar-te-ia minha vida
para ser minha, a tua.
Os nossos desejos são insaciáveis,
sempre haverá um novo
a sobrepujar o já alcançado,
portanto, não ser moderado
ao desejar, é caminhar
por uma vida repleta de desagrado.
Quando se leva uma vida
de postegação,
não se vive,
apenas passa pela vida.
Postegar é reduzir as oportunidades
de estar feliz, que já são efêmeras,
por natureza.
Viver a rotina do dia-a-dia
é confirmar a singularidade do ser,
o qual difere dos demais na natureza,
não pela sua racionalidade, mas pela
sua capacidade de criar as suas ilusões, as quais são responsáveis
pelas frustações que o conduz
a concepção de que a vida é apenas um ciclo do processo nascer e morrer.
Enquanto nos precupamos
em criar uma imagem ideal
para ser apresenrada para os outros,
deixamos de viver o que somos
de verdade.
E nesse viver fantasioso de aparências,
não vivemos, apenas afundamos em
um mundo de frustaçoes em uma vida
não vivida, mas sofrida.
Na busca por respostas
a questionamentos acerca
do sentido da vida,
o homem chega a exaurir-se
na ansiedade oriunda
de sua incapacidade de obtê-las.
Acredito que o sentido da vida
está em não querermos
buscar sentido para vida,
mas vivê-la simplesmente.
Encontrar-se privado de sua liberdade de ir e vir,
é ter a sua vida reduzida à rotina do viver,
vivendo com o propósito de ter como mudança,
algo que não depende do seu querer.
