Verso com o Tema te quero
Obrigada por existir!
Porque você existe meu riso se faz fácil
Meu verso encontra um espaço
No seu seio
No seu abraço
E assim poeta me faço...
Cada verso, um desejo.
De um momento, de um beijo.
Cada rima, uma combinação.
Nas palavras, a paixão.
Está escrito, tudo diz.
Porque te amar me faz feliz
Você rima comigo
Teu corpo com o meu
Tua boca com a minha
Com o verso que nasceu
Teu amor com meu amor
Somos só você e eu.
SONETO DO DESENCANTO
Meu verso hoje é de saudade
É lembrança amarga dorida,
É pétala doce ferida
É dos lábios o gosto acre.
Meu verso é ferida d’alma
É cântico de sofrimento,
É do amor o desalento
Do poeta que inda chora.
E nesses versos de solidão
De dor e desencanto
No peito um coração,
Se rasga em pranto
Recordando a desilusão
Por ter se apaixonado.
Sou canção, paz e poesia...
sou o verso, amor e amizade
sou estrada, faça noite ou faça dia
poeto a vida, o mar, o ar e a liberdade!
Tu escreveste tão bem que partiste meu coração,
Não é uma canção mas um verso,
Um verso que chama o universo
Pra mim tudo é poesia
Os teus versos teu desenho
É amor é melancolia
SONETO DO MEU POETAR
Basta-me apenas um verso
Onde seu gesto fale de amor
E comigo venhas sem dor
E nele eu me torne imerso
Pra sempre, sem nenhum pudor
Sem palavras caídas do universo
Do dissabor, e que seja inverso
A trovas desbotadas e sem cor
É só ter um deslize no disperso
Pra que ele fale o que é perverso
Em linhas omissas e sem frescor
E nem por isto deixo de ser diverso
Num poetar que gosta de ter odor
Aos olhos do doce amoroso leitor
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho de 2016
Cerrado goiano
POEMA EM SILÊNCIO (soneto)
Meu verso está amordaçado
As palavras dentro da vidraça
Represadas e tão sem graça
Estou calado, o poetar calado
Inspiração diluída na fumaça
O vazio estridente e arestado
Ácido em um limo agargalado
Inebriando tal qual cachaça
Meu pensamento está suado
Ofertado como fel numa taça
E na solidão, então, enjaulado
O poema em silêncio, bagaça
Oh! Túrgido sossego enfado
Diz nada, só tira a mordaça...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
APENAS UM VERSO (soneto)
Enquanto o dia no cerrado embotava
Em mim cavava o emotivo submerso
Dos porões dos medos que eu meço
Nas incertezas, que dá sorte brotava
Na aridez da saudade, ali disperso
No soluço d'alma a sofrência rolava
E na linha da recordação eu deitava
Aí, o sertão se tornava meu universo
Neste vazio a solidão por mim urrava
O destino rimava quimeras no averso
Então o coração amortecido chorava
Assim, eu com um olhar transverso
Devaneava sonhos, e lacrimejava
Pedaços de mim, forjando o verso!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
conjugando o verso
ao poetar versa
num teor sagrado
ao poeta imerso
no versar inspirado
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
21/03/2016 – Cerrado goiano
Um verso blue
para mim
para você
(...)
Um verso blue,
my dear,
perdido
nesse sábado de pedra
nesse dia de chuva.
(...)
Não sei como começar
Mas um verso contar
O quanto às pessoas podem se enganar
E um estalo gostar
E com pequenos gestos se apaixonar
E enfim querer cuidar
Com o sorriso se alegrar
E por seu olhar se hipnotizar.
A cada verso
A cada linha
A cada poema
Coisas tão sutis
Essa dessa vez é para ela.
Pois ela expressa a cor da paixão, me deixando feliz.
Minha rainha,
Minha flor de Lis.
Das mais belas donzelas
Foi da onde surgi.✧*。
pôr de lua
estou naquela fase
cheia de resumo
foge-me o verso
a rima escapole-me
peço a são jorge
lave-me leve-me
love me
Verbo.
Vida!
O dia que aguarda a noite,
Uma livro, verso, uma frase,
A rosa com pétalas ao sol,
Um olhar a mais, dedicado a ela,
Uma rotação do sentir,
Um diamante, dantes pó e sem valor.
Força!
O sorrir da humildade,
É o que tenho de ti sem legar,
Semente que vagueia aos quatro ventos,
Não morre e não se finda,
Vence a tempestade e suas dores.
Perdão!
Acalma a lágrima das noites,
Faz sorrir o amanhecer,
Não é cor nem coração,
Nem destino ou ilusão,
Não é alma, nem do corpo é teu sabor,
É mais e muito mais que tu e eu,
Mais que o sal é do suor e este é da terra.
Sou, prosternado pecador.
Divino és !
Vence a morte e qualquer dor,
Sendo tu...
Verdadeiro Amor!
José Henrique
COMPOR E CANTAROLAR
Cada verso traz consigo um infinito de possibilidades
O papel, o computador, o celular ou até mesmo o tablet
Magicamente servem como instrumentos
Para transpor o sentimento, a sintonia, a sorte e a melodia
O tempo anda depressa e aquela dúvida sempre regressa
Rima ou não rima?
Entre as notas musicais
Caminham os artistas
Amantes, apaixonados, traídos, decepcionados que
Naquela bela composição
Tentam encontrar paz, reconciliação
Amor ou até mesmo paixão
Revirados em meio a tantos sentidos
Olvidam as tragédias mundanas e o sofrimento contido
Libertam seus sufocados corações
Abandonando contradições, quebrando correntes e
Reinando suavemente no campo de quimeras aspirações
