Verso com o Tema te quero
Não sei como começar
Mas um verso contar
O quanto às pessoas podem se enganar
E um estalo gostar
E com pequenos gestos se apaixonar
E enfim querer cuidar
Com o sorriso se alegrar
E por seu olhar se hipnotizar.
A cada verso
A cada linha
A cada poema
Coisas tão sutis
Essa dessa vez é para ela.
Pois ela expressa a cor da paixão, me deixando feliz.
Minha rainha,
Minha flor de Lis.
Das mais belas donzelas
Foi da onde surgi.✧*。
pôr de lua
estou naquela fase
cheia de resumo
foge-me o verso
a rima escapole-me
peço a são jorge
lave-me leve-me
love me
Verbo.
Vida!
O dia que aguarda a noite,
Uma livro, verso, uma frase,
A rosa com pétalas ao sol,
Um olhar a mais, dedicado a ela,
Uma rotação do sentir,
Um diamante, dantes pó e sem valor.
Força!
O sorrir da humildade,
É o que tenho de ti sem legar,
Semente que vagueia aos quatro ventos,
Não morre e não se finda,
Vence a tempestade e suas dores.
Perdão!
Acalma a lágrima das noites,
Faz sorrir o amanhecer,
Não é cor nem coração,
Nem destino ou ilusão,
Não é alma, nem do corpo é teu sabor,
É mais e muito mais que tu e eu,
Mais que o sal é do suor e este é da terra.
Sou, prosternado pecador.
Divino és !
Vence a morte e qualquer dor,
Sendo tu...
Verdadeiro Amor!
José Henrique
COMPOR E CANTAROLAR
Cada verso traz consigo um infinito de possibilidades
O papel, o computador, o celular ou até mesmo o tablet
Magicamente servem como instrumentos
Para transpor o sentimento, a sintonia, a sorte e a melodia
O tempo anda depressa e aquela dúvida sempre regressa
Rima ou não rima?
Entre as notas musicais
Caminham os artistas
Amantes, apaixonados, traídos, decepcionados que
Naquela bela composição
Tentam encontrar paz, reconciliação
Amor ou até mesmo paixão
Revirados em meio a tantos sentidos
Olvidam as tragédias mundanas e o sofrimento contido
Libertam seus sufocados corações
Abandonando contradições, quebrando correntes e
Reinando suavemente no campo de quimeras aspirações
De verso em verso
Vai falecendo
Que triste pensamento
Outrora tão vivaz
Agora nem se faz
De mente moribunda
E alma impura
Com um dos maiores pecados desejando adotar
Com o fio de sua vida
Desejando acabar
Mas quem pode julga-la?
Em sua mente torturada
Ninguém se encaixa
E por estas e outras
Ela se vai
No fim, não chorem
Pois vai em paz
Seu tormento diário
Não existe mais
Só notei
naquele momento
lendo seu verso
que me reconheço
na menina que não
pode chorar...
Escrevo agora, já mulher
deixando ir
as lágrimas que guardei.
Chega de tantos desejos não saciados!
Chega de esperanças desesperadas e tristes.
Chega de versos perdidos ao vento de minha saudade.
Chega de saudade.
Quero a felicidade como companheira.
Preciso de música e de versos meus.
Versos que me abracem e me dêm o alento de que necessito.
Quero ser mister do meu poema preferido.
Me encontrar, nele, de corpo inteiro.
Sentir que é de mim que fala e para mim foi composto, com todos seus encantos e verdades.
Verdadeiras verdades que só eu conheço.
Quero espaços prenchidos em minha história de amor.
Chega de esperar o inesperado e de viver olhando a vitrine, inatingível, de meus sonhos.
Chega de ti.
Chega de mim.
Preciso de nós.
Verso triste.
Quando enfim acordei.
Percebi que era um sonho.
Abri os olhos, chorei.
Tudo em mim era tristonho.
Olhei as horas pensando.
Em sair pra refletir.
Mas minhas pernas cansadas.
Faziam me desistir.
E eu na casa andando.
De um canto para outro.
Olhos vermelhos, chorando.
Definhando pouco a pouco.
Sem você junto de mim.
Não existe paz nem vida.
E por isso estou assim.
Por causa da despedida.
Agora resta o sofrer.
E essa dor que não cessa.
Esta morrendo meu ser.
Só morrer é que me resta.
Cada coisa
Cada verso que eu escrevo;
Cada tempo que perco;
Cada vida que passa
na minha vida sem graça.
Amaldiçoo o perverso
Que ao inverso do controverso;
Ao anverso do tangiverso;
Imerso em verso;
Colocou em seus olhos
O brilho do universo.
Uma escrita grava o que tem no coração;
Um poema diz a verdade de um paixão;
Um verso de imediato simplifica um sentimento.
IN-VERSO
Como criança que brinca de amar
Finjo me apaixonar por você todos os dias
Mesmo como forma de suprir essa realidade que tento não enxergar.
Como um carrossel giro, indo do nada para o nada
Mas sorrio fingindo acreditar ter platéia.
Mas a vida é mesmo uma quimera
Um sonho infantil de primavera
Com ou sem rima a vida opera
E feito milagre as pessoas mudam
O mundo gira, e não será mesmo um carrossel.
Onde o público que eu mesmo criei
Aplaude de pé as peças tolas que já os fizeram rir outrora
A vida é mesmo um desalinho
Onde o choro faz parte do sorriso
Onde te vejo verde e branco, e rosa e vermelho
Num redemoinho de palavras que deveriam fazer sentido.
Que importa meu rosto
Se é nas palavras
Que me encontras?
Que importa meu corpo
Se é nos versos
Que me revelo?
Decifra-me num Poema
E encontra-me por aí...
A flor da noite
recai sobre o verso
a pele da poesia
ou quem sabe do amor
do que já passou
sob os lábios de desassossego
nasce a pequena flor
na oração do tempo
a poesia desnuda o olhar
expande seu corpo
sob o chão, sob o céu, sob o mar
no coração da terra
poesia, arte, música
(Vida em prece)
