Ver
Menina, vem comigo,
quem sabe passear,
ver o mundo pelos olhos do amor.
Pra que a felicidade seja o clima permanente
enquanto nosso passeio durar,
e que seja por uma vida.
Pra que nunca se desmanche seu sorriso
e nunca apague o brilho dos seus olhos.
E quem sabe, menina,
sejamos pra sempre,
depois que nosso amor transcender.
Por Marcio Melo
Superficial
Oque você pode ver
Além do superficial
Do que aparento se
Por traz dessa maquiagem facial
Escondido atrás de uma bela veste
De um sorriso estampado no rosto
Vivo cada dia como se fosse um teste
E o que aparento, é totalmente o oposto
Por isso antes de me julgar
Observe que dentro de mim luto pra viver
Se não sabe como me ajudar,
Somente me escute, melhor nada dizer.
Deficiente é aquele que deseja ver o seu insucesso por não conseguir dar um passo em sua própria evolução
Ser avó ou avô é ver que as sementes plantadas conseguem germinar e gerar outras mudas na continuidade da vida.
Quando alguém pensa que tem sempre a razão, já não consegue ver os próprios erros.
Juntar pessoas na rua é fácil, mas o mais difícil é mostrar o caminho depois da confusão. A rua é força, é voz, é movimento, mas sem direção vira só poeira levantada pelo vento.
Muitas vezes fala-se de esperança, mas acaba em desilusão porque não existe continuação. São muitos gritos e poucas soluções, levantar bandeiras sem saber para onde ir não ajuda.
Sem visão clara, o povo é usado como combustível, queimado só no calor das palavras. E cada vez que isso acontece, a confiança desaparece. Falar sem mostrar saída é armadilha; a rua não pode ser lugar de ensaio. A esperança não cresce com barulho, cresce com planos firmes
Num papel, descrevo o coração em cálice tinto; nas lágrimas em mar vermelho, floresce a rosa vermelha num deserto vermelho; meu coração: beija-flor-vermelho corre pra você, mas a solidão é minha e, sem você, uma rosa me aperta o coração; minha alma dói, e corro dali, mas não sei dormir sem você ali; eu, descalço na maré vermelha, escrevo na areia: esqueço de mim pra você voltar, onde você está? Meus olhos não fecham mais, a praia vermelha é meu quarto, somente as estrelas amenizam minha dor e me lembram você, uma estrela distante e radiante.
No rio vermelho, eu deixo barcos de papel, onde escrevi versos; sentimentos que não me deixam dormir; mas não importa quantos eu deixe ir pelo rio, estão à deriva, permaneço sem você; mesmo meu coração em barcos de papel, você ainda derrete meu coração; você não vai me ler, não vai ver meu desejo de casar com você; num amor à deriva, perdi você e não há lugar pra mim sem você; na cidade vermelha, tento sobreviver num caminho vermelho.
Eu quero fugir, correr daqui, deixar o amor batizado na dor, mas é mais que mera dor, é o amor que não há como esquecer; palavras não bastam, apenas palavras não deixam o peso da dor e não expressam como é grande esse amor por você; confesso como nenhuma palavra poderá dizer palavras que nenhum significado revela, o entender do amor por você; amor que não para, amor que não sabe, como no mundo vermelho: quem ama sangra demais, bem mais que quem não ama, quem não é vulnerável por outro alguém de coração vermelho, como o teu coração cinza.
"Conseguimos ver a luz de uma estrela
Até depois da mesma não mais existir.
O que eu quero dizer com isso
É que, se você deixar bons exemplos,
Você irá ser lembrado
Até depois da sua morte.
Seus ensinamentos
Nunca irão morrer."
Acordar cedo deixa de ser peso quando não é o dever que te levanta, mas o amor por ver sua família vivendo feliz e em paz.
A Felicidade.
Algo que vemos sentimos.
Ao olhar alguém, que admiramos ou Amamos.
Ao ver o por do sol, as estrelas no céu.
Ao ouvir o canto dos pássaros.
Ao realizarmos nossos objetivos e sonhos.
Ser Feliz é ser livre pra Amar cada detalhe, que á em nossa vida !
Então blindemos a Felicidade.
E que seja Eterna !
Antes mesmo de te ver, eu já te sinto,
como um sonho que aprendeu a ter nome: Gabriel Levy.
Te espero nos silêncios do meu dia,
e na pressa do meu coração que já te chama de filho.
Cada amanhecer carrega uma ansiedade bonita,
daquelas que não pesam, só transbordam.
Imagino teu choro, teu olhar pequeno,
tuas mãos segurando meu dedo pela primeira vez.
O tempo nunca foi tão lento…
e, ao mesmo tempo, nunca fez tanto sentido.
Porque agora cada segundo me aproxima de você,
de te ter no colo, de te chamar de vida.
Saiba, antes mesmo de chegar,
que já existe um amor imenso te esperando aqui.
E que esse pai, ainda em construção,
já daria o mundo inteiro só pra te ver nascer.
O Que Vê Antes de Ver, Vê!
Agilson Cerqueira
Há momentos em que me detenho à beira de mim mesmo e me pergunto, sem pressa de resposta: o que pesa mais — conhecer ou preservar-se na ignorância do que se poderia saber?
O conhecimento, quando chega, não vem só. Ele arrasta consigo a sombra do que ainda escapa, do que permanece fora do alcance. Saber, por vezes, é abrir uma ferida ou ferir onde antes havia apenas silêncio. É tocar o limite e, ao tocá-lo, perceber o quanto ainda falta.
Então, por defesa ou a falta dela, ignoramo-nos. Não por ausência de capacidade, mas por uma espécie de pacto íntimo consigo mesmo. Um acordo silencioso onde a incompletude não dói — porque não é nomeada.
Mas ignorar, quando não é escolha lúcida, é também uma forma de permanência. Deixar que as coisas sobrevivam em sua forma mais estreita, protegidas de qualquer expansão que as desestabilize. É um abrigo — mas também um confinamento.
E assim seguimos, entre o risco de saber e o alívio de não saber, sustentando essa tensão invisível onde a consciência, às vezes, avança ... e outras, recua para dentro de si.
A maior dissonância cognitiva é ver esquerdistas antissemitas manifestando ódio gratuito nas redes sociais criadas por judeus.
Poucos buscam verdadeiramente a verdade; dizem-se assim, mas, ao menor incômodo, aceitam a mera verdade conveniente.
O que não se pode ver não se descobre com os olhos vendados. Porém, quem tem uma visão que vai além, consegue ver o potencial latente numa pessoa.
