Vento
Acalme seus pensamentos
e deixe o vento levar
o que for negativo!
Permita que o bem
invada o seu ser,
fazendo com que
tudo ao seu redor
se transforme em
POSITIVIDADE!
Rodopiei ao som da música
Senti o vento
nos meus cabelos
Cantei, cantei, cantei
Em homenagem à vida
Independente do momento,
CANTE!
independente do tempo,
DANCE!
Independente do vento,
BALANCE!
NÃO PARE!
A VIDA É MOVIMENTO CONSTANTE!
SONHOS PESADELOS
Eu queria ser o vento pra bagunçar os seus cabelos
Eu queria entrar nos seus sonhos
E te livrar dos pesadelos
Eu queria ser teu pensamento
Eu aí pensar que cara legal estar a me olhar
Eu queria ser seu coração pra se apaixonar
Por mim
Mais tudo tem um jeito
Pensamento positivo é um espelho
Do que agente quer
Hoje sou teu amigo
Mais quem sabe amanhã você será minha mulher
Sonhos pesadelos
Quero dividir com Você o mesmo travesseiro
Vamos fazer amor com imenso desejo
Pense Pense bem
To querendo te amar
Quando você vai me amar também
Sonhos pesadelos
Quero dividir com Você o mesmo travesseiro
Vamos fazer amor com imenso desejo
Poeta Antonio Luís
VOU FAZER UM GOL
Meio sonolento E o vento batendo na porta do quarto
Pra solidão eu tenho faro
Dou de cara com você No meu pensamento
Não fico em paz um só momento
Enquanto não prosear com ela direito.
Não deito não me levanto
Já pedi a todos os santos
Que me trouxesse aqui
Um pouquinho do seu paraíso pra mim.
A bola que caiu no seu quintal
Foi proposital não me leve a mal
Foi eu quem chutei
E um gol vou fazer Se você me responder
Um bilhete que eu mandei Pedindo um beijo seu.
Vou fazer um gol Se eu ganhar seu amor
Vou fazer um gol Se eu ganhar seu amor.
Poeta Antonio Luís
4:02 PM 24 de julho de 2016
Panapaná
Essas borboletas têm mania
de carregar o verão nas asas.
Se vestem de vento e claridade,
vão aonde a cor inventa o ar.
Gosto delas porque sabem
se miudarem no céu — só ou em bando —
como se o céu fosse coisa de brincar.
Coleciono-as em álbuns soltos.
Ali, no meio do sol,
são mais tintas que matéria,
mais riso do que bicho:
elas são coisa e não são.
Dizem que vivem pouco
— mas pouco pra quê?
Pousam na eternidade das manhãs,
ficam suspensas no que não dura,
deixando rastros de voo
que só o invisível sabe ver.
E eu as celebro com meu olhar ralo,
que aprende, com elas,
a gastar a vida
no que não sobra.
Pareidolia
Nas nuvens, um coelho,
feito de vento e migalha de céu.
A natureza inventa vida onde há silêncio,
e a mente, danada, faz enxergar.
Eu vejo contornos que nem existem,
ou talvez existam, porque os inventei.
Minha sina é dar nome às coisas que ainda não sei o que são
e bordar sentidos no que vi.
Um galho seco me acenou — ou talvez fosse um braço.
Ao lado, a bananeira, com dentes amarelos, sorriu.
As coisas criam sentidos quando alguém as olha sem pressa.
Dia desses, vi teu rosto numa poça d’água,
um rosto de luz, desses que não têm peso.
A poça ria de mim com suas bordas de lama,
igualzinho tu faria se me visse fantasiar.
E eu, feito criança, ri de volta.
Seria loucura, ou só o mundo brincando de ser?
Tudo acaba virando o que o olhar quer.
O mais passarinho de todos
O mais passarinho de todos soprou o vento,
e o pardal achou onde ficar.
Até a andorinha, sem mapa nos olhos,
desaprendeu a se perder.
O mais passarinho de todos bordou os rios,
escreveu caminhos sem pressa.
Fez o tempo andar de pés descalços
e me ensinou a brincar de novo.
O mais passarinho de todos acendeu as folhas de verde,
e o chão se ajoelhou em raiz.
Até as pedras, duras de silêncio,
aprenderam a escutar o orvalho.
O mais passarinho de todos desfez a distância do céu.
Coube no voo, na seiva, no barro,
e até na palavra que eu não sei dizer.
Eu, pássaro de asa murcha,
com sua ajuda, encontrei pouso.
Se você é uma vela acesa o vento poderá lhe apagar, agora se você for um incêndio o vento apenas lhe deixará mais forte.
E vi um tempo, sem tempo.
Tempo de eternidade, sem cansaço!
O vento parou. Não há mais fracasso,
Para todo o sempre…
Porque as amendoeiras, do Algarve, voltaram.
E há flores, nelas lá!...
E os laranjais floresceram!...
Também em Leiria, os desaparecidos, pinheiros voltaram.
Em Monchique, o jardim da Portela do Cano, floresce.
As açucenas, já perfumam!...
Na roseira, a rosa cresce.
E no Vale do Linho,
Como em Monção, nos canteiros e socalcos,
Há lírios, que crescem…
Os campos de cevada e trigo,
São grandes e muitos,
Como no tempo do tempo, antigo…
Voa flor , voa , voa!
Com o manso vento!…
Como no outro tempo.
Voa passarinho e teu cântico entoa!
Esse pássaro, sou eu sempre.
Aqui e agora e no tempo.
E depois, no futuro.
Onde, não mais., há na vida, furo.
No futuro, que não passa.
Nesse não passar, de nome jardim.
Onde a minha flor, jamais, seu ser disfarça.
Porque eu passarinho e flor, voarei.
Sempre, sempre, sempre , enfim!
Eis que o tempo passou…
E o vento, findou…
O mar, já não ruge.
Nem a chuva, mais surge.
Mas só há o bem!
As crianças cantam…
Os pássaros dançam
E a Deus, louvam.
Os meninos e os homens, não choram.
Mas num rio de tranquilas, águas,
Sobre elas, caminham…
Eis que veio, o bem
O rio, já o mal, não tem.
Mas agora, veio a luz.
A dos meninos, pequeninos…
E dos homens e dos leões…
E a que vem, da cruz.
Há paz, para sempre…
Há paz nos corações,
Sem, que mais, haja tempo!...
,
Joaquim
Joaquim! O vento parou! O mar está sereno...
E nesse teu calmo, mar!
Olha! Olha os peixes, no seu nadar.
E com eles, vai! Sim! Nesse empenho.
Caminha nas águas que correm pr'a norte.
Nao mais, para o sul.
Mas nesse teu rio azul....
Em aguas de paz... segue a vida e deixa a morte...
Mas canta com os peixes, seus belos hinos.
Hinos de amor, sem dor...
Vai nas verdes algas. Nesses caminhos...
Então, vida terás ...
Eterna... eterna. Nesse nosso mar.
Conflito
A nuvem escura tapou o sol!
Mas a luz, já estava na terra.
O vento pôs a árvore na terra mole.
Depois derrubou as árvores da serra.
O mar ameaçou toda a terra...
com suas ondas muito fortes.
Foi declarado ao lírio guerra,
por os ventos, dos bosques!
Mas a terra ajudou a árvore,
que não teve nada de grave.
A árvore no chão teve vida!
A árvore deu o seu fruto...
mesmo no chão caída!
E o sol deu sua luz, sobre tudo!
"Sempre que houver tempo é necessário ouvir a brisa do mar e que o vento seja mais forte para acalmar o brilho das estrelas."
Sou um jardim a florescer em uma tarde de quarta-feira, o céu está azul e o vento está fazendo com que os meus galhos se movam de um lado para o outro, até que ouço você dizer “meu jardim particular”, fiquei feliz.
Toques das mil faces
dos segredos de si
soberana, que enaltecem os olhos
Invadem a alma
É vento que sopra fogo
libera os desejos
É poder, lua de mistérios
Quem ousaria
decifrar!
Canção da Magia
Nos sussurros do vento, a verdade escuto,
No fogo que dança, segredos oculto.
Pelos ciclos da Lua, meu passo é guiado,
No rastro das sombras, meu dom despertado.
Sou a chama, sou a terra,
Sou o rio e a tempestade,
Na dança antiga dos tempos,
Sou a voz da eternidade.
Na raiz do carvalho, memórias se enlaçam,
Nas folhas do outono, destinos se traçam.
O corvo me chama, a coruja vigia,
No espelho da noite, reflete a magia.
Com sangue e com sonho, o traçado se faz,
No ciclo infinito, o tempo é fugaz.
No tombo, na luta, renasce o poder,
Pois toda consciência aprende a morrer e viver.
No grande salão, mistérios fervilham,
Na voz do trovão, os Deuses me trilham.
Sigo o chamado da Noite e do Dia,
Pois eterno é o Caminho da magia.
