Vem
Temos o livre-arbítrio, a capacidade de escolher, de fazer aquilo que vem a ser melhor para cada um de nós. Podemos até fazer escolhas erradas, mas não podemos nos queixar de que não nos foi dada a oportunidade de optar, de tomar determinada decisão, de fazer acontecer. Somos, portanto, responsáveis por muitos acontecimentos em nossas vidas. Fazemos nossas escolhas, plantamos e colhemos, temos o preceito da razão, da inteligência, da emoção.
Viva sempre nesta busca incessante por felicidade, isto vem a nos agregar valores emocionais e espirituais.
Daí do nada vem aquela pessoa que muda totalmente sua vida, e muda pra melhor. Tu nem tá esperando e ela chega e com ela vem a paz a alegria que de repente tu já não sentia mais.
Então valorize essa pessoa entra na vida dela para somar, mostre a ela o quanto importante ela é para você. Esteja presente em todos os momentos independente ser forem ruins ou bons esteja com ela. Faça ela ver o valor que ela tem, mostre a ela o quanto especial ela é.
E se no passado outro alguém não a valorizou, mostre a ela o quanto ela é incrível e maravilhosa mostre a ela que ela tem um valor incalculável. Seja o homem da vida dela. Não deixa ela sair da tua vida por nada, não vacila, pois se ela te valoriza e te ama e você é feliz com ela faça, ela se sentir a melhor pessoa do mundo.
Desperta
Não demora a despertar,
acorda e vem sonhar os
nossos sonhos, juntos.
Vem repartir a saudade ,
a saudade que eu de
ti tenho.
Traz esse sorriso,
esse amor para perto .
Vivamos o amor ,que alguém
para nós separou.
Quem sabe , um anjo que
de há muito tempo, a nós
dois conhecia.
Olhos de sonho, de paixão,
de carinho.
Deixa-me ficar entregue,
em tuas mãos,
faz de mim o que quiseres,
sou teu,
me guarda bem guardado.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
A Gruta
Sempre que a noite vem, eu me lembro da escuridão daquela maldita gruta. E dos gritos ecoantes de meu melhor amigo, Victor. A ideia foi dele: fazer a Trilha da Morte. A trilha mais perigosa da Chapada dos Guimarães. 5km exaustivos por cima da terra e 9km infernais por debaixo dela. Os poucos profissionais, que já se arriscaram, tiveram incidentes tão graves que a trilha acabou sendo proibida. Mas meu amigo Victor viu, tanto no grau de dificuldade quanto na ilegalidade dessa expedição, um desafio à altura de sua audácia. Quando atravessamos a guarita da Polícia Florestal, disfarçados de ambientalistas, tive a sensação de que aquela aventura poderia ser divertida. Mas eu estava enganado. Depois de 6 horas subindo, descendo, escalando, desviando, caindo e levantando, chegamos ao Trevo. Um local exatamente como descrito por nossos antecessores. E, segundo eles, onde realmente começava a Trilha da Morte. Após uma revitalizante pausa de 25 minutos, goladas de água e algumas barrinhas de cereais, ligamos as lanternas de nossos capacetes e entramos na Gruta. Apesar de ser caminho único, ele era cheio de dificuldades. Algumas quase intransponíveis. Mas Victor, determinado, foi vencendo os obstáculos, um a um, enquanto eu o seguia. Quanto mais andentrávamos a imensidão da Gruta, mais a escuridão e o silêncio nos envolviam. O lugar tinha uma atmosfera densa, quase fantasmagórica. Respirações, passos, reflexões. Essa era a dinâmica de nossa caminhada. Interrompida, de repente, por um grito forte de dor que ecoou feito um trovão pela caverna. Imediatamente vi Victor no chão, abraçando suas pernas, enquanto gemia. “O desgraçado me picou! O desgraçado do escorpião me piscou!”. Corri ao seu encontro e tentei ajudar, mas fiquei atônito diante dos efeitos imediatos provocados pela ferroada. Parte da perna de Victor estava preta. Rapidamente lavei o local ferido e, com os itens que tinha na mochila, desinfetei-o. Mas Victor continuava se contorcendo no chão, enquanto o hematoma preto em sua perna aumentava. Apoiei-o sobre o meu ombro, tentando carregá-lo, mas ele não suportou a dor e se atirou no chão novamente. Eu não conseguia raciocinar com os gritos contínuos e cada vez mais agonizantes de Victor. Analisei sua perna mais uma vez, e ela já estava inteira tomada pela podridão preta. Ele também olhou e entrou em pânico. “Corta! Corta!”. Relutante, peguei o canivete e o cravei em sua perna. Victor gritou ainda mais alto, enquanto seu sangue escorria, empretecido. Contendo a ânsia de vômito, cortei a perna do meu amigo. Depois o arrastei por uma distância além de minha capacidade física. Ele gritava, gritava e gritava. Sob a luz de meu capacete, reparei que as veias de seu corpo estavam escuras. “Dói muito!”. E, dizendo isso, começou a morder sua própria mão, dilacerando seus dedos. Tentei o conter, mas ele estava ensandecido com a dor. Bati forte com o canivete em sua cabeça, e ele desmaiou. Segui arrastando-o por todo o caminho de volta da Gruta, parando apenas três vezes: para amputar seu pé, inteiramente preto, depois, suas orelhas, e, depois, uma de suas mãos. Ao alcançarmos a saída da Gruta, fui impactado pela luz do dia, e minhas pupilas tiveram que se readaptar. Passando o clarão, fui surpreendido por um Victor absolutamente saudável. Ele me olhou assustado e disse: “Ufa! Ainda bem que você acordou. O escorpião que te picou era dos mais venenosos”.
Novamente o amorvem sem querer, mas desta vez estou preparada para viver o momento sem me apegar a sentimentos.
Sua força vem de Deus, Carl, não tenho dúvidas sobre isso. Mas, com esse tipo de poder, vem uma dose de dor, sei disso. Ciência, magia, Deus. Esse poder vem de dentro, do âmago, o resultado quando a pressão é maior, que é a verdadeira mágica, é o que define um homem, isso é que define um herói.
“Vem… Mas venha de pressa; neste mundo o que me resta, para além de divagar, é namorar com o tempo sem que deva me apressar.”
Meu coração acelera, falta o ar, a tristeza vem. O vazio que sinto é imensurável. Nada faz muito sentido, mas vai passar, eu sei, sempre passa.
FORRÓ
O baile vai começar,
Que bom que te conheci,
Vem, vamos dançar forró,
Até o raiar do dia,
E a banda vai mesclando,
Bolero, samba, forró e soltinho,
Nossa! Que alegria!
E vamos juntos no mesmo ritmo,
Já conheço seu corpo gingado,
Amo mergulhar no seu olhar,
Seu sorriso sedutor,
Esqueço que o mundo existe,
Somente eu e você,
Só quero o seu perfume,
Só quero o calor do teu corpo,
Sempre nesse balanço,
Os olhares invejosos,
Observam intrigados,
O que tem esse casal,
Que dançam sempre colados,
Até o final do baile...
Pássaros voando, soam como vidas,
Que vem e que se vão ao bater das
Asas, essas tão rápidas quanto um
Pensamento, no leve sopro dos ventos,
Traz em um momento fugaz aquela
Que meu deu a vida um tempo atrás.
Epidemia, diante os fatos, torna-se sinônimo de mudança radical, daquilo que se vem praticando há tanto tempo.
Só não estávamos preparados, e nunca estaremos, para tal transformação de maneira tão brusca.
Por décadas temos vivido uma evolução científica crescente, porém decrescente se tornou nossos valores humanos.
Somente uma hecatombe de acontecimentos como esta para nos alertar que estamos fora do nosso rumo, ou seja, nos sinalizar, pois tal alerta, nestas circunstâncias, nunca existiu, apenas rumores de alguma experiência no passado. Deveríamos ter aprendido com outras passagens já vividas, mas, tais situações sempre caíram no esquecimento.
Como outros precedentes na história, só nos restará aceitar o inevitável, corrigirmos aquilo que nos tirava do cerne humanitário, e reassumirmos novamente o verdadeiro caminho da nossa plena evolução.
(teorilang)
Males que vêm para o bem, amar os que vêm para o bem, amargo os que vêm para o game
Queime os que vêm pelos bens, fodam-se todos seus bens
Há dias em nos vemos diante de um "portal", onde fica o passado, de onde vêm as lembranças, onde nasce a saudade… permita-se viver (reviver) esses momentos… acalma a alma, a mente e o coração.
Flávia Abib
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