Velhos Bonitos
Soneto da Saudade
Trago nos olhos...
Lágrimas de saudade.
Sentimentos doces e velhos.
Guardados ao longo da minha idade.
Até me fiz poeta.
Para lembrá-lo em versos.
E regar esse soneto é minha meta.
Com pingos ungidos do universo.
Ah, saudade intensa.
Vá de mim...evapora, por clemencia.
Não vê que estou sem meu porto seguro?
Deixa-me abrir os olhos com ternura.
Seca minhas lágrimas dessa amargura.
Dessa saudade, sentimento duro.
Homens mais velhos não sofrem decepções de amor porque buscar amor depois de velho é sempre uma aventura.
O amor ah o amor, palavra em extinção, esquecida em velhos livros, poemas, e canções ,onde está ele? a palavra amor virou interesse, falsidade, sentimentos perversos transformados em ilusões, mas enquanto houver corações puros , ah a esperança dele um dia voltar a prevalecer novamente.
Ser velho não significa ser uma pessoa da terceira idade, na verdade todos nós somos velhos, assim como uma criança de 2 anos e velha para uma de 1. Ser velho é uma qualidade para aqueles que possui uma verdadeira experiencia de vida, independentemente de idade.
A saudade dos meus filhos
dói, machuca, me amordaça...
Eu comparo aos velhos trilhos
por onde o trem já não passa.
Me deu bateu uma saudade dos velhos tempos em que a gente se falava todo dia... Minha madrugada era a única parte boa daquele mês de janeiro... Você era a parte boa... desculpa se estou sendo inconveniente, mas é que tô sentindo uma vibe boa aqui... Tô rindo à toa pensando em ti...
A gente nunca esquece os velhos amores, apenas adquire novos amores. Creio que é difícil odiar alguém que aprendemos a amar...
Deparamo-nos diariamente com jovens velhos e velhos jovens, o segredo está no interior de cada um. Ignore sua idade cronológica e continue jovem, através do seu radiante sorriso e luz na alegria de viver que demonstras no seu dia a dia.
Política dos velhos tempos
“Suicida-se o povo que descuida da sua juventude, tão certo é que não poderá viver do passado, já morto, nem desse instante fugacíssimo que é o presente.”
(Oswaldo Pieruccetti)
A leitura do livro do emérito escritor José Bento Teixeira de Salles, “Vocação para Servir”, obra dedicada a narrar passagens importantes da história de Oswaldo Pieruccetti, político mineiro de grande envergadura, levou-me a refletir sobre a diferença brutal entre os políticos da atualidade e de homens que, no passado, ocuparam lugar de relevo na história de nosso país.
Destaco, dentre tantos, dois acontecimentos vividos pelo ilustre homem público que bem representam esta diferença. Chamado certa feita a afastar-se de seu partido, oposicionista, para aliar-se ao governo de Minas na formação de uma eventual frente mineira, em reunião com seus correligionários, assim pronunciou-se e firmou sua decisão: “Não os proíbo, não os aconselho a tomar a decisão de ficarmos juntos na UDN. Os senhores são livres para decidir. Eu, de mim, não aceito. Fico onde estou; tenho uma delegação de meus eleitores, que me elegeram para desempenhar, cumprir um mandato. Um mandato dentro do partido em que estou. Não me deram procuração para mudar. Eu não mudarei”.
Em outra ocasião, como parlamentar na Assembléia Estadual, opôs-se ao aumento do subsídio dos deputados estaduais “quando não houve condições para atender às solicitações de outros setores bem mais humildes do funcionalismo estadual”. Concluiu sua fala afirmando: “O Poder legislativo deveria dar seu próprio exemplo de desprendimento e abnegação, suportando na carne o sacrifício que está impondo a todas as classes sociais”.
Assim como Oswaldo Pieruccetti, que formou com Rondon Pacheco a “Santa Aliança”, união que grandes benefícios trouxe a nossa região, outros políticos dos velhos tempos, de vários partidos, legaram a nós exemplos magistrais de espírito público, de ética, de desejo de servir e prestar ao povo e ao país seu esforço e seu trabalho pelo bem comum.
Hoje o aviltamento da política é notório. Descreve o autor José Bento Teixeira de Sales o atual momento como “uma hora pálida e crepuscular”, onde sobressaltam o arrivismo, a corrupção, a desonestidade e o carreirismo. Não assistimos mais aos gestos de amor à causa pública, não nos deparamos mais com compromissos firmados e cumpridos e sim com promessas vazias e eleitoreiras, com discursos demagógicos e ocos de ideologia, com interesses escusos e casuístas, contrários às justas reivindicações populares.
Deveria ser mais lembrada e conhecida a história de como se fazia a velha política. Deveriam ser lembradas sempre as figuras de pessoas que serviam à política e não apenas se serviam dela, trabalhando com desprendimento e sensibilidade na busca de um país melhor, de uma nação mais desenvolvida e feliz. Isto serviria, talvez, como parâmetro ou lição aos jovens que intentam ingressar na vida pública, para que o fizessem imbuídos de intenções mais nobres e relevantes.
Marília Alves cunha
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Pulo de gata
Velhos assuntos
Velhas pegadas
Que eu deixo no mundo
Ao andar pela estrada
Estou furibunda
Estou estupefata
Quantas vezes tentei
O meu pulo de gata
Já não durmo direito
Ao pensar em teu nome
Quanto mais te procuro
Porque não sei, tu te somes
São assuntos diretos
No embalo da lida
Meu pensamento secreto
Não revelo nesta vida.
Desprezamos, insultamos, os mais velhos, idosos, e esquecemos que um dia iremos atingir a maturidade e nunca voltar atrás.
NÓS NÃO PRECISAMOS NOS MODERNIZAR, SE REINVENTAR COM IGREJAS QUE MANTEM OS VELHOS COSTUMES DAS PESSOAS! PQ A FUNÇÃO DA IGREJA DE CRISTO AQUI NA TERRA É CONDUZIR O HOMEM A TRANSFORMAÇÃO DIVINA QUE VEM DE DEUS NA VIDA DO HOMEM QUANDO ELE ACEITA A TRANSFORMAÇÃO.
NÃO PRECISAMOS DE IGREJAS ADAPTADAS A NÓS, PRECISAMOS VIVER A PALAVRA DE DEUS EM NOSSAS VIDAS.
