Velho

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A paz brota onde há espaço
Para o velho se render.
É no desatar de um laço
Que a alma volta a crescer.

Se vai começar um Ano Novo cometendo os mesmos erros, fique no Velho, porque não tem sentido chamar de novo suas atitudes velhas!⁠

⁠Reverter prioridade, valorizar o recíproco, dar oportunidade ao novo... O que for velho não doe, jogue fora, o que não te serve... não fará bem a outra pessoa...

Cada um tem a vida que constrói, disse o mais velho...
Ha quem diga que cada um tem a vida que merece disse a senhora elegante...
Outros dizem que a vida é uma simulação...
E eu digo que a vida... A a vida...
A vida não pertence a ninguém...

Riacho Velho
(Márcia Sofia & Clovis Ribeiro)

Riacho velho, beira de estrada
Se vai o dia e nasce a lua prateada
Os pés cansados, vão caminhando
E na memória sopra o vento das lembranças.


Riacho belo, tão solitário / No seu murmúrio, só tem saudades. (2x)


Riacho doce, que corta os campos
És bebedouro de beija-flores
As suas águas, tão cristalinas
Sacia a sede que gera a vida.


Das suas pedras, tão calejadas / Nascem canções, fugas pra flauta. (2x)


Riacho velho, vem das montanhas
Nasceu humilde, numa gruta pequenina
Ganhando corpo, abriu caminhos
E em silêncio foi pro mar que é o seu destino.


Nas suas águas, sou navegante / Um sonhador, sigo cantando. (2X)

Você é velho(a) por fora e infantil por dentro.

⁠O povo encaixotado

Disse o velho xamã
Vocês são o povo da caixa
Vivem dentro de caixas
Se deslocam em caixas

O povo da caixa se separa
Pela marca da caixa metálica
Que lhe faz viajar em segurança
Pela cidade na sua diesel lambança

Quanto maior a caixa que dorme
Maior sua preocupação noturna
Impostos e manutenção diária
Será menos triste a vida do pária?

Grandes vidros e prateleiras
Mostram produtos de última geração
O paraíso das compras desnecessárias
Shopping Center. Depressão é a sua cara

O mundo se transformou agora
Ficamos ainda mais encaixotados
Que no futuro, mais valor iremos dar
Ao ar livre, parques, natureza e ao caminhar

Dia estressante, exceto por um pedido do meu filho mais velho para costurar-lhe uma camiseta multifacetada...

O Livro "Novo Testamento" já está velho e ultrapassado.

⁠Quando um velho pai permite que seus filhos o dominem ele perde toda a sua autonomia de vôo. TENHA SEMPRE O ALERTA ACESO!

No jazigo de Van Gogh
a única cor predominante
é o cinza velho!


Porém, na primavera
sob um céu azul,
medram flores colorindo
o seu derredor.


-É a natureza agradecendo
com suas trinchas
e uma paleta multicor.


<>


Um haicai:
Sob a pedra fria
o descanso do artista -
Vida em flor renasce.


Poema de J.A.Lopes

A adversidade é a ginástica da alma.
Ela rasga o velho músculo do medo
para criar força em novas direções.
Cada queda é um ensaio para o voo.
Quem aprende a cair, aprende a voar.
E quem voa... não teme mais.

Você acreditaria que seus pais ou alguém muito mais velho que você já foram mais jovens como você(s) em gerações anteriores a sua?!

CÓDIGO DE BARRO

Tenha sempre a prudência, o velho tino
de saber que não sabe tão profundo
sobre a vida; os mistérios; o destino;
as verdades de agora e de além mundo...

Se nem sei de qual dom sou oriundo,
vim brincar de viver; eis o menino
sob a capa do sábio moribundo
que descobre-se apenas um cretino...

Saibam todos que nosso tudo é nada,
somos terra batida nesta estrada
viciada - nos traga igual cigarro...

Não voamos além do próprio chão,
nem viemos dotados de visão
para ler nosso código de barro...

O vil metal transforma a sociedade numa sucata e os conceitos em ferro-velho.

Reconheça e corrija os erros do ano velho para viver um ano novo.
bysissym®️

Bom diaaaaa!
Adeus ano velho!
Gostar de si mesmo é uma experiência bacana.
Tudo bem, voce pode nao ser a pessoa mais linda do mundo! Mas se voce estiver de bem com a vida, irá gostar de cada coisa que tem. Feliz Ano Novo!🌻🌻🌻
Ery santanna

O último dia, a última expectativa — e nada muda. O velho se disfarça de novo, o novo se veste de velho; a engrenagem continua a mesma, a roda gira e promete mudança enquanto tudo permanece igual. Quem aposta em novidade vai continuar esperando; o roteiro já está escrito e a cena se repete, sempre com a mesma trilha sonora de promessas vazias.
Tudo está programado para não mudar; a linha do tempo parece selada desde o começo. A balança permanece equilibrada do jeito que interessa a quem puxa os fios, e a vida segue num compasso que não nos pertence. Vivemos dias que se repetem como cópias baratas, onde o esforço vira rotina e a esperança, mercadoria rara.
Não peço aplausos, peço verdade. Quero ver coragem para rasgar o script, para admitir que somos moldados — pensamentos, desejos, escolhas — e que essa moldagem não é inocente. Cansou-me a hipocrisia de quem sorri enquanto manipula, de quem vende futuro e entrega o mesmo presente reciclado.
Que fique registrado: não é conformismo, é denúncia. É recusar a anestesia das promessas e gritar que merecemos mais do que um ciclo bem ensaiado. Se nada muda por fora, que mude por dentro — que a indignação vire ação, que a consciência deixe de ser programada e volte a ser livre.

⁠Na velhice da alma

Eu não escolho sonhar; os sonhos que vêm sobre mim
Algum velho e estranho desejo por ações.
Quanto à mão sem força de algum velho guerreiro
O punho da espada ou o capacete usado desgastado pela guerra
Traz vida momentânea e astúcia longínqua,
Então para minha alma envelhecida -
Envelhecida com muitas justas, muitas incursões,
Envelhecida com nomear de um aqui-vindo e daqui-indo -
Até agora eles lhe enviam sonhos e não mais deveres;
Assim ele se incendeia novamente com poder para a ação,
Esquecido do conselho dos anciãos,
Esquecido de que aquele que governa não mais batalha,
Esquecido de que tal poder não mais se apega a ele
Assim ele se incendeia novamente em direção ao fazer valente.

Ezra Pound

Nota: Tradução do poema In The Old Age Of The Soul.

Ode a um sete


No silêncio deste velho pedestal, corroído pelas infindas águas da realidade, sinto-me como caneta sem tinta. Passei a me solidarizar com Fernando Pessoa, pois, agora que um sete está em tudo: nos lugares que passo, onde penso, existo e até mesmo ouso descansar. É estranho, mas acho que compreendo, ao menos de forma minimamente correta.
O menor dos problemas não é deixar para trás, e sim a lacuna entre a falsa perseverança, simultânea ao vazio que na mente se abre, restando-me apenas a certeza da dúvida se conseguirei recuperar aquilo que nem sei ao certo se realmente perdi. Ela me domina, esgueirando-se por minhas fibras junto a um sete que, ao longe, me perseguia e hoje, dentro de mim se ergue.
Conforme o maldito se consolida, me questiono por que as tortuosas linhas do destino me apresentaram a esse tal Proust, sem nenhum aviso prévio ou formidável preparo necessário, apenas atirando-o à mim, assim como um sete, de forma tão tardia, agitando as águas salgadas da angústia. Agora, com um mínimo de aprendizado, passo a entender que memórias não doem apenas por serem memórias, mas por serem vagarosas, lentas, tornando-se, em alguns casos, “pequenas” demais para tal estrago, ridiculamente desproporcionais às correntes que me prendem à eternidade que parece habitar neste museu, mantendo-o vivo.
Diante deste ninho moldado por traços desolados, guerreando com um sete, sinto-me culpado, uma alma insignificante, vagando em busca de perdão. Oro ao pequenino Léo, que, aos trancos e barrancos da própria ingenuidade, inteligência e bondade petulante, sem nunca pestanejar, ergueu-se sozinho. Queria dizer-lhe o quão orgulhoso sou por sua bravura altruísta, por seu poder de encontrar felicidade e conhecimento no simples, isso te levou longe, garoto. Jamais se esqueça, nem aceite cair na penumbra das mágoas ao seu pai, muito menos que se volte contra sua mãe. Peço apenas que, com sabedoria, aprenda que a vida não é só perdoar a todos, cuidar, salvar. Olhe para si.
Admiro muito você por conseguir seguir mesmo estando estilhaçado pelas flechas amarguradas da injustiça que costumamos chamar de vida, outrora direcionadas ao pobre Paulo. Pobre garoto, assustado e confuso, tendo menos que Romeu a perder, agarrando-se ao mínimo que pudesse de uma Julieta que sequer lhe jurou seu amor. E, diante da terrível praga, sem contato com o verdadeiro mundo, sem o paradeiro daqueles que davam cor ao seu, guardou sozinho todo medo e dor, retraindo-se para dentro da massa pensante, desconectando-se do próprio eu.
Compadeço-me de ti: a fantasia pode ser tortuosa de tão linda, mas, apesar de tudo, vivo você esteve, e vivo sempre estará, deixando seu legado que, mesmo escondido, soterrado pelas poeiras neurais, ainda carrega essência e sonho.
E a você, Gael, escondido sob a manta da amargura, vestido com uma falácia de máscula armadura, viverá para sempre vagando pelos imundos espectros daquilo que um dia denominou-se como Maria. Mas olhe para si, garoto, não vê o quão vitorioso és? Não te deixes levar pela afiada e gélida linha que deveria atuar apenas em uma ponta. Você é ouro, garoto. Graças a ti, e somente a ti, todos terão o descanso merecido, basta que se encontrem com o verdadeiro eu.
Tua bravura jamais será esquecida. Saúdem o grande dragão guerreiro que, com sua fúria, forjou a katana do ser, unindo os espectros que, outrora meros cadeados do trauma, agora se fundem e, juntos, derretem novamente, dando vida ao sujo, obscuro e fragmentado etanol. Puro produto da decomposição, prestes a evaporar, ir embora a qualquer instante, ocupando espaço sem pertencer, entorpecendo a realidade por onde passa. É o vazio deprimido em sua forma mais pura.