Veio e Passou como um Cometa

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⁠O tempo não passa: somos nós que nos esvaímos por entre os dedos do instante, como areia que nunca consentiu ser castelo.

Inserida por Davi-Roballo

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Odiamos no outro a parte de nós que, por vergonha ou fraqueza, negamos; como se, ao reconhecê-la fora de nós, nos víssemos espoliados daquilo que um dia foi nossa substância mais verdadeira.

Inserida por Davi-Roballo

⁠A paz verdadeira não é a ausência de conflito, mas o repouso do espírito no meio do caos — como a flor que floresce sobre a pedra.

Inserida por Davi-Roballo

⁠A fé que teme a dúvida é como a luz que teme a sombra: frágil demais para iluminar o abismo.

Inserida por Davi-Roballo

⁠Assim como a Terra guarda em suas camadas geológicas a memória de eras passadas, os velhos carregam nas rugas a história do mundo que ajudaram a moldar.

Inserida por Davi-Roballo

⁠Escrevo como quem desossa a própria alma diante do espelho —
e oferece cada osso como uma forma de renascimento.

Inserida por Davi-Roballo

⁠Há dores que não gritam: se disfarçam em gentileza, se escondem no riso. A alma, como a pele, aprende a cicatrizar por camadas — mas nunca deixa de lembrar onde foi ferida.

Inserida por Davi-Roballo

⁠BOM USO DO TEMPO
É preciso aproveitar bem o tempo, pois assim como ele nos transforma, também podedeformar nossos sentimentos.

Inserida por Davi-Roballo

⁠O Destino dos Lúcidos

O destino dos lúcidos é carregar o peso da verdade
como quem leva água num vaso rachado:
sabendo que, a cada passo, algo se perde,
e mesmo assim caminhando.
Ver além dos olhos é uma ferida secreta,
uma lâmina de luz que sangra devagar,
enquanto a maioria adormece embalada
pelo suave consolo da ilusão.
Os lúcidos atravessam cidades silenciosas,
templos abandonados, desertos sem nome.
Carregam nos ombros o que não pode ser dito
e nos olhos o que o mundo se recusa a ver.
Por vezes, desejam também dormir —
mas a lucidez é uma chama que não se apaga:
ela arde nos ossos,
ela queima no coração,
ela sussurra entre os passos:
“Segue…”
Pois o que vê não pode fingir que é cego,
e o que sabe não pode regressar à ignorância
sem rasgar a própria alma.
O destino dos lúcidos é ser ponte entre mundos,
eco entre silêncios,
voz entre os adormecidos
e chama acesa
nas noites sem estrelas.

Inserida por Davi-Roballo

⁠A justiça tem que sempre se questionar, assim como a sociedade só pode existir pelo trabalho que faz sobre si mesma e sobre suas instituições.

Michel Foucault
Vous êtes dangereux. Libération, nº 639, 10 jun. 1983.

É interessante observar a formação dos novos grupos de influência e como a idade biológica se distancia completamente da maturidade. Suas experiências contribuem à subjetividade.

Inserida por JaniaradeLimaMedeiro

O sucesso do líder depende da equipe. Não só da sua formação técnica como também da relação mútua de confiança.

Inserida por JaniaradeLimaMedeiro

⁠Viver intensamente é motivar-se com desafios e ser realizador(a). Do contrário, é sobreviver como um viajante num barco à deriva em um grande oceano...

Inserida por JaniaradeLimaMedeiro

⁠Eu sou Janiara, filha da terra, descendente tupi-guarani, como vocês.
Eu sou Janiara, filha do sol , prima da lua, como vocês, que se materializa aqui no Brasil.
Daqui a pouco volto pra terra e misturo com o mar. No mar do Brasil.

Inserida por JaniaradeLimaMedeiro

⁠A filosofia da práxis não contempla o mundo como está — ela o interroga, o critica e o transforma com as mãos conscientes de quem age.

Inserida por JaniaradeLimaMedeiro

⁠Parecia que a palavra ‘bruta'
Trouxesse o sentido do não bom
Que escapa do leve tom
Como se precisasse provar por disputa
O valor do seu rico dom

Silêncio!
Escure as pedras que brincam abaixo do meu caminhar
E as grandes que de longe vejo, quando vento as vai acariciar

Não tenhas medo da aparência disforme
Mas observe cada lado que promove
Um brilho espetacular

Parecem ser rudes
Indelicadas ou
Grotescas

Mas se engana
Quem não sentiu a força que te passa
Com energia gigantesca

Assim o amor chega
Quieto, sem forma e desnudo
Pra que quando tu menos percebas
Vê que tornou o maior amor do mundo

Não precisa usar como adorno
Pra que todos vejam seu requinte
Já que o valor que tem de retorno
Tá contigo, mesmo q não sejas pedinte

E que não peças
Nem ofereças
Com discrição
Sem propagar
O que tem de tão bom
E não quer tornar popular
Pra tua luz não ofuscar
Ou de tanto invejarem, apagar

E guarda tua pedra bruta
Que o valor só tu sabes que tem
Quem olha não reconhece forma e cor
E só sente tu
a energia do amor e da vida que pra ti retém


Poema "⁠Cuidando da pedra de valor que só pra você tem" publicado no e-book "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias"

Inserida por JaniaradeLimaMedeiro

⁠"Como e por que me tornei professora?"

COMO ?
Estava nos primeiros passos ...
brincadeiras com sucatas!
com suas cores e formas ...
desconsertavam e voltavam ao compasso!
objetos que construía,
que só pra mim sentido faria.
Com outra percepção se deu
quando as letras eram desenhos
que surpresa:
os coloridos representavam sons.
Nas mãos da mamãe as figuras brincavam:
cortava, colava e dava outros tons.
Chamou-as de sílabas
e brincávamos de rir.
Vi que sozinhas,
as vogais tristonhas
com essas tais consonantes
precisavam interagir.
E sobre o papel sem cor
a mãe me provocaria
e eu coloria, a sorrir.
Certo dia papai chegou
e um grande presente na parede fixou.
De tão verde parecia a mata
Com seus bastões coloridos
que no quadro verde podia tingir.
De tão alto me obrigava
nas pontas dos pés ficar
e de joelhos eu descia
para desde sua base
as minhas letras começar a desenhar.
Crianças chegavam de lá e de cá.
Vizinhos e primos queriam brincar.
Os colocava sentados no chão
e ali começava a brincar de ensinar.
E assim foi...
pela descoberta das letras com a mãe colorindo,
montando e desmontando pra ler
por meio do pai a brincadeira completava
quando as crianças amontoavam
e dali eu dizia que ensinava a escrever.

POR QUÊ ?
Na escola aprendia
conversando com a “tia”
que a todo tempo me chamava
porque parada eu não ficava.
Seu tom de voz, medo não causava
porque tia Heralda, tranquila sempre estava.
Me pedia para ajudar na sala
e no recreio eu podia ter minha fala.
Assim descobria uma nova ação
entre professor-aluno uma relação.
De origem não genética
mas de natureza dialética.
Então pude conhecer
que “todo professor é sempre aluno
e todo aluno, professor, pode ser” 68
Estas palavras do Seu Antonio
que em suas cartas eu pude ler
para me preparar e entender
sobre as inquietações deste universo do saber.
Assim com Gramsci um pouco mais entendi
por que docente eu me vi
e tão logo o coração aquiesci.

Poema publicado no livro "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias."

Inserida por JaniaradeLimaMedeiro

O que levamos para além da escola são as memórias e os afetos que nos constituem como sujeitos.

Inserida por JaniaradeLimaMedeiro

Não vejo como superar todas minhas dores, nem sei se vou aguentar os próximos dias. Porém de alguma forma, eu ainda quero continuar vivendo porque um pouco de esperança ainda mora em mim. Talvez ela seja traiçoeira, mas eu não posso deixar de nenhum.

Inserida por droplets

É como se eu pudesse ver o dobro de estrelas no céu, porque hoje eu sei realmente o que é querer estar com alguém, eu aprendi que tudo é mais fácil quando você está aqui. E quando eu tenho que ficar dias sem poder te ver, fico ansiosa pelo nosso próximo encontro. Bom mesmo é poder estar ao seu lado em uma noite no verão, ou mesmo em um dia nublado ou uma tarde chuvosa, o importante é estar com você, é eu não te perder. E hoje eu sei o que é amar alguém de toda minha alma e coração e construir o futuro ao lado do meu amor.

Inserida por droplets