Veio e Passou como um Cometa
Há quem corra atrás do ouro como se a alma não tivesse valor, e, no afã de possuir o mundo, esquece-se de si tornando-se servo do próprio desejo, enquanto a vida, com suas dádivas simples e verdadeiras, escorre pelos dedos como areia que o dinheiro jamais poderá segurar.
Há aqueles que se perdem na febre de acumular tesouros, como se o brilho do ouro pudesse aquecer o coração nas noites frias da alma.
Correm, ansiosos, atrás do que reluz, mas esquecem que a verdadeira luz não se encontra em cofres trancados, e sim nos sorrisos partilhados, no abraço sincero, no tempo dedicado àqueles que amamos.
Tornam-se escravos do próprio desejo, prisioneiros de metas que não nutrem o espírito.
E assim, cegos pela ambição, deixam de saborear o café com os filhos, a conversa serena com os pais, o silêncio pacífico do entardecer.
Não percebem que a vida essa dádiva sutil segue seu curso com ou sem fortuna.
E que a alegria mais autêntica habita nos gestos simples que o dinheiro nunca poderá comprar.
Tem os que passam,
como o vento discreto,
levando o tempo,
deixando o espaço.
E tem os que partem,
quebrando silêncios,
desfazendo vínculos,
partindo mais que o chão.
Mas há os que ficam,
mesmo invisíveis,
morando na ausência,
presos na memória.
E há também os que retornam,
não com os pés,
mas com o olhar que resta,
com a palavra que ecoa.
São esses que fazem morada,
não no tempo,
não no espaço…
…mas no coração
de quem os sentiu,
mesmo quando tudo
já parecia passado.
O nariz empinado não te coloca como superioridade diante dos outros, ele além de te deixar com dor na nuca afasta pessoas maravilhosas que você se quer tentou conhecer. Vai lá e dá um bom dia com um belo sorriso.
Não pense em: "Como resolver meus problemas?"... Pense em como você se adapta às mudanças que a vida lhe entrega.
Amizade x Vida
A vida é como uma viagem de trem.
A cada "estação" pessoas entram e saem.
Algumas começam a viagem com você, mas saem no caminho. Outras, entram no meio do percurso.
Conclusão:
Não importa se uma pessoa entra no início ou no meio da "viagem".
O mais importante é se ela seguirá a viagem com você até o fim, não importando as circunstâncias.
A verdadeira amizade permanecerá não importando a distância, o início, o meio, mas sim o "ATÉ O FIM."
Assim como os objetos, os livros são portais para o passado. Quando mergulhamos em suas páginas, somos transportados para outras épocas, outras vidas e outras perspectivas. Cada palavra escrita por um autor é como uma cápsula do tempo, contendo pensamentos, emoções e experiências que podem ressoar conosco de maneiras profundas e transformadoras. À medida que lemos, as histórias e ideias se misturam com as nossas próprias, criando um diálogo contínuo entre passado e presente. Os livros, assim como os objetos, têm o poder de nos lembrar quem éramos, quem somos e quem podemos nos tornar, enriquecendo nossa jornada através do tempo e do conhecimento.
No efêmero palco da existência, o dia de viver desvela-se como uma dádiva única: o hoje. É na efervescência desse momento presente que tecemos a trama das nossas experiências, entrelaçando sonhos e realidade. Assim, o hoje se torna o epicentro da nossa jornada, o lugar onde a vida pulsa com vigor.
O amor, esse sentimento intrínseco à nossa essência, também encontra sua morada no hoje. Cada batida do coração ressoa a melodia da afetividade, convidando-nos a mergulhar nas profundezas desse oceano emocional. Nesse dia, os laços se fortalecem, e a beleza das relações floresce como um jardim em plena primavera.
Contudo, a complexidade humana traz consigo a necessidade de reconciliação. O hoje se torna o cenário propício para o ato nobre de perdoar e pedir perdão. Nas interações intrincadas da vida, reconhecer nossas falhas e estender a mão da compreensão é um gesto de coragem. O perdão, qual bálsamo para a alma, liberta-nos das amarras do ressentimento, permitindo-nos avançar com leveza.
Portanto, que cada nascer do sol nos lembre da preciosidade do hoje. Que cada batida do coração ecoe a sinfonia do amor. Que, no palco efêmero da existência, o perdão seja o protagonista, transformando o hoje em um eterno presente de oportunidades para viver, amar e reconciliar-se.
A vida é sobre ciclos. Assim como as estações se sucedem, nós também passamos por fases de crescimento, aprendizado e transformação. Cada ciclo traz consigo a oportunidade de renascer, mas também nos confronta com a necessidade de deixar o velho para trás. Mudar é um ato de coragem e, muitas vezes, de sacrifício.
Carregamos a responsabilidade de escolher nossos caminhos, sabendo que cada decisão nos molda e nos aproxima — ou nos afasta — do que realmente queremos ser. Fugir da mudança é se agarrar ao que já perdeu o sentido. Aceitá-la é abraçar a vida como um processo contínuo de evolução. Afinal, é no movimento dos ciclos que encontramos a essência da nossa jornada.
Espero que a morte
seja como ser carregado
para o quarto na infância,
depois de adormecer no sofá em meio a uma festa em família.
Espero que ainda se possa
ouvir o riso alegre vindo
do outro cômodo.
É estranho como o silêncio pode ser ensurdecedor, preenchido pelos ecos das lembranças que jamais retornarão.
Colecionar roupas velhas é como carregar sentimentos do passado: aprisiona o presente e impede que o novo floresça.
Impressionante como Jesus vira trend na Páscoa. Ele deve amar esse carinho sazonal, tipo ovo de chocolate.
Você acabou rotulando como amor tudo aquilo que provocava reações intensas em você.
Contudo, ninguém te mostrou que o amor autêntico também se manifesta em calmaria, tolerância e atenção.
Você trocou a vivacidade pela mutualidade.
Nomeou de acaso o que não passava de vulnerabilidade.
E persistiu em permanecer onde só encontrava abandono.
A questão é que você acreditava que precisava sentir euforia.
Mas o amor perdurável é aquele que se edifica sobre bases sólidas, não em devaneios.
Portanto, se hoje você anseia por um amor que te valorize, que te dê ouvidos, que te note,
é possível que você não precise de outra pessoa. É provável que você sinta falta de si própria.
As virtudes e o aprisionamento do ser.
Virtudes são definidas como qualidades morais, que levam os indivíduos à prática do bem. Das virtudes mais conhecidas podemos citar as virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. Bem como as virtudes cardiais: Prudência, Justiça, Fortaleza, Temperança. O hábito das virtudes transforma o ser humano em uma pessoa melhor, contribuindo de forma positiva ao meio social em que está inserido. A prática das virtudes exige a participação de outro ser, para o reconhecimento desta. E, aqui, para muitos, começa o aprisionamento.
Ora, o ser humano vive uma relação consigo de crime e castigo, bondades e bençãos. Há uma constante troca entre seu “Eu” interior com o seu “Eu” exterior. E essas trocas em algum momento, levam a confusão, colocando o indivíduo em um sofrimento quase que perpétuo em razão de suas escolhas, pois estas passam a serem orientadas mais pela consequência dos atos, do que pela ação pura inicial.
O que escrevi no parágrafo acima pode ser melhor explicado através de um exemplo: Alguém que faz um ato de caridade, esperando com isso ganhar créditos no reino celestial. Ou, alguém que vivendo sobre princípios de honestidade, justiça e moralidade, quer o reconhecimento destes e espera que todos ajam nos seus moldes.
Entenda que embora você possa cultuar, cultivar ou praticar algumas virtudes, estas para serem destacadas, sempre precisará da aprovação de outro ser que as reconheçam. É neste momento que você se aprisiona. Ora, se outro ser precisa reconhecer, logo, eu tenho que ter um feedback de minha ação. Se o feedback for positivo, ótimo. Se for negativo, a pessoa não me compreendeu. Se inexistiu, sofro.
Embora a prática da virtude tenha como fim a harmonia social, em minha visão, ela sempre foi utilizada como um meio para um fim maior ou uma relação de escambo nas esferas humanas. Por isso, há tantos conflitos e dificuldades quando nos entregamos à prática das virtudes. Sim, entregar-se a prática da virtude não é tarefa fácil, pois não é fácil ser bom em um mundo de maldades. Como ser honesto em um mundo desonesto? Como ser justo perante a injustiça? Como ter fé vendo e vivenciando mazelas? Como ter esperanças em um mundo de sofrimento? Como acreditar no bem se o mal sempre vence? Respondo as minhas próprias perguntas: Sendo bom, sendo honesto, sendo justo, tendo fé, tendo esperanças, tendo credo. Simples né! Ou não.
Como a virtude na essência é uma relação de troca, e sendo o ser humano um ser possessivo, este em muitos casos quer possuir a titularidade da virtude. Neste momento ele cria seu demônio. Ele cultiva o seu demônio quando ele começa a dizer a si mesmo que, sendo este o seu jeito e sua forma, não consegue mudar ou aceitar as falhas alheias. Ele acredita que todos estão errados e se prende em seus conceitos. A virtude o coloca em uma cela tendo o diabo como carcereiro. Ele esquece, que a troca se dará com outro indivíduo com características, formas, saberes, valores, as vezes destoantes de seu ser e de sua moral. Ele esquece que pessoas, são pessoas e falham. Esquece que pessoas tem níveis de compreensão, entendimento e participação, diferentes, e que nem todos gostam de coentro.
Se pessoas são diferentes, se cada indivíduo tem características próprias devo entender que o doar das virtudes, nunca será ação igualitária, nunca terá a resposta que eu quero, podendo no máximo aproximar-se desta, havendo sempre um desequilíbrio entre a ação proposta e a ação recebida. Por isso, não devemos nos prender as virtudes que nos aprisionam. Devemos praticá-las de forma livre e consciente. Fazer a minha parte, sem esperar que o outro a faça. Quem sabe se pelo exemplo eu possa contribuir mais do que com as minhas indignações acerca do reconhecimento das falhas alheias, ao meu julgo.
O mundo está cheio de julgadores, tendo como juízes os prisioneiros das virtudes, condenando a todos que estão em dissonância com sua forma de ser, esquecendo que tolerância, fraternidade, amabilidade, simpatia, generosidade, compaixão, humildade, misericórdia, flexibilidade, são também virtudes que devem ser regadas, e talvez com maior intensidade.
Ser virtuoso é praticar virtudes, e não sinônimo de aprisionamento de outro ser ao seu, e as suas vontades, mesmo que corretas. Ao contrário é a libertação de si para doar-se ao todo sem esperar nada em troca, praticando o bem-viver social, buscando de sua parte, viver em harmonia com o seu semelhante. É entender que não posso fazer das virtudes que cultivo os meus demônios pessoais.
Finalizando, apenas seja e faça o seu melhor, só isso. Não viva a virtude, mas se dilua nela, seja ela parte integrante e não acessória de seu ser. Sua participação pelo exemplo será mais produtiva e melhor do que viver encarcerado em virtudes que o fazem olhar somente para si, tratando e reconhecendo os outros com peculiar arrogância, esperando que estes se prosternem ante as suas qualidades.
Seja luz.
Paz e bem.
Te amo.
Massako.
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