Veio e Passou como um Cometa
Despertar...Ano novo... avivamento...naturalidade...num novo recomeço...ser como é ser o que é... vida que segue... em clics de bobeira... 3 de janeiro de 2018 novo despertar de cara lavada e alma em reconstrução.
Viva intensamente como que se a cada amanhecer uma semente germinasse dentro de ti, pois a cada minuto que passa, uma nova vida que nasce. Permita-se viver!
A vida é como uma colcha de retalhos, cada pedacinho de tecido que vamos moldando são os nossos erros e acertos que vamos cerzindo em ziguezague.
Assim, vou vivendo entre sonho e realidade,
essa ilusão é como a bruma que borda o amanhecer,
e vivo assim em passos lentos caminhando sem saber...
tropeçando em letras para juntar o que não consigo dizer
e aí me pergunto: - Palavras pra quê?
Quando o momento marca é impossível esquecer e fica pra sempre no coração como uma tatuagem que vai perdendo o vigor da cor com o tempo, mas é só lembrar que é dado o retoque.
E aí chega uma determinada fase que falar cansa, como se estivéssemos anestesiados do tempo, então começamos a prestar mais atenção aos murmurinhos inaudíveis de nossos pensamentos e a gente percebe que apenas num simples cantar do pássaro em nossa janela ao despertar do dia é uma sinfonia vinda dos anjos para falar com nossos ouvidos surdos da vida...
Depois da tempestade a bonança, mas incrível como o arco íris chora quando tenta enxugar as lágrimas de chuva do mundo.
E o amor se aninha no peito como embrião e pede silêncio aos murmurinhos inaudíveis do mundo la fora para que a gestação de seus sonhos emoções e sentimentos torne-se vida e não apenas uma ilusão perene que adormece em posição fetal no líquido amniótico (lágrimas) dentro do coração...
E PASSA...
Olho para trás e não vejo ninguém…
como companhia minha própria sombra
que fica nesse impasse entre o vai e o vem…
enquanto isso o tempo vai passando
e eu também…
Os teus atos serão como sementes germinadas na terra
e vida terão…
enquanto que tuas palavras?
- ah! tuas palavras…
são como folhas de outono dispersas pelo chão…
Eu acredito naquilo que vejo…
mas às vezes eu não quero acreditar…
que como é fugaz crer em meus pensamentos…
aí eu percebo que são apenas criações daquilo que penso...
A solidão às vezes é a companhia que precisamos, porque não precisamos dizer nada, ela entende como ninguém nossos ruídos internos e externos também.
A vida da gente é como uma gangorra, e tem momentos que a gente não consegue manter o equilíbrio, por mais que tentamos estabilizar o balanço o baque no chão desestrutura todo nosso eu interno e externo.
Gosto de borboletas, porque elas vivem em constante metamorfose e nesse conflito interno assim como eu, elas saem do casulo e são livres.
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