Veio e Passou como um Cometa

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Ela chegou.
Veio a passos lentos, infiltrou-se como alguém que não quisesse nada, tão calma, serena, doce e apaixonante. Apertou minhas mãos, depois meu coração, depois a alma e quando vi apertou-me completamente em seus braços. Ela é confiante, independente, corajosa, ela arriscou outra vez e arriscou por mim. Arriscou ter seu coração dilacerado, sua alma picotada, seus pensamentos destruídos, seus sonhos atormentados, ela arriscou viver o amor. Ela arrisca uma muda de roupa, uma maquiagem, um caminho novo para o trabalho, um sorriso para o desconhecido, ela arrisca, toda manhã, toda tarde, todo entardecer, pois ela entendeu que viver é para frente, seguindo enfrente, sem medo, com ousadia. Ela é ousada a ser ela mesma, acreditar no que o coração diz, no que ela quer ser, ela ousa desafiar qualquer um e duela lindamente sob o salto 15. Ela é uma mulher incrível, daquelas inesquecíveis. Entendo minhas responsabilidades, tê-la tão perto faz-me brilhar mais forte, não por brilharmos diferentes, mas por brilharmos juntos, olhando mais longe, pois olhamos juntos, sonhamos mais alto, por que sonhamos iguais. Ela enriqueceu o que em mim era pobre, engrandeceu o que era misero, envolveu o que estava esquecido. Hoje retribuo sua chegada sendo àquele que ninguém foi capaz de sê-lo, por que alguém que arrisca assim merece no mínimo alguém que se arrisque também.

⁠Veio sutilmente, como uma leve brisa que beija suavemente a pele e traz a calmaria para o calor dos dias.
Veio sem programação, repentino, se instalando em meu peito, desfazendo todo o meu receio e incerteza de ser Feliz.
Porque a felicidade era parte de mim, descobri a pequenez de ser, de deixar e então viver.
Veio e então ficou em meu coração, coração mortal que carrega o imortal amor por você!

⁠Começou como uma leve tristeza (2011), depois veio as crises de pânico (2016), em seguida a ansiedade e finalmente a depressão(2017). Depressão *riso irônico* sempre que digo essa palavra me imagino em queda livre e não tem nada lá em baixo pra evitar o impacto, eu tento abrir meu paraquedas, mas percebo que não tenho um e eu queria gritar por socorro, mas eu sinto que não seria compreendido, então continuo indo em direção ao fim.

Lembra-se do futuro? Aqui ele esta mais uma vez. Ele veio nos presentear como prometeu no passado. Trouxe-nos “o fim”, e o presente já foi revelado.

Tem gente na terra querendo o lugar de Deus... Nem Jesus que veio como homem teve usurpação por ser Deus quando era o Filho do próprio Deus.

Jesus se fez servo, veio como homem de carne e osso, Ele veio como ovelha, para se dar em sacrifício pelos nossos pecados.

Levantei, como de costume.
Tudo estava no lugar.
A chuva veio antes da alba,
eu não tinha medo de me molhar.


Nem azul, nem cinzento era o sentimento.
Cada gota tinha três olhares.
A cada três olhares, estava eu.
Entre memórias, sons e cheiros, deixei o lugar.


O que há de ser de nós?
Penso eu…
O que há de ser de mim?


Segurei cada gota com a ponta dos meus dedos;
em cada uma delas havia uma lembrança.


Encontrei-me no silêncio,
sussurrando o meu próprio nome.


A chuva eram memórias,
minhas saudades eram a chuva.
Abracei-me com força,
finalmente, o choro parou.


Guardei as presas minha coleção.
Oh, minha querida!


seu nome é amor.

Uma borboleta entrou na minha casa
como quem não pede licença,
mas traz recado.
Veio leve…
pousou no silêncio da sala
e, sem dizer palavra,
falou direto com a minha alma.
Talvez não fosse só asa e cor.
Talvez fosse transformação
batendo à minha porta,
me lembrando que o casulo
não é prisão —
é preparo.
No espiritual, ela sussurra:
“Ciclos se encerram.”
No emocional, ela abraça:
“Você sobreviveu.”
Veio dizer que o peso não é eterno,
que a dor não é morada,
que o inverno não impede
a primavera de acontecer.
Entrou como sinal,
como visita invisível de esperança,
como quem diz:
— Você já não é quem era.
E isso é milagre.
A borboleta foi embora.
Mas deixou em mim
asas que eu ainda estou aprendendo a abrir. 🦋

Ele veio sem ruído,
belo como o silêncio que antecede a resposta.
Chamava-se Azzael,
e em seus olhos não havia fim,
apenas passagem. O seu rosto era igual ao meu.

Mostrou-me portas,
não eram de madeira,
eram feitas de tempo.
Algumas eu atravessei,
outras respeitei com distância,
porque nem toda lembrança pede retorno.

Nas portas que abri,
vi rostos que amei
e vozes que ainda moram em mim.
Vi os que partiram
não como ausência,
mas como presença amadurecida em saudade.
Cada entrada era um espelho:
não do que perdi,
mas do que me tornei.

E entendi, enfim,
que a morte ali não encerrava nada,
apenas organizava a eternidade do afeto. Ele partiu e eu perguntei se ele iria voltar, olhou para trás e sorriu igual ao meu sorriso e me disse que talvez, mas naquele momento por ele parecer comigo, senti que iria voltar.

Quando acordei,
as portas não estavam mais diante de mim,
mas continuavam dentro.

Título: Como Veio ao Mundo


Quero te ver despida,
como vieste ao mundo,
com a beleza que o céu desenhou
e a delicadeza que só o amor contempla.


Beijar teu corpo nu,
como quem percorre um jardim em silêncio,
guardando cada instante
como um segredo precioso.


Subirei até a tua boca,
onde mora o sorriso que ilumina meus dias.
E, em um beijo sem pressa,
deixarei meu coração dizer
tudo aquilo que as palavras não conseguem explicar.

pensando em como nossas trajetórias se cruzaram. Você, com esse seu jeito de quem veio do interior, trazendo um mundo inteiro de sonhos dentro de si; e eu, criado no asfalto, acostumado com o barulho e a pressa da cidade. Parecia que estávamos apenas ocupando nossos lugares naquele trem da meia-noite, sem saber exatamente para onde ele nos levaria, mas sabendo que precisávamos ir.
O mundo aqui fora pode ser solitário e, muitas vezes, esfumaçado como aquela sala onde a gente se viu pela primeira vez. Entre o cheiro de vinho e as luzes baixas, bastou um sorriso seu para que a noite fizesse sentido. Foi ali que percebi que a vida é feita desses encontros: estranhos que se procuram na penumbra, tentando achar alguma emoção real escondida na rotina.
Eu sei que não tem sido fácil. A gente trabalha duro, joga os dados e torce para que a sorte esteja do nosso lado só mais uma vez. Vi muita gente vencer e outros perderem pelo caminho, mas o nosso filme ainda não acabou. Ele continua rodando, cena após cena, sempre e sempre. Segure-se com força nessa sensação que nos uniu. Mesmo quando as luzes da rua forem as únicas companhias e a noite parecer vasta demais, lembre-se de que estamos juntos nesse trilho. O destino final pode ser um mistério, mas enquanto houver essa música entre nós, eu não vou soltar a sua mão.

A gratidão veio como consequência, não é consolo, é testemunho do esforço, sinto-a como alimento.

O desapego me veio aos poucos, como quem descasca fruta. No começo dói, depois suaviza o gosto amargo. Libertar é reconhecer que não trazemos nada do mundo. Só algumas estrias e memórias para contar. E isso basta para sermos ricos de experiência.

Minha epifania não veio como luz.
Veio como uma porta que se abriu apenas para revelar outra fechada atrás dela.
Por alguns instantes, acreditei que a vida finalmente havia decidido me surpreender com gentileza. A notícia chegou como quem devolve o ar aos pulmões de alguém que estava se afogando. Sorri. Acreditei. Permiti-me imaginar possibilidades que eu havia enterrado há muito tempo.
Mas algumas esperanças são frágeis demais para sobreviver à verdade.
Então veio a segunda notícia.
E com ela, a compreensão cruel de que aquilo que parecia uma bênção era apenas um erro. Um equívoco. Uma felicidade enviada ao destinatário errado.
Minha epifania foi perceber que, às vezes, a pior notícia não é aquela que chega trazendo dor. É aquela que primeiro chega trazendo esperança.
Porque a dor machuca.
Mas a esperança, quando é arrancada das mãos, leva junto pedaços de nós que nem sabíamos que ainda estavam vivos.


- Tiago Scheimann

Aquilo doeu mais que qualquer cobrança teria doído. Porque não veio como pressão. Veio como carinho puro.

O amor chegou como fogo,
iluminando cada canto da alma.
A dor veio logo atrás,
lembrando que até a luz projeta sombra.
K.B

Se há uma palavra que exemplifica bem como podemos exercer o pilar dos mandamentos Daquele que veio como o Filho de Deus, essa palavra é fraternidade. Antes Dele era a essência em ser irmão, mas depois, o real exercício do "Amar ao próximo como à ti mesmo". Que este Natal nos transborde do espírito que leva consigo a arte deste amor.

Quando a Dor Pede Passagem


Uma história foi contada, e a pergunta veio ligeira,
como se já estivesse pronta para atacar.


Da boca de alguém que carregava a igreja no peito
e falava de Deus de boca cheia.


Perguntou-me, sem receio:


— E por que não com você?


— E... por que não comigo?


Foi tão inesperado que fiquei sem palavras.


Porque a resposta era simples e óbvia:


Nada daquilo deveria acontecer com ninguém.


Nem todas as minhas dores são minhas,
mas são pesadas demais para serem ignoradas.


Antes, eu achava que apenas fingia sentir a dor do outro,
como se fosse algo encenado dentro de mim,
algo que, aos poucos, mesmo no silêncio, ganhava forma.


Hoje, sei que não.


Não preciso encenar, porque essas dores realmente se tornam minhas.


Mesmo sem entender como, elas me alcançam.


Ultrapassam a realidade, ultrapassam a física...
e eu as sinto.


E, depois disso, torna-se impossível não fazer nada.
Impossível fingir ausência.


Porque a dor permanece aqui dentro, crescendo,
grande e intensa demais para que eu me faça invisível.


Então, eu vou.


Sem pensar muito, eu me entrego.


Coloco-me no lugar do outro.


Vou para a frente, para defender,
para que a justiça seja feita.


Existem situações que ninguém deveria viver.


E algumas pessoas passam pela vida apenas olhando.


Eu não consigo.


Quando a dor me encontra,
ela me pede passagem.


E, de alguma forma,
acaba me levando junto.


Edineurai SaMarSi

Lembre-se de onde veio e como era, então, veja para onde vai e como ficará...assumo meu presente, nada acaba quando acaba. O tempo não castiga os sonhadores, os presenteia com novidades. Não vou recomeçar de onde parei, porque onde parei não é definitvo. A certeza de que tentei e fiz o melhor, sei da minha capacidade de fazer qualquer coisa, sabendo dela ou não. Sei da minha capacidade de amar, sabendo dela ou não. Enfim, quando acabar, vou começar a enxergar por trás desta neblina que hoje me cega.

Leonardo.

Inserida por LeonardoX2012

A felicidade acordou ao lado, e eu juro que não lembro como ela veio parar aqui.

Inserida por filizzolinha