Veio e Passou como um Cometa

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Não veja a dor como punição e sim como preparação, pois a semente para crescer precisa ser partida, a luz para iluminar precisa ser quebrada, a ave para voar precisa das quedas, o bebê para viver precisa romper.

Prefira ser o ponto final na vida de quem te tem como uma interrogação.

Se você não me disser a verdade, não tem como eu ajudar a minha metade. Se tem outro em meu lugar ou se você quer colocar, te deixo livre para viver. Não prometo te esperar, o coração vai cicatrizar e uma hora sei que vou te esquecer. Se era medo de me machucar, já tem meu perdão. Tá esperando o que?

Ninguém mais sabe como
E para onde foi Lorent Saleh,
Ninguém mais ouviu sequer
Falar em devido processo legal,
Ninguém mais sabe de nada
E nem dos direitos do General.

Ninguém sequer mais sonha,
Ninguém sequer está dormindo,
Ninguém sequer mais se fala,
Ninguém está sequer cantando,
Ninguém está se alimentando,
Ninguém está mais sorrindo.

Ninguém sabe que a vergonha
Tem mais de um endereço certo,
E que vai além do Helicóide;
Envio esse poema como o céu
Envia para a Terra um OVNI
Para quem os maltrata à toa.

Ninguém resolve mais nada,
Ninguém mais sabe da tropa,
Ninguém possui mais fé,
Ninguém procura mais a saída,
Ninguém está contente com tudo,
Ninguém imagina uma alternativa.

De ninguém para ninguém
É assim que também me sinto,
Porque ninguém está me ouvindo;
Que ninguém se sinta ofendido,
Pois é assim que um povo se sente
Quando não tem mais governo,
E nenhum apoio: NINGUÉM.

Não nos

conhecemos,

E como

conhecidos

fôssemos,

Tu me trazes

para ti abrindo

espaços,

Com esse

jeito atrevido

Forte como

um raio,

Intenso como

um oceano

E com uma

pele igual

ao sol

acendendo

o amanhecer

caribenho.



Sem dar

chance de

pensar nas

consequências,

E de surpresa

me levou

para um

rumo impensável

ao paraíso

e impenetrável.



O teu carisma

apaixonante

me fez absoluta

e rendida,

Ao permitir

escrever em ti

um ousado

poema sobre

o teu corpo

que é um em si,

Reconheço-me

mágica e divina,

e celebrante

do incontável,

Assim me vejo

nas mãos

do imensurável

sob o jugo sedutor

deste teu calor.

Entre as passagens,

repletos de esperas,

os olhares se moveram

como bailam os planetas,

eles se reencontraram

para acertar os ponteiros,

os aromas dos entremeios

entre perfumes e a plateia,

como fôssemos cometas,

para fugir da alcateia,

e abrir novos caminhos.



Navegar nos teus olhos

me fez outra pessoa,

das esferas dos anseios

tu me viste e veio

com poéticos enleios.



Atração irreversível

dos corações a aurora,

paixão irrepreensível.



Meu espírito a gosto,

nas mãos de novembro

bem naquele momento

que o mundo parou,

a tua pele me arrepiou.



Encanto irremediável

das histórias o poente,

paixão incontrolável.



Por nós tu interveio,

porque sabes de mim

e do tímido silêncio.



Ainda não tivemos,

nem a glória do tempo,

entrecruzadas passagens:

dádivas do bom amor,

você me disse e repetiu:

- Você tem valor!

Só o tempo irá dizer

se sou eu o teu amor.

Não use a pandemia como desculpa para ser mau, você já era mau antes da pandemia.

⁠Buscando pelo amor que virá
ao caminhar nesta travessia
como fogo, paixão e ventania,
abro caminhos e traço rotas,
porque não sei quem o amor
de fato primeiro encontrará.

Renascendo com as auroras,
meus discretos motins estão
se espalhando como sementes,
e como versos nômades não
descansaram com os poentes,
eles já estão por todo o lugar.

Aceitando os sinais do destino,
certa como a Lua romântica
em noite de céu estrelado,
me encontro como música
inabalável no coração do povo
que jamais hão de me apagar.

Devolvendo o amanhecer
no teu insigne e gentil peito
estão todos os meus sinais,
e todas as minhas estações
porque o amor sem nunca
ter te visto arou as emoções.

⁠Eu espero por você
como o cair da noite
segue ansioso
pela companhia das estrelas.

⁠Você se comportou como Júpiter
pegando a Lua pela mão
trazendo-me de volta para o Divino,
O amor quando é verdadeiro
não é feio e nem bonito;
ele está acima do Bem e do Mal,
e se entrega sempre ao infinito.

Você acha que o amor se
preocupa com o quê é físico,
O amor luta é para estar perto
e se nutre de tudo o quê é eterno,...

Quem tem amor só se ocupa do que
engrandece o espírito,
e prevê simplesmente o infinito;

Quando nos conhecemos o amor
por nós foi adotado como idioma,
Dizer nenhuma palavra nunca é
preciso para o amor ser compreendido;

Disseste que não te entendo
em fuga do teu indomável sentimento,
Você sabe que te mantenho
abrigado em meu místico silêncio,
embora não reconheça que sei
de ti melhor do que você mesmo.

⁠Tocam no Universo
como uma partitura
as asas do Condor,
não consigo da Lua
e nem das estrelas
que quero só meu
o teu infinito amor.

Inti me presenteou
constelações incas
que lembram no céu
a beleza do teu olhar
e a nobreza do amor
que estou a cativar
neste mundo a girar,
e que insistem parar.

Fortes são as minhas
cordilheiras que criei
para ninguém tentar
tocar em tudo aquilo
que é de inspiração
e na eterna canção
que irá nos embalar.

O amanhecer será
nosso e indomável,
a última ópera fiz
questão de escutar,
e toda hora vivo por
dentro a me preparar
para quando o amor
vier a nos encontrar.

⁠Como uma
canção que
caiu na boca
da população.

Não vejo o
porquê manter
em detenção
a tropa só
porque discorda.

Ela não é
ameaça para
a Nação,
insisto pela
libertação.

Por ela venho
há tempos
e de longe
pedindo,
e pelo nobre
e bom General.

⁠Estratégias para não odiar quem é diferente de você: apenas dê graças a Deus que você não é como ela, procure ter o mínimo contato se for necessário ou não ter contato nenhum.

A sexta-feira para muita
gente tem a sua magia
e sempre traz a sua poesia,
para perceber como
ela chega é só buscar
ter tranquilidade,
paz na cabeça e serenar
para enxergar o quê
faz bem para a alma,
e também ao coração
para nenhuma escolha
trazer nenhuma decepção. ⁠

⁠Perdoar não significa voltar a ser como antes e tampouco significa esquecimento. Perdoar significa não mais carregar um peso que não pertence a você e sim deixar ele para o ofensor.

⁠O luxo do teu amor
sei que me pertence,
Como nunca deixe
de pertencer-te,
Você me puxou
pela mão e me deu
uma fita de cetim
para dançar contigo
a Dança do Tipiti,
Deste dia bonito
jamais me esqueci.

⁠FALTA COMPAIXÃO

PARA VOCÊ QUE RESIDE NO OCIDENTAL, FOI CRIADO COMO OCIDENTAL E POSSUI UMA VISÃO A RESPEITO DOS PALESTINOS E DA RESISTÊNCIA PALESTINA

O mal do século não é a depressão, é a total falta de compaixão pelo próximo.
O mal do século não é a depressão. A depressão é a consequência, não a raiz; ela é o fruto da total falta de compaixão pelo próximo. Seja o próximo um amigo, animal, desconhecido, um familiar. Cada dia mais sentimos a falta de emoção, a dificuldade em se emocionar, de enxergar o outro. Percebemos isso até mesmo nas crianças. As pessoas não se emocionam mais tão facilmente. É mais fácil ignorar. Não sobra tempo. E a compaixão vem dos sentimentos. É a forma mais expressiva do amor.
Compaixão não é razão, é emoção, são tripas e vísceras que se contorcem por dentro.
A compaixão vem do coração, do bem-querer. Não existe na compaixão uma rua de mão dupla. É doação.
Sentir compaixão não é sentir pena. Sentir compaixão não é ser politicamente correto. Sentir compaixão não é a gorjeta do garçom ou a esmola do mendigo. Sentir compaixão não é a caridade do dia. Mais do que se solidarizar com o próximo, a compaixão transforma você, te faz uma pessoa mais humana, menos egoísta, desprendida de materialismo, de soberba, te afasta da ostentação fútil, e o principal, enche de VIDA, de paz e esperança os dias de alguém.
A compaixão tem poder. E o maior poder que ela tem é o de salvar vidas….

⁠Deus é maior / Allah'u'akbar

Como já passaram 100 dias de genocídio em curso e o número de vítimas nomeadas ultrapassa as 25.000 (sem contar as que ainda estão enterradas sob os escombros), a escala do sofrimento humano há muito que atingiu dimensões insuportáveis. Mais de dez mil crianças foram mortas e continuam a ser mortas a uma taxa de cerca de 100 por dia; mais de 1.000 crianças sofreram amputações, muitas sem anestesia. 50.000 mulheres grávidas lutam para sobreviver e dar à luz, por vezes por cesariana, sem leite, comida ou água suficientes e muito menos condições sanitárias. Uma população inteira está a passar fome, 90% deles estão sem abrigo, a poucos quilómetros de um comboio cheio de camiões cheios de mantimentos que não são autorizados a entrar para fornecer comida e água. Bairros inteiros são arrasados. O bombardeamento contínuo excedeu em três meses toda a tonelagem de bombas usadas pelos EUA no Iraque durante seis anos. Entretanto, o povo de Gaza não tem defesas aéreas, abrigos antiaéreos ou fuga. Para as pessoas de fé, esta realidade agonizante obriga-nos a enfrentar sérios desafios teológicos. A expressão “Allahu Akbar” não deve ser traduzida como “Deus é Grande”, mas mais precisamente, “Deus é Maior que. . . ” Na verdade, Deus é maior do que o poder impressionante do exército israelita, o seu enorme armamento destrutivo e toda a força dos Estados Unidos e dos países ocidentais mobilizados contra o infeliz povo de Gaza. Deus é maior, de facto, que Tel Aviv e Washington, que a Sexta Frota e os seus porta-aviões, que a tecnologia de destruição de Israel, ou o seu muro de alta tecnologia e equipamento de vigilância. Deus é maior do que o silêncio e a cumplicidade das instituições internacionais face a massacres bem documentados e é maior do que o fracasso da liderança palestina ou dos seus supostos aliados árabes. A fé profunda e genuína na soberania última de Deus sobre os assuntos deste mundo envergonha todos nós, monoteístas, que acreditamos nas mesmas coisas, mas parecemos esquecer quando ocorrem catástrofes e perdas genuínas.

Eu fico olhando as árvores.

Elas perdem as folhas como quem perde dinheiro no bolso furado — sem drama, sem explicação. O vento leva, o chão recebe, e mesmo assim elas continuam de pé. Não imploram. Não negociam. Não fazem discurso sobre “resiliência” em rede social.

Elas sabem.

Sabem que não é perda. É troca.

A gente é que esquece disso e chama tudo de fim.

O homem se agarra no que já morreu dentro dele. Relacionamentos, ideias, versões antigas do próprio nome. Segura com força, como se a mão fechada pudesse impedir o mundo de girar.

Mas a árvore não.

Ela deixa ir.

E talvez seja isso a coisa mais próxima de liberdade que existe: não confundir queda com morte. Não confundir mudança com derrota.

As folhas caem e ninguém pede desculpa.

O tronco continua.

E de algum jeito que ninguém explica direito, isso ainda é vida.

O Reflexo Também Tem Uma Arma


A vidraça estava ali como todas as vidraças do mundo: limpa o bastante para fingir que era transparente e suja o bastante para esconder alguma coisa.
Parei diante dela.
Não porque quisesse me olhar.
Ninguém para diante de uma vidraça para se olhar. Isso é coisa de gente satisfeita, vendedor de roupa, sujeito que acabou de ganhar um emprego ou alguém que ainda acredita que o rosto tem alguma coisa a dizer.
Eu só estava passando.
Foi o reflexo que me fez parar.
Primeiro apareceu a minha silhueta.
Depois o rosto.
Depois alguma coisa que não combinava comigo.
A iluminação era ruim, o vidro tinha marcas, riscos, manchas e aquela sujeira fina que a cidade deposita sobre tudo como se cobrasse aluguel. Meu reflexo estava quebrado em vários pedaços.
O rosto num lugar.
O ombro em outro.
Um olho ligeiramente acima do outro.
A boca cortada por uma rachadura.
Parecia uma fotografia de família depois de uma discussão.
Fiquei olhando.
O reflexo também.
Aquilo começou a me irritar.
Não havia nada de especial em uma imagem quebrada. A cidade estava cheia delas. Pessoas quebradas também. Algumas usavam terno. Outras tinham diploma. Algumas tinham filhos. Outras tinham planos para o fim de semana.
A diferença é que as pessoas conseguem esconder melhor as rachaduras.
A vidraça não.
Ela não tinha autoestima.
Era uma vantagem.
Cheguei mais perto.
Foi então que percebi.
O reflexo não estava exatamente repetindo meus movimentos.
Minha cabeça inclinou um pouco.
A imagem demorou.
Um segundo.
Talvez menos.
O suficiente.
Pisquei.
Ele não.
Aquilo seria engraçado se não fosse tão desagradável.
Dei um passo para trás.
O reflexo continuou perto.
Foi aí que tive a impressão de que ele estava apontando alguma coisa para mim.
Não uma arma de verdade.
Seria mais simples se fosse.
Uma arma resolve a discussão.
O reflexo parecia apontar a própria verdade.
E isso é muito pior.
Fiquei olhando para aquele rosto dividido em pedaços.
Um rosto que eu conhecia.
Ou achava que conhecia.
Havia coisas ali que eu não lembrava de ter colocado.
Cansaço.
Rancor.
Pequenas derrotas cuidadosamente arquivadas.
Algumas pessoas que eu dizia ter esquecido.
Algumas decisões que eu chamava de necessidade porque covardia é uma palavra feia demais para certas ocasiões.
E havia também aquele velho sujeito que passava a vida dizendo que estava tudo bem.
O mentiroso profissional.
Eu.
O reflexo parecia saber.
Isso me incomodou.
A gente passa anos aperfeiçoando versões aceitáveis de si mesmo.
Aprende quando sorrir.
Quando apertar a mão.
Quando dizer “vamos ver”.
Quando dizer “não foi nada”.
Quando dizer “eu já superei”.
É um treinamento longo.
Quase uma carreira.
E então uma vidraça qualquer vem e estraga tudo.
Não há salário que pague isso.
Tentei olhar para o outro lado.
Uma rua.
Um carro.
Uma mulher atravessando.
Um cachorro urinando num poste.
A vida continuava oferecendo suas pequenas distrações.
O mundo é muito eficiente nisso.
Quando você começa a pensar demais, ele manda um cachorro mijar num poste.
Olhei para o cachorro.
Funcionou por três segundos.
Depois meu canto de olho voltou para a vidraça.
O reflexo continuava lá.
Esperando.
Não parecia zangado.
Isso seria fácil.
Parecia apenas decepcionado.
E não há nada mais ofensivo do que a decepção de alguém que não precisa dizer nada.
Fiquei imaginando quantas vezes eu havia passado diante daquela mesma superfície sem perceber.
Talvez todas as pessoas façam isso.
Talvez a cidade inteira seja construída de vidraças.
Portas de vidro.
Janelas.
Espelhos.
Telas de celulares.
Vitrines.
Carros estacionados.
Tudo refletindo alguma coisa.
Tudo devolvendo nossa cara em prestações.
E talvez seja por isso que ninguém olhe direito.
É mais confortável enxergar o preço de uma televisão na vitrine do que enxergar a própria expressão sobre ela.
Mais fácil admirar um carro do que perguntar quem está dirigindo.
Mais fácil procurar alguém bonito do outro lado do vidro do que descobrir quem está deste lado.
Afastei-me.
Desta vez o reflexo acompanhou.
Normal.
Finalmente.
Talvez eu tivesse imaginado tudo.
É uma explicação bastante útil.
A imaginação é o advogado de defesa dos culpados.
Fui embora.
Andei alguns metros.
Então olhei novamente.
Só pelo canto dos olhos.
Ele ainda estava lá.
Pequeno agora.
Fragmentado.
Quase irreconhecível.
Mas ainda apontando aquela coisa para mim.
A verdade.
Continuei andando.
Não olhei para trás.
Pelo menos não diretamente.
Porque algumas verdades não precisam que você as encare.
Elas sabem esperar.
E, quando você pensa que escapou, aparecem refletidas no vidro de um carro, numa janela escura, na tela apagada do telefone.
E ficam ali.
Sem disparar.
Sem gritar.
Sem pedir explicações.
Só apontando.
Até você descobrir que o sujeito do outro lado da vidraça não estava tentando matar você.
Estava apenas tentando impedir que você continuasse mentindo.