Veio e Passou como um Cometa

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Uma vibração sutil percorreu seu corpo, como se o universo a reconhecesse. Era uma conexão antiga, profunda, que nenhum ser humano havia experimentado em eras.

Condenam minhas ações, meu sagrado, meu eu, como se suas crenças dependessem de mim.

Não há como esquecer!
Não há como apagar!
Não há como parar de sangrar!
Não há como esquecer!
Não há como apagar!
Você matou o meu amor!

Será que você sabe como é perder seu chão? Sentir como se lâminas te rasgassem, e não ter ninguém para ajudar? Cicatrizes, mesmo se aparentemente fechadas, são só feridas prestes a abrir.
Não vale a pena passar pela dor. Não purifica, nem fortalece. Só quebra sua alma, e em algum momento, vai perdê-la. Voa para longe, e rasga o que resta. Como um anjo que caiu, perdeu suas asas, e quebrou as pernas.
- Marcela Lobato

Queria você aqui.
Droga, como queria você aqui!
As vezes, tudo o que queria era poder sentir
As vezes, trago seu fantasma pra perto de mim
As vezes, te imagino com tanta vontade
Que é como se estivesse aqui
Mas não posso te abraçar
Não posso tocar
E tudo o que conversamos
Fica apenas na minha mente
Te projeto, mas não quero a sua projeção.
Eu quero você!
Com tudo o que amo e odeio em ti.
Nem que seja pela última vez
Vem e deita ao meu lado.
Merda, como queria você aqui!
Ainda preciso de ti.
- Marcela Lobato

E você sumiu mais uma vez, antes que pudesse tocar. Senti como se estivesse aqui. Meu peito acelerou, como naquelas noites, onde nossas peles se tocavam, e o coração chegava perto de explodir. Onde, apesar de tudo, sentia que alguém estava aqui. Onde, mesmo na dor, eu era capaz de vencer. Onde não tinha certeza de estar completamente sozinha nessa prisão que chamamos de vida. Onde, por pior que tudo estivesse, sabia que te veria em algum momento, o que tornava o mundo menos insuportável.
- Marcela Lobato

A vida é agora, e quero vivê-la como se não houvesse amanhã. Se estou aqui, que realize cada sonho, até que parta desse mundo quando não mais puder sonhar. O importante não é o tempo, mas sim a qualidade. Antes dois anos vivendo tudo, cada um dos meus sonhos, do que cem desperdiçados em uma vida de plástico.
Quero estar com quem amo, cantar enquanto os meus pulmões tiverem ar. Escrever versos bonitos, do melancólico ao mais triste, do apaixonado ao mais animado, e viver em cada sílaba. Quero sentir o ar, o sol e a chuva. Quero saber que vivi por inteira, não pela metade. Que a vida seja viva, e eu mais do que um mero robô de plástico. Que eu seja apenas o que quero, eu mesma.

A biologia afirma que a Erika Hilton, assim como todas as mulheres trans e travestis, SÃO mulheres. Na gestação, a formação genital se faz na décima semana, e a da área do cérebro responsável pela identidade de gênero, apenas a partir da vigésima. Cérebros de homens são diferentes dos das mulheres, e em estudos foi comprovado que o núcleo do leito da estria terminal, área do cérebro que indica a identidade, é igual nas mulheres cis e trans, assim como a contagem de neurônios e todo o funcionamento biológico. O cérebro de uma pessoa trans é equivalente ao da sua identidade de gênero, ou seja, com o gênero no qual se vê, e não a formação cromossômica/genital.
A transfóbia é, além de criminosa, ignorante!
- Marcela Lobato

Memórias ferem
como seus ditos
de uma vez que
fizeram-me crer
que existia amor
entre eu e você

TE AMAR


Te amar é como ouvir uma canção:
faz acelerar meu coração.


Te amar é como coçar a ponta do nariz: um carinho pequeno que me faz feliz.


Te amar é simples, tão natural,
é como uma estrela: surreal.


Te amar é legal,
mas em alguns países pode ser ilegal.


Mas se for crime, eu serei um criminoso, fugitivo do teu amor perigoso.


Se eu for para a prisão,
que seja a do seu coração.

Mais uma vez
Você se foi...
Deixando- me sozinha na noite,
Como se fosse para sempre...
Posso sentir suas lágrimas
Pela noite afora
Mas as enxugue! Estou aqui!
Basta me seguir na noite
Que a iluminarei
Venha, siga-me!
Só mais uma vez...
E será para sempre
Somente você pode
Acender os fogos de artíficios
Que clareiam, explodem e espocam
No ar, na noite
Sua luz irradia
Pelos meus poros
E me resplandeço
Sigo, te buscando
Somente o teu rosto
Ilumina a escuridão
E a luz, esvai pelos meus dedos
Pelos meus olhos
Clareando o amanhã
Com a luz da esperança
Volte! Só mais uma vez...

CARTA I: A Condenação


Eis que a multidão estava tão agitada como as ondas do mar, e exclamavam — homens e mulheres, jovens e idosos — com tom azedo:


— Heeee! Heeee! Matem-no! Matem-no!
— Deem-no de comida aos cães!
— Rebelde! Rebelde! Rebelde! Rebelde!


Então condenaram-me por agir indiferente à multidão. Apedrejavam-me antes mesmo que eu lhes revelasse os seus pecados. Queriam silenciar-me antes que o karma e a justiça testemunhassem por mim.


Houve alguns que se ofereciam como escravos às mãos que tiranizavam a nação; outros reduziam-se a servos daqueles que dissipavam os poucos fragmentos de dignidade ainda existentes entre nós. Por recusar servi-los e por negar-me a participar das suas práticas imundas, sentiram-se confrontados pela minha posição.


Antes que me lançassem à masmorra, arrastaram-me com cordas diante de nomes pomposos. E, no cemitério da minha esperança, apenas tumbas se formavam.
As crianças riam; os velhos zombavam de mim. E os meus próximos… esqueceram que eu existia. Diante deles fui visto como vento: invisível, intangível. Aliás, o vento ainda é perceptível; infelizmente, para mim, ninguém me percebia. A minha presença, para eles, reduzia-se a números, diminuindo pouco a pouco, até que não restasse unidade alguma.


Fui abandonado e entregue pelos meus próprios amigos, vizinhos e parentes, que também vociferavam pela minha sentença ao lado da multidão:


— Condenai-o! Condenai-o!
— Enforquem-no! Enforquem-no!
— Joguem-no ao calabouço! Joguem-no ao calabouço!


Uns até debochavam, dizendo:


— Não és tu o herói? Então por que não ages contra nós? Onde está a tua coragem?


E soltavam gargalhadas em tom agudo:


Hahahahaha! Hahahahaha! Hahahahaha!


Outros cuspiam-me no rosto, enquanto os opressores falavam:


— Não sabes tu que não deves ir contra as leis da sociedade?


Então respondi-lhes:


— De que servem as leis se não visam proteger os fracos dos poderosos? De qualquer maneira, este julgamento não busca a verdade; apenas ratifica a culpa de quem é vítima.


Eles insistiram:


— Todos estamos subordinados às normas da sociedade. O que te dá o direito de desobedecê-las?


E eu respondi:


— Seja qual for a resposta — satisfatória ou não — o resultado será o mesmo: condenação. A lei está ao vosso serviço, não vós ao serviço dela.


Novamente perguntaram:


— Quem pode estar acima das normas? Por acaso não são elas que nos orientam?


Então respondi-lhes:


— As normas não podem estar acima da vida. Somos nós que as criamos; nunca elas que nos criam. Somos nós que as instituímos para que nos orientem.


Furiosos com a minha resposta, disseram:


— Desgraçado! Como te atreves a desrespeitar-nos? Já que não queres submeter-te, far-te-emos arrepender deste dia.


A multidão, cega e incauta de esclarecimento, apoiava veementemente os opressores. Não conseguiam distinguir o certo do errado; o puro do impuro; o joio do trigo; a tartaruga do cágado; o leopardo do guepardo.


E eu olhava para eles como um bando de jumentos sem direção. Então perguntei-lhes:


— Se a lei não condenasse os mais vulneráveis,
vós temeríeis as tropas que vos deviam proteger?
Não ousaríeis confrontar o que vos oprime?
Não teríeis o direito de exigir que vos tratassem com justiça?
Não protestaríeis contra aqueles que vos governam?


Os lordes, temendo que tais perguntas despertassem o povo e que, conscientes da verdade, pudessem rebelar-se, imediatamente ordenaram que me conduzissem à prisão de Kakanda, para que, dentro de dois dias, se realizasse o meu julgamento.


Durante esse intervalo, não comi nem bebi.
Dois dias depois daquela agitação diante dos lordes, organizaram um banquete para celebrar o meu julgamento e rir-se do meu atrevimento. Estavam presentes homens de todas as classes — nobres e plebeus — reunidos para assistir ao meu juízo.


"E, enquanto brindavam à minha sentença, eu era conduzido às trevas do calabouço."


In Cartas de Um Condenado. ✍️

⁠Não existi falta do que nunca existiu,
assim como nunca haverá morte do que nem nasceu.

Se algo incomoda em nossas vidas como tédio e descontentamento, não é fazendo nada que algo irá melhorar, pelo contrário, é levantando e fazendo o que nunca fizemos antes que vamos conquistas aquilo que nunca tivemos.

"Eu cunhei numa pedra o que meu espírito inflamava,
Como fingir que a verdade rabisca


A noite veio, em meu peito , mentindo ser meio dia,
Para que o fogo em cinza renuncie.


Renuncie o passo de quem se pôs longe, mesmo antes estando tão perto
Quando a fonte seca, o ídolo quebra


Então fiz do meu cuidado o silêncio de um monge,
Então minha alma no escuro celebrou


Celebrou o ciclo que a luz justificou,
Um retorno sagrado que o tempo concede.


O que foi sombra, em primavera desabrocha,
Em Deus que escuta quem sem timidez lhe implora."


Frei Douglas Xavier . Abril de 2026.

Se você não cuida do que você tem, uma hora você acaba perdendo. Assim como os objetos precisam de cuidado as pessoas também precisam, preste atenção aos detalhes, pois em um relacionamento eles fazem a diferença.
O erro das pessoas é achar que porque tem nas mãos, não irão perder, e se esquecem que a prática é diferente da teoria. As vezes é preciso parar de olhar só pra você e começar a perceber o outro.

"Viva a vida e ame a quem te ama.Aproveite desses momentos como não houvesse o amanhã porque ninguém sabe do nosso distino.Só Deus"

Dói tanto quando me olham sem me enxergar. Seus olhos varrem minha alma como vento frio, deixando-a exposta, nua, sem eco. Um joelho ralado sangra rápido, cura com band-aid e tempo; mas um coração partido? Esse fere devagar, sangra em silêncio, eternamente. Cada olhar vazio é uma faca cega, rasgando o que resta de mim. Prefiro a dor física, palpável, à essa ausência cruel que me apaga. Por que ver o corpo e ignorar a essência que implora ser notada?

Ficar à espera de dias melhores sem investir no próprio desenvolvimento é como contar com água no meio do deserto do Saara; pode até acontecer um dia, mas não há garantia de que você estará vivo para ver isso.⁠

As palavras agora nascem leves, como uma brisa suave, e carregam uma alegria sincera, daquelas que transbordam de dentro pra fora. Nada disso é por acaso… cada linha tem um propósito, um caminho e uma razão muito especial.