Veio e Passou como um Cometa

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Carrego sangue judeu em
minhas veias e repudio O
ódio contra meu povo
assim como a violência na
Palestina. Que nossa
história nos ensine a
respeitar vidas, valorizar
nossas raízes e combater
toda forma de intolerância.
--Nereu Alves

A Voz na Rua Escura

As geladeiras estavam abertas, escancaradas como bocas sem controle.
Bebidas espalhadas, garrafas fora do lugar, o frio desperdiçado tentando conservar o que já não tinha ordem.
As pessoas passavam diante daquilo tudo como se fosse normal viver assim: portas abertas demais, excessos demais, consciência de menos.

A rua era escura, confusa, barulhenta.
Muita gente falando ao mesmo tempo, risos altos, copos cheios.
A cerveja circulava fácil — não por celebração, mas por esquecimento.
Todos pareciam um pouco fora de si, como se a lucidez tivesse sido deixada em casa, junto com as geladeiras abertas.

No meio da confusão, alguém começou a cantar.
Ou talvez eu.
O canto existia, mas não se impunha.
A música era engolida pelas vozes, pelos ruídos, pelo caos coletivo.
Cantar ali era inútil.

Segui andando e entrei numa loja.
Havia de tudo, coisas demais, sentidos de menos.
Até que, entre tanto excesso, algo chamou atenção: colchões.
Fileiras de descanso à venda.
Conforto exposto em silêncio, enquanto o mundo lá fora não sabia mais dormir.

Saí dali com a sensação de que ninguém descansa onde há barulho demais.

Foi então que me afastei.
Deixei a confusão para trás e fui até um lugar mais quieto, quase vazio.
Ali, sim, cantei.
A voz saiu limpa, inteira, bonita.
A cidade podia ouvir — se quisesse.

Mas nem todos querem ouvir o que é verdadeiro.

De uma janela, surgiu uma senhora.
Xingava, gesticulava, chamava aquilo de barulho, de falta de respeito, de pouca vergonha.
Não percebeu que era música.
Não reconheceu a beleza.
Há quem confunda harmonia com incômodo, e qualidade com afronta.

Continuei cantando.

Porque às vezes não é sobre agradar.
É sobre não se calar.
Mesmo que o mundo esteja bêbado,
as geladeiras abertas,
o descanso esquecido nas vitrines,
e a beleza incomode quem já desaprendeu a ouvir.

Nereu Alves

Como lidar com as pessoas?!
Aceite as pessoas como elas são...
Mas as coloque onde pertencem.
Você é o CEO da sua vida.
Contrate, Demita e as promova de acordo.

O amanhecer se aproxima, a tarde logo chega, o sol se põe e tudo volta como antes, então viva.

A cruz ergueu-se como sinal eterno de misericórdia. Nela, a santidade de Deus e o amor se encontraram. O homem que crê não permanece o mesmo, pois a graça que salva também santifica.

Seja do Senhor por inteiro e não pela metade, pois assim como não existe amor pela metade, não há Deus que não transborde o coração com Seu Amor Infinito e Sua Graça Eterna.

Amor, és canção que nunca cala,
és silêncio que sempre me fala,
teu nome ecoa em mim,
como chuva que não tem fim. - Frase da música Chove lá fora do dj gato amarelo

O perfume me envolve,
como abraço do teu olhar,
é uma declaração jogada no vento,
é promessa entre juras de amor. - Frase da música Cuide desse amor
do dj gato amarelo

Amar profundamente alguém
É trazer em nós o seu rosto
Como sorriso da alma.

- Você é gay?
- Não.
- Você é bi?
- Não.
- Você é hétero então.
- Não.
- Como assim? Você é o que então?
- Não... te interessa.

Teus olhos cinzentos,
como a tempestade,
me lembram
que, em meio ao caos,
eu não temo,
pois me acompanharás
em meio aos pesadelos.
Então me lembro
que, sem você,
aqui me vejo
jogada ao relento,
regada a sofrimento.
Então me diga que estarás ao meu lado
quando retornarem os ventos,
que passarei por onde nos corta,
pelos entremeios
que separam nós dois,
ao enfermo.

Só sendo

Corre o riacho
E te vejo molhando os pés, delicadamente.
Como foi ser tão minha, em tão curto espaço de tempo?
Como compreender tamanha ternura
Em tão curto acontecimento?
Amor.

Coisas de que não entendo:
só sendo.

Casamento?

Pensei em ti, como antídoto de solidão.
Me convida para dançar,
Eu pego tua mão e já não somos um – mas vários sonhos reunidos.
E flutuamos duma nota a outra de melodia, e nossos pés já não tocam mais o chão.
Sinto o perfume das madressilvas,
das rosas desabrochando vida –
pingando cores no borrado que vejo passar por mim quando rodopio em seus braços.

Meu buquê?
No meu abraço
Enlaço-te de uma ponta a outra.

Mordisca minha boca nesta cama tão imensa!
A festa já acabou,
A minha trança se desfez e o que anseio é uma noite carregada de suor e suspiro – sou sua de vez.

Sim, casamento.

⁠Me vejo pensando e sonhando conosco. Penso como se fosse algo viscoso, e esse algo é minha saudade, algo tão grudento quanto cola super-bonder, esse silver-tape que colocaram para segurar meu coração já não está forte, já está cedendo, caindo, desistindo de me conter.


Sinto como se fosse algo incomum, mas a maioridade que atingi me traz maturidade, me traz a verdade e a sede de liberdade dessa imensidão de solidão.

O sucesso desvinculado da humanização configura-se, inevitavelmente, como fracasso.

Tudo poderia ter sido o que não foi, mas sendo o que foi, não há como voltar atrás.

A verdadeira riqueza não está apenas no que produzimos, mas na forma inteligente como usamos e valorizamos os recursos que a natureza e o trabalho nos oferecem.

Eleja a educação como cerne e primórdio para a evolução social, ou sucumba ao falacioso ciclo de desesperança.

Como encontrar o que não está perdido?
É no silêncio do peito que se revela,
onde o coração sussurra segredos.
que o tempo jamais roubou.
Onde buscar o que está esquecido.
Nas dobras da alma, entre sombras de outrora,
onde o perfume antigo não tem aroma.
ainda dança no ar da lembrança.
Onde procurar se não é necessário?
No instante que se eterniza, sem esforço,
no olhar que se cruza e acende mundos,
no amor que simplesmente é, sem porquês.
Pois o que buscamos não foge,
habita em nós, quieto e eterno,
esperando apenas que fechemos os olhos.
para, enfim, nos vermos

Por que te procuro. em ruas desertas, escuras como abismos sem fim, onde o vento uiva segredos que o coração não ouve. Por que te busco em casas vazias, sem vida, sem lar, ecos de sombras que dançam no vazio. do que fui sem ti. Na verdade, amor, tu já pulsas em mim — raiz funda no peito, chama que não se apaga, sangue que corre em veias de saudade eterna. Não mais errante, encontro-te no espelho da alma, no tremor da voz que sussurra teu nome ao amanhecer. Tu és eu, eu sou teu eterno, Para vivermos a nós.