Veio e Passou como um Cometa

Cerca de 451789 frases e pensamentos: Veio e Passou como um Cometa

O coração sábio, como ensinado pelo salmista, não se perturba com o rugido das ondas da crise, pois entende que a verdadeira superação reside em aquietar a alma e não na ausência de problemas, ele confia no Divino como seu refúgio, uma fortaleza inabalável que resiste a todas as tempestades, sabendo que aquele que guarda Israel jamais dorme ou cochila.

A leveza não é a ausência de problemas, é a forma como a gente os carrega, é a escolha de não ser âncora do seu próprio navio.

A solidão me afinou como instrumento, hoje toco minha vida com mais harmonia, já não desafino tanto, já não me perco nas notas, sou melodia própria.

Seria eu como o povo de Lisboa? Após o abalo reerguer-me-ia, vezes sem conta?

⁠⁠⁠Meu maior medo é te perder, mas como ainda não te tenho, vou te guardar em uma caixa de rabiscos e desenhos.

A ⁠minha cabeça esgota possibilidades. Como funciona a sua?

Ria-me dos meus erros visuais como me tinha rido dos de Mr. Magoo.

TANKA 001


Ah como te sonho!
Como te cobiço em mim!
És minha alegria,

prazer e melancolia,
no calor do pôr-de-mim!

Recolhi a lembrança como quem apanha pétalas depois da chuva.

Eles eram como os grãos de areia, aqueciam a pele da memória, mas escapavam entre os dedos de quem já não podia habitar o ontem e o amanhã.

Tenha atitudes e comportamentos nobres e não queira modificar as dos outros. Apenas, como bom cristão, aceite como eles são.

Os indígenas são naturais como a natureza, vida como a terra, transparentes como as águas, iluminados como o sol.

Querer tudo é como ir ao buffet e encher o prato só de sobremesa. O estômago (e o coração) agradecem um cardápio mais leve. Foque no essencial, o resto é indigestão emocional!

Mãezinha.
Como Jesus, desejo ser.
Sendo assim, acolha-me como verdadeiro filho seu.

A SOBERANIA INTERIOR COMO ARQUITETURA DA VERDADEIRA LIBERDADE.

A máxima atribuída a Sêneca, " quem se domina é livre ", sintetiza um dos fundamentos mais elevados da filosofia antiga. No horizonte estóico, a liberdade não se confunde com a ausência de obstáculos, nem com o poder de moldar o mundo ao bel prazer humano. Ela nasce de um labor silencioso e contínuo sobre a própria consciência, uma educação rigorosa dos afetos, pulsões e juízos que, se deixados à deriva, convertem o indivíduo em prisioneiro de si mesmo.

O domínio de si, na perspectiva clássica, não é simples contenção, mas arte de reger as forças íntimas com disciplina e lucidez. Tal disciplina exige uma maturação moral que transcende a superficialidade das reações imediatas. O homem que se conhece e se administra já não se submete às oscilações do mundo, pois compreende que as vicissitudes externas pertencem ao campo das fatalidades necessárias, enquanto suas escolhas morais constituem o espaço legítimo de sua autonomia.

A tradição antiga sempre sustentou que a verdadeira serenidade emerge quando a alma, purificada de ilusões, aprende a distinguir o que lhe pertence do que escapa ao seu alcance. A partir dessa distinção, o ser humano se eleva a uma dignidade que o protege do tumulto e das intempéries emocionais. É nesse amadurecimento que a liberdade interior se torna não apenas possível, mas soberana, revelando que nenhum poder externo suplanta aquele que se exerce sobre si mesmo.

" Cada passo rumo ao autodomínio seja também uma ascensão rumo à mais alta forma de grandeza, pois é nesse ápice que a alma encontra sua própria imortalidade silenciosa. "

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - QUESTÃO 614.
A LEI NATURAL COMO EIXO ÉTICO DO SER.


A passagem transcrita, sob a tradução rigorosa e fidedigna de José Herculano Pires, situa o pensamento de Allan Kardec no ponto nevrálgico de toda a antropologia moral espírita: a Lei Natural como expressão da Vontade Suprema, inscrita na própria estrutura ontológica do ser humano. Trata-se do princípio matricial que orienta o espírito em sua travessia milenar, constituindo o fundamento da responsabilidade, da consciência e do aperfeiçoamento.


No item de número 614, a definição é direta, lapidar e inequívoca: a Lei Natural é a Lei de Deus, e por isso mesmo não é relativa, não é histórica, não é fruto das convenções transitórias dos homens; ela é anterior às civilizações e sobrevive às decadências das épocas, mantendo-se como eixo imutável da ordem universal. Seu caráter é normativo e teleológico: indica ao homem aquilo que deve fazer ou evitar, não por coação externa, mas por consonância íntima com sua destinação espiritual.


A infelicidade, como o texto assevera, não provém de fatalismos ou arbitrariedades celestes. Ela nasce do afastamento voluntário dessa Lei, isto é, da ruptura interior entre a criatura e o princípio de harmonia que a sustenta. A ética espírita, sob a pena metódica de Kardec e a transparência conceitual de Herculano Pires, desloca o eixo da tragédia humana do exterior para o interior, do acaso para a escolha, da fatalidade para a consciência.


A visão tradicional, que reconhece o valor do passado e das normas perenes, encontra aqui seu ponto de mais alta convergência: a felicidade não é invenção moderna, mas reencontro com o que sempre foi. O espírito não avança inventando novas leis; ele progride descobrindo a Lei que sempre o acompanhou, ainda que velada pelos instintos e pelas paixões.

Jesus como lugar seguro não te livra da travessia, mas te dá chão para atravessar.
E quando tudo parece instável, é n'Ele que a alma aprende a não desmoronar.

⁠Só posso te amar no agora; depois, não haverá como te amar.

A saudade não chega devagar,
ela atravessa a porta como quem tem direito. Não traz esperança, não oferece consolo, só deixa o impacto seco de quem já perdeu. É memória sem afeto, é amor sobrevivendo em forma de dor.

"Acalme o agora com o 'porquê', construa o amanhã com o 'como'."