Veio e Passou como um Cometa

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Assim como a borboleta nasce de um casulo, o amor também nasce de processos silenciosos que transformam quem somos.

Tenho a solidão de velhos ancestrais,
que tinham o fogo como um deus,
tenho a paixão dos que se entregaram
insensatamente como ateus...

Ninguém consegue adivinhar como vai ser um relacionamento, às vezes pode dar certo ou não.
O que vale é a experiência, então analise bem com quem você está.

“Dentro de mim há um oceano de lágrimas, como o mar, nunca transborda, nele que me afogo.”

Há em mim um corpo que soa como uma casa alugada, as paredes sussurram em tons frios, o chão tem gosto de despedida, e cada passo ecoa como se eu nunca tivesse chegado, prisioneira de uma liberdade que só existe do lado de fora da minha própria pele, ou de dentro ? e, ainda assim, insisto em florescer no escuro, mesmo quando o mundo não me oferece nem a luz mínima para provar que existir não deveria doer tanto.
Então sigo… como quem tateia o invisível com mãos cansadas, tentando decifrar se sou eu que não caibo no mundo ou se é o mundo que me veste como um erro de medida, porque há dias em que respirar tem textura de ferrugem e o tempo escorre lento, espesso, quase audível, como se cada segundo me arranhasse por dentro. E nesse exílio, onde até o silêncio pesa, descubro que o abandono mais cruel não é o do outro, mas o meu mesmo, quando me acostumo a não pertencer, quando a minha própria alma aprende a falar baixo para não incomodar. Mas há também uma espécie de teimosia em mim, não como esperança clara, mas como uma lembrança tátil de que, talvez, existir não seja encontrar um lugar pronto… e sim suportar, com coragem, o desconforto de ainda estar se tornando.

A Iguaria do Abismo


Provei do cálice sem aviso,
como quem aceita um veneno por engano.
Não era morte o que ali estava,
mas uma mutação que não aceita plano.
Fui invadido por essa substância estranha
que agora corre onde antes era apenas sangue.
Dizem ser lenda, chamam de platônico,
falam que o que sinto é fumaça ou ficção.
Mas como pode ser nada, se pesa tanto?
Como pode ser vento, se me aperta a mão?
É real como a lâmina, como o corte vivo,
que se deixado ao relento, faz sangrar o chão.
Carregarei esse gosto para além do tempo,
em bagagens que a carne não pode segurar.
É um nó cego feito de seda e de espinho,
que não me solta, nem me deixa desatar.
Pois na doçura que cura e no amargo que fere,
descobri a verdade que o mundo ignora:
a vida, sem provar desse perigoso banquete,
seria apenas um relógio contando a hora.
Que sabor teria a existência, afinal,
sem essa iguaria que nos devora?

O instrumento musical é como a Varinha Mágica: Um instrumento de madeira, que com padrões de gestos com diferentes frequências, moldam a realidade do alvo.

O silêncio é um lenço úmido no rosto,
um peso que escorre pela garganta,
como o inverno que se recusa a ir embora,
deixando os ossos doloridos.


A espera vira um copo vazio na mesa,
o barulho do nada ecoa nas paredes,
e os dedos, inquietos, desenham círculos
sobre a pele que já não lembra o teu toque.


O telefone dorme como um animal doente,
sem latidos, sem pulsação, sem calor,
e o coração aprende a bater devagar,
como quem conta os segundos de um adeus.


As horas se arrastam como remédio amargo,
cada minuto um grão de areia nos olhos,
e o peito guarda o frio das manhãs sem sol,
onde até a luz parece desbotada.


Quem diria que o vazio tem sabor de ferrugem,
que a ausência é um espinho na língua,
e que o amor, quando não responde,
vira uma cicatriz que nunca sara?


Mas um dia, talvez, o corpo desaprenda
essa dor que se aninha como gripe antiga,
e o silêncio deixe de ser uma casa vazia
onde só os ecos sabem o seu nome.

Faço vigília todas as noites,
presa à janela como uma condenada,
olhando um céu que nunca responde,
esperando que uma estrela caia
mas nenhuma tem coragem de despencar.


Meus sonhos são ilusões perdidas,
a esperança já apodreceu no leito.
Não sei se corro contra o tempo
ou se o tempo já riu de mim e partiu.
Os milagres? Covardes!
Dormem como deuses embriagados
enquanto eu grito no escuro.


Do quintal, vejo o firmamento,
e quando uma estrela ousa riscar a noite,
tenho apenas cinco míseros segundos
para vomitar um pedido desesperado.
Cinco segundos!
E depois?
O nada. O mesmo nada de sempre.


Fechei os olhos, menti para mim:
imaginei sonhos voltando à vida,
milagres despertando,
a esperança batendo à minha porta.
Mas era só delírio
a estrela caiu no mar
e afogou minha prece junto.


Agora, só me resta esperar,
presa à vigília de todos os dias,
olhando um céu de silêncio.
E eu, sozinha, amaldiçoo essa esperança,
essa mentira maldita que me mantém viva
apenas para perder mais tempo.

“A única certeza que tenho é que, um dia, irei embora. E sei que me vão culpar, como se vivessem o que eu vivo hoje.” Furucuto, 2026.

A perda não leva apenas o que amamos. Ela deixa em nós o espaço exato da ausência, como um molde invisível. E é nesse vazio que a saudade planta raízes, transformando o silêncio em memória viva.

Como um barco sem leme girando ao sabor das ondas, é o tolo repetindo os ciclos da própria ignorância

Não finja amor,
Distribua-o.
Trate a cada um como for,
Retribua-o!

No reino da falsidade,
Não impera o valor.
O que predomina é a maldade,
Um fogo sem calor!

A vida é como uma locomotiva: cada um segue seu percurso. Alguns passageiros descem sem aviso, outros mal percebem a estação onde você escolhe parar. Mas cada encontro, por breve que seja, deixa sua marca na viagem.

Pensar e sentir a vida


Se estiver em um lugar alto, como uma montanha. Olhe para baixo e se leve a pensar e a sentir. A imaginar.
Pense no campo. Na relva fresca da manhã.
Sinta o sopro do vento. A leve brisa.
Sinta o perfume das flores. Doce e suave.
Pense no Sol nascendo.
O sol que brilha. Ilumina e não pede nada. Só ilumina. Brilha para todos.
Sinta a força do amor.
Pense nos amigos verdadeiros.
Nas amizades sinceras.
Amizade que não faz força. É Natural. Que dá força.
Amizade que só estende a mão e não pede nada.
Os amigos que se foram, mas deixaram uma marca.
Pense que no mundo ainda existem pessoas boas. Um resquício de esperança.
É a força necessária para lutar.
Pense no lado bom da vida. As bençãos alcançadas. Os sonhos conquistados. Em Viver e deixar um legado. Fazer o bem.
E assim continuar.
Pense no lado bonito da vida.
Sinta a bondade da vida.
Sinta o calor da amizade.
Sinta o amor! Que supera o ódio. Supera a dor. Supera tudo.
Pense que a vida é bela.
Pense, sinta, imagine! Então siga em frente.
E glorifique a Deus. Que tudo deu. Tudo criou.
Não desista.


Quero dedicar esse humilde pensamento (mensagem) a alguém que talvez esteja sofrendo com ansiedade ou depressão que são o mal do século 21.
Quero dizer, olhe para as coisas boas e não desista da vida ou das lutas da vida.

Escrever não é um dom propriamente dito... é um trabalho árduo... como lapidar diamantes... palavras são brutas e o sentimento é o instrumento que as lapida.

⁠A confiança é como um revólver, quando o gatilho trava é porque falhou, assim é quando alguém falha com você.

É doloroso demais quando a gente vê ou imagina alguém colocando em risco algo tão bonito como um amor tranquilo, por causa de confusão da cabeça ou do coração. Parece um desperdício — de tempo, de carinho, de tudo o que foi construído com tanto esforço.

Até quem um dia foi sombra pode, de repente, acenar como luz — e o coração, mesmo relutante, percebe que a vida adora escrever capítulos inesperados.

Há um inverno em mim,
triste como o silêncio das estrelas.
O calor amarga,
mas o frio é canto que consola.
Que estranha oposição,
como se o tempo fosse espelho quebrado.
Não é ausência de amor:
é apenas o pouco que resta,
esmola de eternidade.