Veio e Passou como um Cometa
Cada um tem seu valor e devemos, cada vez mais praticar esse exercício de reflexão, para entendermos que somos a pessoa mais importante em nossas vidas, devemos cuidar de nós mesmos como uma joia rara, algo insubstituível.
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"A postura de um cristão fala antes do seu nome. Quem serve a Deus de verdade não precisa se exibir — a presença limpa anuncia o caráter. Não se mete na vida alheia, porque já tem cruz suficiente pra carregar. Respeita, caminha em silêncio, vive o que prega. O servo de verdade não grita santidade, ele vive. Não tem tempo pra maldade, fofoca ou vaidade. Seu compromisso é com o céu, não com a opinião dos homens. Quem anda com Deus, anda com temor. E onde o temor anda, o mundo se cala."
— Purificação
Sua alma calada é uma fruta de plástico.
O agora eterno era um relógio sem bateria.
O amor sem liberdade é um homem preso ao corpo.
Uma flor que nasce do silêncio era um gesto que só o tempo entendia.
A lucidez em demasia é a distorção da realidade em estado de insanidade.
Quando ninguém a observava ela ria com os ouvidos.
A cor da ausência é transparente e quando preenchida é um prisma de arco de íris.
A lágrima interna molha a alma.
Páaa é o som do impossível absurdo.
Se a linguagem evaporasse ela nascia de novo na chuva das palavras.
Aquilo que parece ser um peso em nossas costas,
pode ser na verdade, um estímulo para transformar
a nossa realidade.
A verdade para um ser feito de mentiras é um gato que nunca nasceu nem nunca morrerá.
Traaa e se quebrava o espelho do sonho.
O pensamento que o mundo não está pronto para ouvir nasce como um ovo no ninho de um animal mamífero.
O coração que ama o impossível é um homem grávido, enquanto sua mulher espera um filho.
O vazio que habita o ser humano é um balão preso na garganta.
O céu de quem perdeu toda a esperança é um universo colorido de estrelas que o homem não enxerga.
O nascimento ao contrário é um feto parindo sua mãe.
Antes de ser dita, a palavra precisa ser criada. As palavras nunca se repetem, elas são sempre um ser humano nascendo com suas únicas impressões digitais.
A dor que não cabe no corpo nem na linguagem é um pássaro que nunca pousa.
A dança de dois silêncios que se amam é a mãe olhando o filho pela primeira vez.
O tempo é um filtro que só deixa passar as palavras puras, próprias para consumo.
Memória é para o passado assim como a imaginação é para a alma viva das estações, dos momentos oníricos e da brutal realidade do ser.
Só quem convive com a solidão aprecia uma verdadeira companhia.
Angústia que nasce da beleza é como o filhote de pássaro, que nasce despejado, frágil e se transforma em um lindo flamingo rosa.
O pensamento criativo flerta com o infinito, mas não pode ultrapassar a atmosfera.
A escova de dente é como uma mãe lambendo o rosto de seu filhote — no caso, é a saúde bucal.
O vazio sobra
Aquilo que se fragmentou
O desejo alcança
O além da esperança.
Ela esperava o sol esfriar para aquecer o café. Esperar o sol esfriar é torná-lo sujeito onisciente, para o momento certo de aquecer o café — convite para que a comadre se aproxime e compartilhe esse momento.
Melflorar — mistura de mel e florescer. Quando o mel está no ponto de ser colhido e reiniciar o ciclo.
Impermanência é acompanhar o crescimento de um filho em todas as suas etapas.
A linguagem é um elemento no limiar da transformação, deixando de ser quem é e se transmutando em outro elemento, o ouro. Quando um homem passa debaixo do arco-íris, ele vira mulher.
Eu peguei o eclipse e fiz dele um pincel. Todas as vezes que eu pinto, os quadros são escuros e solares. São um fenômeno da natureza cósmica transcendente.
Uma régua serve para medir. Um copo serve para beber água. O indizível serve para silenciar.
O tempo que não passa e não fica pode ser traduzido como o tédio, sentimento que descarta todas as possibilidades da criação. O tédio não passa nem fica, ele come as beiradas da lucidez, num grito rouco, sem forças para se comunicar.
A verdade é uma fruta aberta por um pássaro. Ele se torna dono de sua suculência.
O homem comia o fruto, e sua seiva era meliflua. O que era meliflua, o fruto ou o homem?
Um espelho que visse essência refletiria as grandes questões existenciais do ser humano: a angústia, a alegria, a pressa, a calma, a vida e a morte.
O tempo caiu no abismo, mas não morreu. O silêncio o sustentou em sua queda, para que o tempo não se extinguisse.
Só quem já se perdeu de si olha o mundo como exaurido, nada mais lhe pertence. Em seu descontrole perdeu a capacidade de lidar com a complexidade da vida. A dor do vazio se apresenta, mas se restaura ao ver um filho criado. Eu sou além de mim mesmo.
Versos de um Biquíni no Tempo 🎶
No coração do Brasil, um som despertou,
Entre acordes e sonhos, o tempo parou.
Biquíni Cavadão, rebeldia e ternura,
Cantando verdades com alma tão pura.
Vieram dos anos de dor e mudança,
Guiados pela luz da eterna esperança.
Em cada refrão, um grito contido,
Em cada palavra, um mundo vivido.
Não era só música — era libertação,
Era ponte entre o medo e a inspiração.
E até hoje, no peito de quem sente,
Ecoam canções que embalam a gente.
As luzes do parque estavam lindas, com um brilho incrível, meus olhos percorriam todo o parque em busca de um sorriso lindo e conquistador, já começava a ficar desanimado por não encontrar ela, quando de repente, em um lugar com pouca iluminação, ali estava ela, sentada em uma cadeira com um semblante triste. Eu me aproximei e falei: "Natália!" Ela me olhou e deu um sorriso alegre e satisfatório, me abraçou forte, chorando.
um entardecer perfeito, o sol se punha no horizonte, uma barra vermelha se formava no céu, ouvia o canto dos pássaros se aninhando nas árvores pra dormir, cada um tomando seu lugar, era a coisa mais linda do universo,o som dos cantos se misturavam em um perfeita harmonia
Ela queria um amor que a curasse.
Ele era a ferida que aprendeu a caminhar.
Ela achava que alma bonita era alma leve.
Ele sabia que as mais belas afundam em silêncio.
Marco Aurélio teria inveja da calma dele.
Epicteto entenderia seu desprezo pelo caos.
Platão veria nele a caverna —
mas Nietzsche o chamaria de fogo.
Ele não responde com gritos.
Ele vinga com presença.
Ele não precisa vencer:
já virou a dor em destino.
Já fez do abismo um espelho —
e sorriu."**
— Purificação
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Simbora, vamos dar um olé no medo...
Sabe, se o medo nos empurra para trás, a coragem nos puxa para dentro, onde mora a firmeza.
Livros são portais secretos...
Não são apenas histórias.
São um mundo dentro de outro mundo, levando você em uma jornada por todo o universo.
Certos portais não precisam de senha apenas de curiosidade de um espírito que busca. Aquele que lê com o coração, descobre mundos que nem mesmo os sonhos ousaram tocar.
Até o próximo insight.
Felicidade não é um destino final, mas sim uma jornada. Procurá-la seria, de fato, o cúmulo da tolice, como um homem que busca as chaves de casa enquanto já as tem no bolso.
NA TELA DO CELULAR
Chega em casa.
Cansado.
A casa está bagunçada.
Já vou arrumar.
Só um instante.
Um minuto.
Peguei o celular.
Passei o dedinho para cima.
Risada.
Só mais um, já vou arrumar.
Amanhã tem prova.
Já vou estudar.
Só mais um.
Deu meia noite.
Deu uma hora.
Vou me deitar.
É muito tarde.
Amanhã vai dar tempo.
E a vida foi em bora na tela do celular.
Reconhecer quem se é não é chegar a um destino: é percorrer um labirinto de nuances. Somos feitos de claros e escuros, mas, sobretudo, de tons de cinza: essa cor que carrega a sabedoria dos opostos. O cinza não é ausência de cor: é o encontro delas. Ele é o lugar onde o preto e o branco deixam de brigar e começam a coexistir.
Assim é o processo de se reconhecer: um equilíbrio frágil entre extremos. Há dias em que somos luz intensa, outros em que nos sentimos pura sombra. Mas é no meio-termo, no espaço do cinza, que o eu verdadeiro repousa: não o eu que o mundo espera, nem o que criamos para agradar, mas aquele que respira quando cessamos a necessidade de ser algo definitivo.
E então percebemos que cada gesto, por menor que pareça, ecoa além de nós. Como no efeito borboleta: um simples bater de asas, uma escolha íntima, um pensamento cultivado, uma palavra dita ou calada, pode alterar a corrente do tempo. Nada é tão pequeno a ponto de não transformar.
Reconhecer-se é aceitar esse poder sutil: entender que cada fragmento de nós, cada tom que carregamos, influencia o mundo ao redor. Somos cinza, mas somos também vento que move. Um suspiro interno pode gerar uma tempestade de mudança lá fora.
Por isso, quando finalmente nos olhamos com honestidade, vemos que não somos apenas indivíduos isolados, mas parte de um grande tecido que vibra com cada batida do nosso ser. E ao aceitar o cinza em nós, ao acolher a complexidade de quem somos, libertamos o bater de asas que pode mudar tudo.
Porque autoconhecimento não é apenas sobre encontrar respostas: é sobre perceber que somos, nós mesmos, uma pergunta.
Teu corpo é um Oceano
Toquei a tua água sem saber que era minha.
Tua corrente me puxou —
e achei que era perigo.
Mas era abraço.
Eu achava que era um barco.
Mas era uma gota.
E sendo gota, descobri:
não precisava salvar ninguém.
Bastava dissolver.
Teu corpo era oceano,
e eu tentei controlar as ondas.
Mas agora…
deixo que as ondas me contem quem sou.
Se for tempestade,
danço molhada.
Se for calmaria,
respiro fundo.
Porque voltei a nadar.
Não como fuga.
Mas como retorno.
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