Veio e Passou como um Cometa
"Odeio gato, é um animal traiçoeiro", olha, você convive diariamente com humanos. Quer bicho mais traiçoeiro que o humano?
Pretérito
Um dia no futuro não muito distante , você ainda vai olhar pra trás e perceber que lá não é mais o seu lugar.
Vai perceber que os problemas foram degraus que você ultrapassou
Montanhas em que escalou
E que houveram muralhas, que com bravura você as derrubou.
E os dias tempestuosos, mesmo com medo você os enfrentou
Naqueles dias em que pensou que fracassou ou de fato você falhou.
Então rastejou-se!
Sofreu, chorou!
Silenciou, gritou até ruiu de se mesma e seguiu...
... mas não permaneceu no mesmo lugar.
Nunca, jamais em hipótese alguma, deixe de olhar para trás. para que não se esqueças que tudo vai passar e pra frente se deve andar, mesmo quando o chão lhe faltar.
Pra frente que se anda!
Te vejo lá.
O Beijo: Portal Entre o Corpo e a Alma
O beijo, para mim, é mais do que um toque de lábios. É um portal entre duas dimensões, a passagem que conduz ao outro, a chave que abre o corpo e a alma.
Ele é a senha de todos os gatilhos, acende chamas, desperta desejos. Mas, mais do que isso, é conexão. É o arrepio que denuncia a entrega, a profundidade que dissolve barreiras, a fusão que antecede o infinito.
Por isso, não dá para tocar qualquer boca sem desejar se aprofundar por inteiro. Um beijo sem alma é um gesto vazio, um desencontro. Mas quando há entrega, ele se torna passagem, arrepio, fusão. Ele dá profundidade ao instante e transforma o desejo em algo maior.
Um beijo nunca é só um beijo. É a porta de entrada para tudo que pode ser.
Olhar Que Recua no Tempo
O olhar é uma janela para o passado, um portal silencioso que nos permite voltar, ainda que por um instante, ao que já foi. Cada fotografia é um elo com o tempo, uma chance de recuar para uma memória distante, mas vívida, que se mantém viva dentro de nós. As imagens não são apenas representações do que vimos, mas sim fragmentos do que sentimos, capturados para resistir ao esquecimento.
Ao olhar para uma fotografia, não estamos apenas observando o que foi; estamos revivendo. O lugar, as pessoas, a atmosfera, tudo aquilo que estava presente naquele instante, ressurge no olhar que agora se aprofunda. O recuar no tempo é mais do que uma simples lembrança, é a reconstrução emocional de um momento que nos marcou, que ficou registrado não apenas na imagem, mas na alma.
As memórias, por sua natureza, são feitas para isso: para que possamos retorná-las quando desejamos, para que possamos reviver as experiências que nos moldaram. A fotografia nos dá a oportunidade de revisitá-las, de voltar a sentir o que sentimos, a ver o que vimos e a reviver o que nos tocou. Ela não apenas preserva o passado, mas nos dá o poder de retornar a ele sempre que necessário.
Imortalizados pela imagem, aqueles que foram capturados naquela fração de tempo permanecem conosco. E, por meio do olhar, nós também, como testemunhas e fotógrafos, nos tornamos parte dessa eternidade, imortalizando não só o momento, mas a essência que ele carrega. O olhar que recua no tempo não busca apenas o que foi, mas o que permanece, o que nunca se apaga, e nos lembra que a memória é, de fato, o que nos faz reviver.
Sou um caos extremamente organizado.
Minhas ideias se constroem em fios que parecem soltos, mas que só eu sei onde levam.
Minhas certezas florescem num solo cheio de dúvidas, como quem insiste em viver mesmo sem garantias.
E eu, cansada, continuo tentando existir com alguma dignidade no meio das minhas tempestades internas.
Quero voar, mas tenho medo de tirar meus pés do chão.
Medo do impulso, do salto, do desconhecido.
E, ainda assim, há uma calmaria silenciosa dentro de mim, pequena, quase tímida
mas que me chama.
Uma voz suave que diz que o vento não veio para me derrubar,
veio para me carregar.
Talvez eu ainda não saiba voar,
mas já começo a sentir que posso.
Porque a calmaria também mora em mim,
mesmo quando o mundo inteiro parece barulho.
Preservar memórias é um gesto de amor com o tempo.
É recusar que os dias importantes se dissolvam no esquecimento apressado da rotina.
A fotografia revelada carrega um peso diferente. Ela atravessa o toque, o olhar demorado, o silêncio que se cria diante de uma imagem que permanece. Não depende de bateria, de senha, de um arquivo perdido entre tantos outros. Ela existe. Está ali. Respira junto com a casa.
Os passeios registrados não são apenas lugares visitados — são estados de espírito vividos. O riso que escapou sem aviso, o vento no rosto, a mão que segurou outra com força. Quando essas imagens ganham moldura, deixam de ser apenas lembranças pessoais e passam a fazer parte do ambiente, da história cotidiana, da identidade de quem habita aquele espaço.
Uma fotografia emoldurada não é decoração.
É presença.
É memória que se recusa a ser esquecida no fundo de um celular.
É o passado caminhando suavemente ao lado do presente.
Há algo profundamente humano em passar por uma parede e ser atravessado por uma lembrança. Em parar por alguns segundos diante de uma imagem e sentir o coração reconhecer aquele instante. Como se a vida dissesse: isso foi real, isso foi seu, isso valeu a pena.
Emoldurar fotografias é escolher o que merece permanecer visível.
É dar honra aos dias que nos moldaram.
É permitir que as memórias nos acompanhem, não como nostalgia, mas como raiz.
Porque algumas lembranças não nasceram para ficar guardadas.
Elas nasceram para serem vistas, sentidas e revisitadas — todos os dias.
Por Jorgeane borges 8 de Janeiro 2026
Há um julgamento acontecendo o tempo todo.
Não na praça, nem nos tribunais,
mas dentro.
Apontamos o dedo para o mundo
e, quando ninguém vê,
erguemos o martelo contra nós mesmos.
Condenamos erros, falhas, atrasos, silêncios,
como se fôssemos obrigados a acertar sempre.
Mas que sociedade se constrói
quando cada um aprende a ser
o próprio algoz?
Que mudança é possível
se a primeira relação consigo,
já nasce em guerra?
Talvez transformar o mundo
comece por um gesto quase invisível:
diminuir a dureza do julgamento interno,
reconhecer a humanidade no outro
porque ela foi, antes, reconhecida em si.
Mudar a si não é se absolver de tudo.
É aprender a julgar com consciência
e viver com mais responsabilidade
e menos crueldade.
Um dos mais elevados deveres humanos é o dever do encorajamento... É fácil rir dos ideais dos homens; é fácil despejar água fria no seu entusiasmo; é fácil desencorajar os outros. O mundo está cheio de desencorajadores. Temos o dever de encorajar-nos uns aos outros. Muitas vezes uma palavra de reconhecimento, ou de agradecimento, ou de apreço, ou de ânimo tem mantido um homem em pé.
Parece um sonho
Parece um sonho que ela tenha morrido!
diziam todos... Sua viva imagem,
tinha carne!... E ouvia-se, na aragem,
passar o frêmito do seu vestido...
E era como se ela houvesse partido
e logo fosse regressar de viagem...
- até que em nosso coração dorido
a Dor cravava o seu punhal selvagem!
Mas tua imagem, nosso amor, é agora
menos dos olhos, mais do coração.
Nossa saudade te sorri: não chora...
Mais perto estás de Deus, como um anjo querido.
E ao relembrar-te a gente diz, então:
Parece um sonho que ela tenha vivido!
É preciso uma coincidência qualquer para que o amor se instale. Existe um certo milagre nos encontros. Não é tolo dizer que o amor é sagrado.
Diariamente um pôr do Sol lhe é oferecido para refletir e virar as páginas de sua vida. Use-o como um ritual. Revise-se, repasse suas decisões e pensamentos... e siga em frente!
O amor é poesia. Um amor nascente inunda o mundo de poesia, um amor duradouro irriga de poesia a vida cotidiana, o fim do amor devolve-nos a prosa
Carta para um amigo distante
Meu amigo,
Hoje estava orando por você e me peguei chorando. Cansado do orgulho de não dizer que te amo, decidi escrever. Não sei se você vai ler isso e nem sei por que existem momentos assim, nos quais, por mais que você tente, as lembranças insistam em encher a nossa cabeça. Não sei como se pode descrever isso, talvez seja coração... ou talvez saudade! Prefiro pensar que ela não é maldosa, mas só se preocupa em me mostrar incessantemente como esses momentos foram importantes e preciosos. É algo fascinante! Mas a força de lembrar cada momento com carinho, por mais que sempre me arranque um sorriso, não acaba com aquela dor que insiste em se instalar.
Disso nascem as perguntas: desde quando começou o final de nossos rumos? Quando algo que era normal virou saudade? Por mais que eu insista em não saber, dentro de mim a resposta é clara... Meu amigo, a vida é uma surpresa! Talvez o mundo seja tão grande para nós e nossos sonhos tão diferentes, que seguiremos caminhos opostos. Ou talvez ele seja pequeno demais e nos permita encontrar sempre e partilhar aquelas risadas que tanto conhecemos. Seja como for, sei que não há de existir nada capaz de apagar o que vivemos. Momentos preciosos com um amigo... que sempre pude chamar de irmão!
Atrás de uma pessoa fria, sempre tem um coração quebrado. Cabe a você decidir se vale a pena consertá-lo ou não.
Não quero ser um obstáculo em sua vida, não quero ser o fardo a pesar em seu ombro, não quero que troques tua felicidade por mim, quero mais que tu vivas bem, que sejas feliz em lembrança aos poucos bons momentos que tivemos...
Marshall: Antes achava que a família era um direito. Na verdade, é um privilégio. E deve ser ganhar.
A chuva não é grande coisa. Mesmo que você seja a única pessoa sem um guarda-chuva, está tudo bem. Apenas se molhe. Se molhe e corra.
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