Veio e Passou como um Cometa
Um rio tem curso e não diploma
um poema, mesmo, tem discurso
para, só, emocionar não funciona
tem o ponto da surpresa
a força do pensamento e a
claridade da beleza
os braços do argumento
e pontos profundos
tem o peixe para o anzol do outro
e um banho de dopamina
o ah! ah! ah! de raciocínio
no decorrer do discurso
derrubando barreiras
tirando a palavra poema
do preço de peixes baratos
e vendendo-a ao valor do mar aberto
esperto é o pescador
que um peixe esperado assim
morda a isca
Leonardo Mesquita
Um poema grande morde a isca do poeta ai começa a luta pela palavra certa, o jogo é indo cansando o danado em frase aberta, dando linha pra não perder a pesca, o bruto pesa na rima — o poeta enrola o raciocínio focado na meta; o branco rabeia na mente negando a palavra: o poeta astuto solta mais linha vendo a oportunidade na água, sabe que usou isca pra grande sinestesia quem narra embarca no peso da pesca criando o gosto por frases onde tem
poesia
Leonardo Mesquita
Poesia
Poesia: são palavras bêbadas
sedentas de mais um gole
mesmo já acabado a festa
elas comovem com tal
entrega ao acontecido
melosas ao ouvido
mais um gole da cachaça
desse poeta: saúde
pro ouvido
Leonardo Mesquita
Com um bom raciocínio martelar o pensamento dando pernas a uma frase... colocando sobre ela delícias da linguagem e, reunindo em torno dela leitores famintos, pregada com esmero assim ela conforta a imaginação dos convidados a baterem pernas, nas delícias da linguagem, puxar conversa e sentar-se à mesa — o papo rolando
e o raciocínio toc! toc!ler é abrir a mente... como pregos na mão de carpinteiro pensamentos sustentam poemas e na alegria dessas palavras
em torno dessa mesa, mesa cara de imagens (de madeira) das terras das letras...
Leonardo Mesquita
Depois que um poeta astuto
Rouba a liberdade de um poema
No brilho de poucas estrofe
Ele não responde a um delito
Fica é bonito, com a inusitada
Ave do fértil imaginar
Cativa nas palavras que ele faz
Do olhar um tanto livre
Para o mundo do criar...
Leonardo Mesquita
Uma fruta madura pronta pra colher
Um poema na mão para ler
Sabor de imaginação
Fica...
Não se joga fora o caroço de uma frase
Mas, todos os que
Ficam...
Se semeados comunicam mais
Ler novamente é plantar no
Terreno da linguagem
Leonardo Mesquita
Se eu te fisgar com um verso
Venha calmo ao contrário do literal
Penso ter nas minhas linhas força suficiente
Pra ti puxar pro meu literário pretexto
Tenho o sal pra palavras
E não é ser grosso
É que, pro peixe certo
Ler assim faz crescer o olho
Pro jeito certo
É ver na água... peixe grande...
E lançar o próprio esboço
Pra pegar versos de bom valor
Grandes e espertos
Esses pedem linha
E não perdê-la...
Em água rala
Tubarão de poema devora tédio
literalmente!
(Leonardo Mesquita)
O poeta sai com a palavra no trânsito do pensamento e logo de cara um engarrafamento, a inspiração fecha,
e muitas palavras à frente o tempo desconversa... ai, pouco a pouco se escoa a parede de outras pressas...
foco aberto um desafogo para a mente rodar a experiência de um momento assim de uma ida e de uma volta...
aproveitando um trecho mais longo...
e entrar num verso de mão única,
tirando o pé e baixando a atenção
para dar oi "a voz da parede":
ferida da nação... 《pá pá pá pá》
Olha: é ano de eleição
(Leonardo Mesquita)
Para fazer poesia é preciso:
um pacote de alfabeto, meio drama,
dois copos de criatividade e fedepoeta...
acrescentado todos os ingredientes...
bata palmas pra você, acrescente
mais alfabeto... leve à imaginação
por quantas batidas do coração!
e leia bobo os seus próprios versos...
Quem cozinha e quem escreve
sabe a mão que tem...
A palavra é uma moeda
Que na mão do poeta tem um valor a mais
Se tirar cara ou coroa — da
Poesia; no bolso
Ele bota outra...
Há mais
(Leonardo Mesquita)
Letra após letra fica o rastro de um poema besta, se bole uma formiga
existindo de forma besta/ criativitura circulando na mente...
a linguagem geme esmagada com
o descarte de palavras que não
plantam imaginação; ostentam
o corpo e o ganho e degradam o pensamento da nação (versos surdos de inteligência nas esquinas/no máximo... e a ida e vinda do cidadão no paredão da impunidade e o político faltando um dedo e sobrando no mais mais velho do próprio discurso fala pra surdos na televisão — com voz de homem de verde e amarelo...; apaga-se a luz do palanque e, o senta senta da esquina é interrompido pelo zombido: tá tá tá tá... e o artista saca a ideia pra escrever só pelo lado canhoto da cabeça...) — o pensamento sente — o esquecimento global, derrete o acesso a boa literatura que são os pulmões da imaginação e os poetas de cada tempo — nascentes que escrevem procurando gente para desarnar... para/ a preservação da beleza do intelecto, vote, replantando a palavra no seu sentido e parando o desmonte do contexto para a romantização do uso desleixado das palavras... para o usufruto do "mal normal"! Ou os poetas salvam a linguagem do desleixo da esquerda ou a IA cerca o terreno que não é dela...
(Leonardo Mesquita)
MANUELA
NA SOMBRA DE UM
GIRASSOL 🌻
1°Edição
"Para meus queridos leitores, espero que essa história os inspire e os faça sonhar."
🌻 Girassol busca o sol, voltando sua face para acompanhar a claridade. Assim como ele, as pessoas também buscam a luz - que pode ser entendida como esperança, amor, fé, conhecimento ou realização. O girassol cresce mesmo em solos simples, adaptando-se a condições diversas. Da mesma forma, podemos florescer em meio a dificuldades, encontrando força para seguir em frente.
O girassol é grande, alegre e chama atenção pelo seu brilho. Cada pessoa também tem dentro de si uma beleza única, que pode inspirar os outros com gestos, palavras e atitudes. Os girassóis costumam estar juntos em campos, formando uma paisagem ainda mais bela. Da mesma forma, as pessoas são mais fortes quando se apoiam em comunidade, família ou amizade.
O girassol nasce, cresce, floresce e depois se despede, deixando sementes para o futuro. Nós também seguimos ciclos: infância, juventude, maturidade, e deixamos marcas, ensinamentos e memórias que seguem adiante. Cada fase da vida é uma oportunidade para crescer, aprender e compartilhar nossa luz com os outros.
Essa é a beleza da vida: assim como o girassol, podemos nos voltar para a luz e encontrar força para seguir em frente, mesmo em meio às adversidades. E ao fazermos isso, podemos inspirar os outros e deixar um legado que continue a florescer após nossa passagem. 🌻
EDITORA Uiclap.
Rau era pequeno, mas tinha uma energia tão grande que parecia caber um sol dentro dele.
No Berçário 2, todo mundo conhecia seu jeito sapeca: quando ficava animado demais, ele dava umas “mordidinhas de brincadeira” — e saía correndo todo risonho, com os cachinhos pulando atrás dele.
As professoras diziam:
— Lá vai o Vampirinho do Coração Doce!
Mas no fundo, Rau não queria morder…
Ele só queria mostrar carinho de um jeito todo dele.
E com o tempo, aprendeu que abraços apertados e sorrisos sinceros mordem muito mais — só que por dentro.
Às vezes o dia pesa,
mas o coração encontra um jeito bonito
de continuar batendo.
É no silêncio que a gente descobre
que ainda há beleza em seguir,
mesmo quando tudo parece nublado.
Respira…
Amanhã sempre nasce mais claro.
UMA FLOR NO MEIO OBSTÁCULOS
Flor de lótus é um símbolo poderoso em muitas culturas, representando a resiliência, a beleza e a transformação.
Raízes profundas:
Assim como a flor de lótus cresce em águas lamacentas, mas mantém suas raízes profundas e fortes, eu também enfrentei desafios e dificuldades na minha vida, mas mantive minha força e resiliência. Minhas raízes são minha família e fé.
MANUELA NA SOMBRA DE UM GIRASSOL 🌻
Na infância de Manuela,
o amor tinha cheiro de pão,
mas o silêncio da casa
doía mais que a escuridão.
Entre afeto e tempestade,
aprendeu cedo a resistir:
mesmo quando tudo faltava,
seu coração quis florir.
"O 'Gotinhas de Amor' não é apenas uma instituição; é um celeiro de formação humana e profissional. É lá que o futuro da educação se constrói e que se prova, dia após dia, que a Gotinha faz história."
— Rosana Figueira
Autora e Pedagoga
O Encontro com o Trem Amigo
Certo dia, Leo está muito frustrado porque não consegue parar um tique de piscar os olhos. Ele abraça seu boneco de trem favorito.
Na sua imaginação, o trem ganha vida. Era o Vaporinho, um trem gentil, de apito suave e rodas coloridas.
Vaporinho diz:
“Sabe, Leo… às vezes eu também solto vapor sem avisar ou dou um solavanco nos trilhos. Trens não precisam ser perfeitos para seguir viagem. Eles só precisam continuar.”
Thomas ensina Leo a lidar com a ansiedade”
"O trem amigo mostra a Leo um jeito carinhoso de se acalmar quando o corpo fica agitado."
“Hoje eu segurei nas mãos um sonho que começou em silêncio. ‘Gotinhas de Amor’ nasceu para acolher emoções, fortalecer vínculos e transformar rodas de conversa em espaços de escuta. Que essa obra seja instrumento de cuidado.”
Projeto Gotinhas de Amor
Rosana Figueira
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