Vc pode Correr eu te Pego
Eu venho desse chão que ensina, desse povo que acolhe, desse território onde o passado não se perde — ele se transforma em raiz. E é dessa raiz que eu cresço, que eu floresço, que eu me reconstruo. É dela que vem a coragem de olhar o mundo com sensibilidade, de transformar cada fotografia, cada palavra, em memória viva.
Meu trabalho é isso: um gesto de honra. É minha forma de agradecer à terra que me moldou, ao povo que me guiou, à cultura que me abraçou. É sobre eternizar o que muitos passam apressados e não veem: o riso tímido das crianças correndo nas ruas, o cheiro de casa antiga, o cuidado das mãos que fazem o cotidiano acontecer.
Eu faço questão de enaltecer tudo que sou, tudo que me fez ficar de pé: minhas raízes, meu pertencimento, meu crescimento.
Porque antes de qualquer conquista, existe a minha cidade pulsando dentro de mim — e é por ela que eu sigo, contando histórias, preservando memórias, deixando viva a beleza que insiste em existir aqui.
Segura, se prepara, que eu vou provocar. Faz parte do que eu gosto. Gosto de atiçar. Mas não vá pensando que eu tô te chamando não. Eu já tô avisando: Fica só olhando.
Não Deveria se Chamar Amor
O amor que eu te tenho é um afeto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
Que não deveria se chamar amor
Poderia se chamar nuvem
Porque muda de formato a cada instante
Poderia se chamar tempo
Porque parece um filme a que nunca assisti antes
Poderia se chamar la-bi-rin-to
Porque sinto que não conseguirei escapulir
Poderia se chamar a u r or a
Pois vejo um novo dia que está por vir
Poderia se chamar abismo
Pois é certo que ele não tem fim
Poderia se chamar horizonte
Que parece linha reta mas sei que não é assim
Poderia se chamar primeiro beijo
Porque não lembro mais do meu passado
Poderia se chamar último adeus
Que meu antigo futuro foi abandonado
Poderia se chamar universo
Porque sei que não o conhecerei por inteiro
Poderia se chamar palavra louca
Que na verdade quer dizer: aventureiro
Poderia se chamar silêncio
Porque minha dor é calada e meu desejo é mudo
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo
Aqui
Capital Inicial
Às vezes acho
Que eu fiquei louco
Me dando conselhos
Até ficar rouco
Às vezes acho
Que perdi a memória
Contando de novo
A mesma história...
Aqui onde as horas não passam
Aqui onde o Sol não me vê
Aqui onde eu não moro
Não existo sem você...
Me olho no espelho
E me vejo do avesso
O mesmo rosto
Que eu não reconheço
O rádio ligado
Chuva e calor
As gotas me ferem
Mas não sinto dor...
Aqui onde as horas não passam
Aqui onde o Sol não me vê
Aqui onde eu não moro
Não existo sem você...
Depois de ter saído da guerra vivo (mas sem uma perna), eu resolvi voltar. Não dá pra se entregar. Nunca. Parece que eu já vi esse filme. O final é tão óbvio que chega a ficar misterioso. Ócio.
Minha virtude
Diz que me ama em silêncio
E me faz esquecer tudo que eu penso
Me leva de volta pro início
E faz da tua boca o meu vício
Eu abri mão de tanto para estar aqui
Agora não tem mais como fugir
O teu querer é minha vontade absoluta
Me abraça, fecha os olhos e escuta:
Você é minha virtude, meu erro
Meu sonho, meu desejo
Minha segurança, paraíso concreto
É quem me faz feliz por completo
Só você conhece os meus instintos
Sabe bem brincar com o que sinto
E eu entro totalmente no seu jogo
O bem e o mal, a água e o fogo
O tempo passa e novamente estamos aqui
Olhando o horizonte, sem ter pra onde ir
O meu querer é tua vontade absoluta
Me abraça, fecha os olhos e escuta
Você é minha virtude, meu erro
Meu sonho, meu desejo
Minha segurança, paraíso concreto
É quem me faz feliz por completo
"Costumam dizer que o ser humano é pessimista, eu discordo. Pra mim são todos otimistas, pq sempre acham que terão mais tempo"
A solidão era meu ás de espadas. Precisava dela para engrandecer minha realidade. Eu valorizava de verdade o ócio, era viciante. Estar sozinho comigo era o santuário.
Ela pediu para eu vir aqui e dizer que ela foi embora. Que não aguentou a sua indecisão e falta de atitude. Logo ela meu companheiro, que era tão apaixonada e decidida por você.
Ela pediu a conta da vida de vocês, e pode ser que ela tenha pagado caro quanto a isso, mas nada se compara ao preço da liberdade sem sofrimento, e foi o que ela quis. Ela também pediu para eu entregar essa caixinha que significava algo muito importante para ela. Pode ser algumas lembranças de momentos que hoje não faz nenhum sentido para ela.
Ela disse que nunca mais voltaria atrás, que esta deixando de mão tudo que levou ela para trás esse tempo todo. E se você esta ouvindo dizer isso tudo e não esta demonstrando nenhum tipo de reação é porque ela estava certa em relação a você.
Fujo do Amor (mas ainda espero por ele)
Eu fujo do amor.
E não é porque não acredito.
É porque, quando ele chega, eu tremo.
Tremo porque já acreditei antes…
E fiquei com as mãos cheias de nada.
Eu fujo do amor porque ele sabe entrar,
mas nem sempre sabe ficar.
E eu tenho medo.
Medo de ser mais uma vez abrigo temporário.
De ser casa que acolhe e depois vira lembrança.
Mas eu também quero.
Quero esse amor que não chega gritando,
mas se aproxima devagar e fica.
Que entende o meu silêncio.
Que não me cobra ser forte o tempo inteiro.
Fujo…
mas se me olham com verdade,
se me tocam com cuidado,
eu desarmo.
Porque, no fundo, eu ainda espero.
Espero por alguém que venha com presença,
com firmeza no gesto e leveza no olhar.
Que me beije como quem tem tempo.
Que me deseje, mas também me cuide.
Que não corra quando me encontrar vulnerável.
Então sim, eu fujo.
Mas se for amor de verdade…
pode vir atrás de mim devagar.
Pode me alcançar.
Pode me mostrar que amar não é sempre perder.
E que, dessa vez,
eu não vou precisar me despedir de novo.
Quero mudar minha vida. Tenho 19 anos, é tempo de fazer alguma coisa. Talvez eu tenha medo demais, e isso chama-se covardia. Fico me perdendo em páginas de diários, em pensamentos e temores, e o tempo vai passando. Covardia é uma palavra feia. Receio de enfrentar a vida cara a cara. Descobri que não me busco ou, se me busco, é sem vontade nenhuma de me achar, mudando de caminho cada vez que percebo a luz. Fuga, o tempo todo fuga, intercalada por períodos de reconhecimento. Suavizada às vezes, mas sempre fuga.
Decidi não esperar pelas oportunidades, em vez disso eu fui buscá-las. Decidi que cada erro seria uma solução, uma oportunidade para aprender. Decidi que a cada buraco cavado não seria um problema, mas sim uma possibilidade de encontrar ouro. Decidi que cada momento da minha vida seria vivido com razão para cultivar no meio de tanta maldade uma pequena esperança. Decidi fazer da minha história um mundo de sonhos, que estes carrego com vontade, com expectativa, com esperança de que um dia tudo vai mudar.
Os únicos princípios que eu aceito, ou necessito, na Física são os da Geometria e da Matemática pura; estes princípios explicam todos os fenômenos naturais, e nos permitirem fazer demonstrações bastante acertadas a respeito deles.
Não importa a distância para que eu possa sentir,
perceber e ver através de sua alma...
Estarei sempre aqui...
Eu seria capaz de jurar que é aquele seu lobo que o mantém vivo. A criatura fica junto à sua janela dia e noite uivando. E sempre que o afugentam, ele volta. O mestre disse que uma vez fecharam a janela, para abafar o barulho, e Bran pareceu ficar mais fraco. Quando voltaram a abri-la, seu coração bateu com mais força.
Não vou atrás de ninguém. Não mais. Ontem eu quis desesperadamente a sua companhia lá naquele banco da praça, quis ficar ali com você a noite toda se pudesse. E quando fui embora pensei em te ligar, dizer pra voltar amanhã, vir me fazer sorrir. Mas não. Hoje eu acordei e pensei que seria melhor não, eu não quero me apegar em ninguém, não quero precisar de ninguém. Quero seguir livre, entende? Mesmo que isso me faça falta, alguém pra me prender um pouquinho. Vou me esquivar de todo sentimento bom que eu venha a sentir, não levar nada a sério mesmo. Ficar perto, abraçar de vez em quando, sentir saudade, gostar um pouquinho. Mas amar não, amar nunca, amar não serve pra mim. Prefiro assim!
►Peter Pan
Eu sou como Peter Pan
Não quero crescer, admito dele ser fã
Abrir os braços e voar no céu do amanhã
De tantas alegrias ser ímã
A Tinker Bell com o seu pó mágico
Se não fosse pelo pó, Pan teria um fim trágico
Veja, voar é fácil, tudo é básico
Me dê a mão, não te deixarei cair no chão
Prepare-se, vamos voar
Até o final do alto mar
Nos jardins das nuvens navegar
No céu iremos nos deitar
Seremos como crianças a brincar
Aproveitar as lindas estrelas que a Lua nos dá
Você também não quer crescer? Pois vem pra cá.
Quero resgatar os sorrisos da criançada
Venha, Tinker Bell, a magia será lançada
Espere e verá, a felicidade será alcançada
Logo poderei voar e ver a Lua realçada
Minha liberdade vejo na alvorada
A Lua já não mais irar me iluminar
E os raios do sol iram me acalmar
Sim, os sorrisos iremos tomar
E assim, iremos retornar
Ao nosso doce e aconchegante lar.
Sou apenas um garoto esperto
Porém, estou me sentindo incerto
Será que eu realmente devesse crescer
Da torre do relógio vejo esse céu aberto
Essa brisa que sinto, irá me rejuvenescer
Estranho, as horas do relógio não passam
Os ponteiros se expressam
Não querem envelhecer também
Caro relógio, faça o que te convém
Pense em seu próprio bem.
Eu sou como Peter Pan
Porém acordo e vejo que já é de manhã
Pois tudo foi um sonho, não creio
Devo acreditar que aquilo fora um devaneio
Gostaria de sair pela janela e voar
E minha alegria ressoar
Queria ser como Peter Pan e flutuar
E na Terra do Nunca, morar!
