Vc pode Correr eu te Pego
na rotina
do meu dia
a poesia
é ofício de alegria.
e quem diria?
antes eu não suportava
POESIA.
hoje ela é meu alívio
meu refúgio.
busquei paz em teus braços
e você fugia de mim
estávamos desconectados
do nosso amor
só eu que não percebia
e ficava insistindo
em algo que já havia acabado
fazia tempo.
o tempo corre demais
eu parado na esquina
o sinal é verde
esperança, a última que chega
apaga a luz
sem direção para seguir
em busca do sonho de ser feliz.
Vou te observar em cada detalhe
Até o suor que escorre teu corpo,
Eu queria ser ele
E deslizar sobre você
Como um sonho eterno de amor.
Um livro jogado sobre o sofá
O ventilador ligado
Tentando amenizar o calor
Sou eu deitado ao chão
O pó da terra
A poesia nutre o meu viver
Preciso alçar vôo
Sobre a solidão tempestiva
A casa é pequena
A vida é passageira
E não tem como concertar.
Eu esqueço o passado
Abraçando o presente.
Vou em frente
Não fico parado.
O dia é um mistério
Cheio de adversidades
Com mentiras e verdades
Escritas nas nossas histórias,
Sempre buscando protagonizar o bem
E derramar amor
Por onde passar...
Eu ligo um verso ao outro
Conduzindo um mapa, uma história de amor
Com final feliz.
Poesia é conto de fadas?
Poesia é terror?
Poesia é vida e arte...
Poesia é escrita à flor da pele.
Poesia não tem sentimento
Mas, é para sentir.
Poesia é isso
É aquilo
É tudo...
Em cada verso
Que escrevo
Deixo um pouco de mim,
Quando eu partir
Não será o fim,
Ainda estarei aqui
Em poesia.
Você foi embora e não quero que volte
Mesmo que eu te ligue implorando para isso
Não faz sentido,
Sorrimos e sofremos.
O amor nos entregou um ao outro
E não soubemos aproveitar
Derrapamos na estrada da vida
E mesmo desejando o passado
Prefiro seguir um novo rumo.
Enquanto a cidade dorme
Eu acordado.
A madrugada é minha companheira
A mente repleta de pensamentos
Que fervilham
Como um vulcão,
Não durmo desde terça-feira
O corpo cansado
Tudo é tão difícil
Se pelo menos você
Tivesse aqui comigo.
O que me resta é só a poesia
E nela te escrevo
Como uma última lembrança.
Eu e o verso
Você e o universo,
Somos poesia
Uma dose de alegria,
Em cada instante
O mundo distante,
As batidas do coração
Em sintonia fazendo canção,
No ritmo do amor
Sentimento com sabor.
Nada é perfeito
Abaixo do céu,
A palavra aponta o erro
E eu falhando
No amor
Na poesia
E a vida não faz sentido
Se tudo é vaidade.
Sem rumo
Eu assumo
A viagem
Numa miragem
E no deserto
Sinto o calor de perto
Sinto o amor distante
E não é nada confortante.
Palavras dormentes.
Línguas ferventes.
Da mesma boca, maldição!
Da mesma fala, benção!
Eu grito contras as vozes na minha mente
Desejam meu mal de forma intransigente,
Perdido com pensamentos intrusivos
São tão abusivos,
Não posso deixar me dominar
Preciso parar de pensar
Não posso sucumbir
Preciso escrever para me distrair.
Guardo memórias
Dos dias felizes
Em que vivi,
Desejando que no futuro
Eu os reencontre,
Sorrisos, abraços e vivências
Que ficaram perdidas
Na minha trajetória até aqui.
Às vezes dá vontade
De ir embora
Desse mundo
Mas, eu lembro que vou encontrar
O vazio eterno da solidão
E ficando aqui
A vida me preenche
De tantos sentimentos,
Principalmente amor!
EQUILÍBRIO...
E no salto eu vou fazendo malabarismo…
Do que?
- Dos percalços da minha vida na corda bamba…
VERSOS FLUTUANTES...
E é nesse mundo que habita
em mim que só eu conheço…
que sobrevôo por recantos
indevassáveis e incorpóreos
e flutuo num vazio disperso…
quando retorno vejo apenas
manuscritos de meus versos…
MARCAS DO CAMINHO..
A vida vai passando e deixando marcas…
E daí?
- As marcas que ficam eu uso como ponto de referência pra seguir o meu caminho…
