Vc foi uma coisa Boa na minha Vida
Qual será o poema mais bonito
que já foi escrito?
Eu o vejo todo dia
Não é poema, é poesia
Recitado com o Verbo Divino
A primeira vez que o lí
Eu ainda era menino
E nem ao menos compreendia
tanta beleza que via
Quando olhava o Céu e as Estrelas
Havia comida à mesa
E borboletas e formigas
no quintal
E às vezes dentro de casa
E mesmo sem nunca tê-los visto
Eu sabia que existiam
As Florestas, O Mar e o Amor
O Amor de Deus
A me dar atenção
E a emprestar-me
a compreensão
e poder ver tudo isto
Era-me algo tão natural
Que um dia então
Eu quase que pensei
Que eu era mau
Ao descobrir
Que nem todo Mundo
Enxerga as coisas
Sempre igual.
Escrever poesia
Foi a forma tardia que eu encontrei
Pra contar aos meus filhos
meus irmãos
e principalmente
Àqueles que não me conhecem
Coisas que eu vivi
Que gostaria de viver
e principalmente
As coisas que eu nunca vi
Não passei e não senti
Eu precisaria viver mil vidas
Pra poder escrever tudo isso
e tudo isso ser verdade
Eu as escrevo simplesmente
Pra poder expressar
e principalmente
Não deixar que fuja
Aquela inspiração que me invade
lentamente, sorrateiramente
Em algum lugar da mente
Que eu nunca vou saber qual é
Dizem que o Poeta mente
Creio que seja verdade
Mas eu às vezes acho
Certas mentiras muito lindas
e acredito que serão bem vindas
Nas almas e no coração
De muita gente que as vai ler
E dizer pra si mesmas
Que o Poeta fez um bom serviço
Pois elas sim, sentiam tudo isso
Mas não sabiam como dizer.
Aquilo que ontem se foi
se foi...só se foi
Não é e nem será
Aquilo que hoje é
também não o é
pois o presente
ainda não foi escrito
e pode ser mudado
a qualquer momento
por isso tem este nome
é sempre um nova oportunidade
perecível, volátil
e com prazo de validade
com a qual
Deus contempla os Homens
Aquilo que ainda não chegou
e qualquer esperança
que por mais lhe pareça vã
reside
num lugar chamado amanhã
tudo que deixaste escapar
e tudo do qual não se foge
serão resultado
daquilo que acreditaste
e que, com teu estado de espírito
pessoalmente criaste
e que toda a sua história abrange
estão lá
e resultam
do ontem
e do hoje.
Nem todo ouro do mundo
é suficiente
Pra comprar ou devolver
A paz perdida que se foi
Juntamente àquela lágrima
Chorada em segredo
No escuro
Nem o conhecimento
de todos os segredos
Guardados
No fundo dos Oceanos
Nos confins do Universo
e no passado
Perdido e esquecido
Podem desvendar a dor
daquele amor verdadeiro
Que alguém desprezou
e sem querer
O perdeu
Pois
Por tanto querer
Não o viu
Não o reconheceu
e nem acreditou
Mas tudo um dia se acaba
e de tanto esperar
pra acontecer
Acabou
O Amor anda tão frágil
Que o amor foi ao Doutor
O Doutor perguntou ao amor
Se ele sentia alguma dor
O amor respondeu ao Doutor
Que amor quando é amor
Sente sempre alguma dor
Sente sempre a dor da saudade
A dor da perda ou da indiferença
Gente propensa a amar
Sofre muito mais
Que o Doutor pensa
Mas a razão
de Eu me sentir assim,
Tão frágil
É a maneira como me veem
Aquilo é plágio de amor
Amor interesseiro
Amor ao dinheiro
E às coisas que brilham
Os adeptos do amor grosseiro
Fiam-se no amor até
Pra cometer atrocidades
Amor de verdade
Só ama
Ama diante da pessoa
da mesma maneira
Que a ama distante
O Amor verdadeiro
É um diamante muito raro
E quando Ele fica doente
Não adianta remédio caro
Amor, Senhor Doutor
Só se cura com amor
E o Doutor
Viu-se diante de um dilema
Com tantos diplomas na carreira
Não podia curar ao amor
Uma dor tão corriqueira
Porém, naquela tarde
Após conhecer a verdade
O Doutor aprendeu a amar
Hoje eu passei
O dia inteiro aqui, parado
Igual ao que foi ontem
A Lua navega
A Terra se move
O Sol se esconde
Num lugar muito distante
Pra lá de não sei onde
E eu não sei a razão
Mas fiquei aqui
Houve em minha vida
dias mais aprazíveis
Ah...isso houve
Hoje eu vejo os dias passando
Ensolarados,
Lentos e modorrentos
Nada se move
Mas nem todo dia é assim
há dias em que chove
E nada além disso
Só isso
E isso me dá
Uma saudade imensa
daqueles dias
que eu saia de casa correndo
Procurando aquela molecada
Sempre propensa a brincar e rir
Saudades dos lagos e rios
Quando sapos e rãs, displicentes
Jamais se importavam
de compartilhar com a gente
Aquela vida boa
de pipas no Céu
Carrinhos de rolimã
E sempre os melhores amigos
tinham uma ou duas irmãs
Tudo isso se passava
Num tempo e lugar
Hoje
Irremediavelmente inacessíveis
Não dá pra explicar
Mas a qualidade dessa saudade
As faz revelar
Que eu tive a oportunidade de viver
dias incríveis...inesquecíveis
Ainda bem que o ontem se foi
Ninguém suportaria revivê-lo
O ontem que se foi, deixou saudade
Mas é só isso
Meu compromisso é com o presente
E nem assim posso cumpri-lo
da maneira eficiente
Que o momento merece
Esperei anos e anos
Pra chegar ao presente instante
E ele passou correndo
Invisível
Bem diante dos meus olhos
indiferente ao fato
de nenhum de nós haver se preparado
convenientemente para aguardá-lo
Mas o tempo é assim
Passa
e parece indulgente
mas não o é
ele sempre nos aguarda
Um pouco mais adiante
Até que, num instante qualquer
realmente
Haverá de ser
Aquele momento para o qual
Você jamais se preparou
e passaste a vida vivendo à esmo
Quer saber?
Não faz mal.
Vai sem preparo mesmo.
Edson Ricardo Paiva
Tristeza, me diga
Da alegria que sentiu
Na primeira vez
Em que me viu
Qual foi o tipo de sentimento
Que despertou em ti
Tamanha vontade
de se aproximar
E aqui permanecer
deixando-me
de voz tão pálida
Na verdade
Aos poucos tem transformado
a vontade de viver
Numa pobre caquética
Minha esperança em cética
Matando a pupa
de qualquer alegria
Ainda no estágio de crisálida
Me diga, tristeza
Como podes ter prazer
e ver beleza
Nos irmãs iguais a ti
Quando as vê
de mim...sempre de mim
Se aproximarem
Todo dia
Me diga, tristeza
Por que é que tem
Que ser assim?
Edson Ricardo Paiva
Vamos levar adiante as experiências que tivemos nesse Ano de 2020. Foi bagunçado ,monótono em alguns dias,cheio de ideias em outros ,saudades de pessoas vivas,(o abraço e o cheiro delas) ,mas estamos superando .
Os pets foram a energia maravilhosa sempre presente.
O Finalzinho chegando e estou com a certeza que tudo serviu de experiência e fortalecimento para todos.
Eu saio de 2020 fortalecida e olhando a vida do outro
Lado
O lado de dentro
🙏🏻
Um rosto desconhecido
A se olhar no espelho pela manhã
Perguntou para a eternidade
Quem foi que conferiu
Essa autoridade, tão limitada
Pra que o espelho refletisse apenas
Algumas formas ainda perfeitas
E aquelas imperfeições tão pequenas
Coisas que não dizem nada
Sobre aquele rosto que fitava a própria imagem
Será que o segredo da vida
Era saber ornar ou diferir
A imagem refletida
da persona daquela alma
Escondida na calma ou na ausência desta
E que se faz a presença mais constante
Em cada momento da vida
Se um dia, nesta longa eternidade
Inventarem espelho que reflita
Não a imagem que se acredita, pois esta é bobagem
Mas a figura real e sem igual de quem se é
Pois seu medo era saber
Que se um dia não lhe for mais possível
Ocultar ao mundo os seus segredos
O que será que lhe resta?
Edson Ricardo Paiva.
Faz tempo que percebi
Que o tempo passa
O que levou um pouco mais de tempo
Foi pra eu ver por onde ele anda
E quanta coisa esse tempo esconde
Porque, por mais dias de Sol que se faça
E por menos que o tempo se feche
E o mato cresça
Por mais tardes que a noite escureça
O tempo passa sim, mas não se mexe
O fato é que passou por mim
Eu sei disso, pois estou aqui
E depois do compromisso
Que eu cumpri com o tempo
Percebi
Que parte disso consiste
Em perceber-lhe a passagem
E manter-se sereno e em paz
Por menos que se conquiste
Porque, por mais que se corra
Não se vence o tempo em seu terreno
Vai-se à frente às vezes
Mas depois ele te passa
E não adianta correr atrás
Eis a lógica do tempo
Ele sempre corre mais
Basta ver a imagem refletida
E depois perceber
Que é um espelho da consciência
E que o tempo
Se esgueira pelo lado escuro
Onde nunca se olha
Fingindo inocência
Talvez, por conveniência
Se pensa que ninguém vê.
Edson Ricardo Paiva.
Triste quem não tem pra onde voltar
Pobre de quem foi
Caçar estrelas
Coitado de quem se iludiu
E que seguiu na direção
Do primeiro arco-íris
Que surgiu depois da tempestade
Tenho pena, muita pena
De todo aquele que não causa mais
Uma saudade apenas
Mesmo que diminuta, pequena
Me apiedo de todo coração
Que não tem paz
Depois da estrela, arco-íris
A queda
Meus olhos se enchem de aflição
Por todo aquele que vive
E que não causa nenhuma afeição
Em ninguém
Deve haver lá no céu
Uma alma plena de luz
E que tenha em mãos
Um livro, um papel, uma pena
E a dura missão de recensear
Essas sombras vagantes
Viventes de alma escura
Que não sentiram pena de ninguém
Além de si mesmo apenas
E viveram sua vida pequena
Como se ela tivesse que ser eterna
Enfermas
Sempre vencer e ganhar e ser o melhor
Custe o que custar
Esse era seu lema
Seu meio a superar quaisquer problemas
Mas o tempo corre
A vida passa
As quedas vem
Sem ninguém pra estender a mão
Que pena!
Edson Ricardo Paiva.
Perdeu-se
Sumiu-se
Foi
Que nem
Que se era vento
Não viu-se
Se era pipa de papel
Ou
Se pedaço de papel
de catavento
Voou-se de repente
Perdeu-se, lentamente
Fez um traço lá no céu
do espaço lento
Quando inteira
Era eternidade
Em pedaço
Chamou-se momento
Num momento se passou
Se foi no vento.
Edson Ricardo Paiva.
Tristeza
É o nome de um lugar
Que não tem chão
Um lugar que foi criado
Pra semear-se ilusões
É um lugarejo tão distante
Que só vejo uma razão
Pra se estar lá
É ter plantado uma planta
Chamada falsa esperança
Que é algo que quem semeia
Palmilha com a planta dos pés
Planta espinhenta e tão falsa
Que se planteia descalça
E fere as palmas das mãos
Para tirá-las
Quem perdeu-se lá
Perdida a alma
Saída não tem
Se cala e fica lá
Mas não fala pra ninguém.
Edson Ricardo Paiva.
Quando estivermos
Num mundo perfeito
Compreenderemos, enfim
Por que foi que, no último segundo
Deus achou por bem não dar-nos asas
Saberemos, que pontos de vista não mudam
Mas que o tempo nos arrasta a lugares distantes
Pra sabermos que os olhos iludem
E, mesmo que as coisas não mudem
As veremos de maneira diferente
Sem jamais esquecer-nos
Do jeito que foram antes
Lá, no cume dessa perfeição
A luz intermitente
De um singelo vaga-lume
Há de alumiar-nos tanto
Que os mais obscuros
Recônditos de nossas mentes
Confundir-se-ão
Não com a claridade
Mas com aquele vasto chão
Que sempre esteve tão perto
Sem que, de fato, nenhum de nós
Jamais sequer ousasse ter pisado nele.
Edson Ricardo Paiva.
"Desconheço a cor do teu ódio
Meu amor sempre foi e será pra sempre transparente"
Edson Ricardo Paiva.
O pássaro foi preso porque ele tem asas.
A tarde vai
Noite cai depressa
Parece que não faz sentido
Vai-se como o pensamento
Uma vontade que, apesar de enorme
Sucumbiu, perante o tempo
Em frente da verdade
Te vejo chegando e pergunto
Meu Deus, o que foi que te trouxe?
Quisera fugir de desejo tão doce
Quem dera se ao menos tão breve não fosse.
Tudo são peças
De todos os quebra-cabeças
Mas a vida é toda feita tardes e manhãs
E tortas de maçãs
Esfriando, nas janelas do passado
Aquelas que, de vez em quando
A gente se recorda
Nunca ouvi falar de orgulho que não perecesse
No mais, tudo se ajeita
A tarde passa depressa
De maneira que foi só desejo
Que se põe pra sempre
Lá no fim da linha
Todo fim de tarde é uma visão perfeita
Onde um mundo de horizontes
Se enfileira bem diante
de todos os olhos do mundo
Quando finda o dia e a luz do sol se aninha
Mas a vida toda, ela consiste
De manhãs e tardes
Onde existe a pressa e o vice-versa
E nuvens que não passam por aqui
Se uma só, triste, passasse
Juro como eu lhe pedia
Que me ensine levitar
Que eu revelo a ela
O peso de pisar em brasas
O pássaro foi preso porque ele tem asas
Os pássaros são livres por estarem presos...às próprias asas
Eis a nossa natureza
Hoje eu olho para o céu, nada se move
Todo dia é todo feito de manhãs e tardes
E janelas a se abrirem pra jardins de flores mortas
Portas, donde agora estamos. Ah, se elas se abrissem!
Tardes passam, sem fazer sentido
Algodões que não se movem, que não chovem, que não nuvens
que não nevam, que não levam nada
Vão vivendo a vida, sem ligar se faz sentido
São borrões no céu, apesar de parecer felizes
Se passassem por aqui
Pedia pelo menos pra que ouvissem meu pedido.
Edson Ricardo Paiva.
E então cheguei aqui...
eu sei, não parece muito
mesmo assim, não compreendo
como foi que consegui
Quando tudo começou
isso, há muito tempo atrás
despojado de qualquer recurso
sem saber no que pensar
ou em quê sentir
fui seguindo
o tropel da cavalgada
muitas vezes ao fim
da viagem que
me conduziria a mim
percebia que não havia
de maneira nenhuma
aprendido ou ensinado nada
a vida soava onírica
e sem ter quem me ensinar
optei por procurar
o lado lírico do viver
hoje em dia
olhando o caminho percorrido
não me lamento
e muito menos me arrependo
de não ter acumulado
não haveria onde guardar
portanto, fui dividindo
que quem estivesse ao meu lado
irmão, amigo ou desconhecido
vivendo o Sol de cada dia
um dia de cada vez
o otimismo se fez escola
entrei em lagos
chutei bola
e tentando, então
compreendi
que nunca aprenderia a nadar
futebol, então...nem pensar
mas olhando hoje a vida, penso
que o empirismo me deu o bom senso
de saber que nunca haveremos
de chegar a nenhum consenso
e, apesar de tantos tropeços
que houve desde o começo
eu ainda estou aqui
e assim vou permanecendo
pois não tenho pra onde ir
Se você foi feliz ou não foi
Dormiu bem à noite ou não
Se teve um emprego ou dois
talvez não tenha tido nenhum
Trabalhou como um cão
ou caminhou na macia
areia branquinha
de uma linda praia
A vida continua sempre
Mesmo que um dia
Ela acabe pra você
Se você soube vencer
Se você não sabe perder
Se soube ou não viver
Mesmo que um dia
a vida acabe pra você
a vida sempre continua
um dia a gente
atravessa a vida
Como quem
atravessa uma rua
mesmo que você pense
que do lado de lá
não tem nada
Existe sempre
outra calçada
do outro lado da rua
mesmo que a vida acabe
é lá
que a vida continua.
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