Vc foi uma coisa Boa na minha Vida

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Eu quis fazer uma canção
que trouxesse alegria pro seu coração
eu procurei palavras e lugares e motivos
pra fazer você sorrir
Eu quis achar motivo, causa ou porquê
de trazer felicidade a você
Eu sonhei com o momento em que
você, deixando de chorar
Dissesse que mudei a sua vida
E eu só tenho a te dizer
Que neste mundo
Pra ser feliz é preciso
Ser criança, burro ou egoísta
E a minha alma de artista
Me disse: Desista!
E eu larguei a minha pena
e arranquei as cordas do meu violão
uma a uma
E não fiz canção nenhuma

Inserida por edsonricardopaiva

Imagine o início da jornada
a nascente de um rio
a ponta de um fio
o quilometro zero de uma Estrada
a porta de entrada de uma vida
como fundo musical
uma canção que a gente gostava
mas que já foi esquecida
e a viagem se inicia
com o choro contido
o dinheiro contado
e a canção que queria ouvir
não foi cantada
nem todo dia havia Sol
mas toda chuva terminava
a cada dia uma surpresa
quando a curva desdobrava
dias lerdos, dias lentos
havia boa companhia
em quase todos os momentos
à noite a gente descansava
depois de algum tempo na estrada
todo dia a gente ria
e realmente a gente estava certo
quando achava
que a viagem finalmente terminava
quando a nave flutuava
triunfante e reluzente
sobre um caudaloso
rio de lava

Inserida por edsonricardopaiva

Uma vez eu te pedi
um par de sapatos marrons
que você não podia comprar
eram os sapatos dos meus sonhos
mas nem tudo estava acabado
voltando pra casa eu ainda tinha
você sempre aqui, ao meu lado
o chão da cozinha, de jornais forrado
pra meus pés descalços
não pisarem chão gelado
apesar dos percalços da vida
a vida, que hoje analisando
faz todo sentido
um dia os sapatos marrons
estavam nos jornais e nos meus pés
eu chutei todas as pedras que pude
mãe, me perdoe se falhei
na infância, hoje em dia
ou talvez na juventude
viveria tudo de novo com você
os tempos ruins
hoje lembrando, foram tempos
muito bons
enfrentaria o mundo de novo
com meus velhos sapatos marrons.

Inserida por edsonricardopaiva

Existe um Oceano de Estrelas ao redor de nós, para nomeá-lo os Homens encontraram uma maneira muito sutil de homenagear as mães de todo o Universo. As mães que existiram e que haverão de existir: A minha, a sua e também aquela filha que ainda não nasceu. As mães deste e de todos os outros mundos habitados, físicos ou espirituais.
Esta homenagem foi tão bonita quanto à vida, que apesar de não ser da maneira que imaginamos, a é da maneira que sentimos e se extende às fêmeas de todos os Reinos, filos, classes ordens, famílias, gêneros e espécies:
Via Lactea.

Inserida por edsonricardopaiva

Existe uma ilhazinha triste
perdida lá num canto do Pacífico
Sozinha, vai passando a existência
Às vezes vê passar
Um barquinho ou um aviãozinho
Porém, ela não consta do caminho
não existe necessidade
não há desejo específico
ou planos de que seja visitada
Perdida, lá bem longe
Esquecida no meio do nada
De vez em quando
Um passarinho pousa lá
Confuso e desorientado
fazendo caminho errático
perdeu a noção de orientar-se
pelo Campo Magnético
Não vê gente há muitos anos
Não dá nem pra contar
Paralelos, meridianos,
Eu acho que nem mesmo os Oceanos
já dão conta da existência
da ilhazinha que fixou residência
escondidinha,
longe de qualquer caminho
As estrelas lá vistas à noite
resumem a mais perfeita expressão
das imagens da saudade e solidão
Sozinha, perdida, esquecida
Parece até meu coração
Parece até minha vida

Inserida por edsonricardopaiva

Eu vi cair do Céu
Uma Estrela cadente
Eu tinha lido
Num pedaço de papel
Que algumas delas
Atendem pedidos
Mas que o pedido
Precisava ser sincero
Mais sinceridade
Que meu desejo exprimia
Não pode existir
Pedi que ela deixasse
Que o vento levasse
Um pensamento assim
antigo
distante
flutuante
e trouxesse na volta
Qualquer tipo
de resposta
Mas que ao menos
respondesse
Se nesta vida
eu ainda teria
A imensa alegria
de ver brilhar
na escuridão
da noite fria
A tocha do fogo
Que o fogo acendeu
A chama na noite
Que no tempo
se perdeu
E me deixou assim
Sem saber se eu
Sou mesmo Eu
Se meu próprio
coração
Jamais me pertenceu.

Inserida por edsonricardopaiva

Um velho carrega uma lanterna
atravessando a escuridão dos tempos
seus olhos quase cegos
permitem que veja
poucas imagens
a emergir da escuridão:
Contempla humanos poderosos
Abusando do poder
com o dedo em riste
Não pode conter então
um triste riso
por saber que apesar que
por mais breve que seja
por aqui nossa passagem
não queremos nunca abrir mão
e nem nos ocultar do prejuizo
do preconceito
nem dos erros do pretérito
E tudo mais
que não é mais preciso
A vaidade
a encobrir aquilo
que valeria de verdade
Almejando alçar ao Céu
sem mérito
Querendo ocultar
aquilo que não se oculta
Daquele a que tudo sabe
O velho é apenas um velho
Que chora, então
pelos incautos
Que ainda não perceberam
que tudo passa
e há de passar
o Mundo inteiro
Aquele que chega em primeiro
nem sempre será vencedor
Haverá de se ver perdido
em meio ao nevoeiro
ou à fumaça
que emana das chamas
acendidas pelos próprios erros
daqueles que acreditavam
não haver amanhã
buscando sempre
viver o agora
pois sabe passada a hora
não há volta
pois por mais velho
que o velho seja
Ele aprendeu a enxergar
com olhos que não veríamos
se pudéssemos olhá-lo
porém, sempre supomos
mais que ele sabermos
nos embrenhando
cada vez mais
por um caminho
que não conduz
e nunca levará
ninguém a conhecer
a Paz.

Inserida por edsonricardopaiva

Meu coração é uma casa,
uma caixinha, uma praça
Meu coração é um lugar
aonde ponho aquilo
Que tenho de valioso
Mantenho as portas abertas
aonde entram
quem me deixa entrar também
Mesmo assim
Muita gente entra sem pedir
e fica
Mesmo quando pensa
não estar mais lá
Nem nunca ter estado aqui
Eu tento pintá-lo
novamente sempre
Com as cores que encontrar
Tem uns passarinhos voando ali
São aqueles que o Eu menino matou
Eu os deixo lá, esperando o perdão
Tem gente que ofendi
Tem também quem me ofendeu
Há aqueles que não me perdoam
Estão todos aqui...no coração.
Quem prestar atenção
Verá um cachorrinho branco e preto
foi o unico que tive
em toda esta vida egoísta
hoje ele brinca
com um gato que tem aqui em casa
Aqui o Céu nem sempre é azul
Mas a culpa é minha
e não de quem está nele
Tem buracos nas paredes
muitos
Feitos por quem
eu menos esperava
mesmo assim ainda voa
viaja, flutua, passeia
E leva todos juntos
Mesmo quem pensa nem estar lá
Isso é segredo
Tem nuvens e sempre chove
Mas só chove no escuro
aonde choro e ninguém vê
Não é um coração rico
Mas é sincero e verdadeiro
E vocês estão todos aqui
Quem pediu para sair
eu deixei
Partiram e ficaram
ficaram sem perceber
Apesar dos anos passados
e do aparente desgaste físico
é ainda um coração de criança
aonde estão presentes
aqueles que me esqueceram
Mas que eu guardo na lembrança

Inserida por edsonricardopaiva

Faz alguns anos
Que, com a ajuda de Deus
Tornei minh'alma
Uma peneira de tristeza
Os fracassos me atingem
Qual a todos no Mundo afligem
Talvez estivesse nos planos
De quem transformou-me em brinquedo
Excetuando-se os grandes, então
Dos pequenos fracassos
Esvaiu-se todo medo
Passando pelas mãos
Que acompanham-me a alma
Vou transformando
Em palavras de calma
Todo mal que me alcança
Já não faz tanto mal
Não faz não
Eu os uso
Como pura inspiração
Sublimando assim
aquilo que eu não queria
Eu transformo em poemas
Alguns de meus problemas
A ausência de alegria
Transformei em poesia
E como eles vêm
Todo dia
As coisas iníquas
Se tornam profíquas
No dia em que não tem
E dá vontade de escrever
Eu busco então as longinquas
que um dia foram mágoa
E então elas deságuam
Num pedaço de papel
De acordo com a inspiração
Que um dia me veio do Céu.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu preciso ir buscar uma planta
Que alguns até chamam de flor
Entre tantas outras existentes
Sei que é esta e somente esta
Que agradará o meu amor
Vai fazê-la me olhar com carinho
E querer ficar perto de mim
E gostar de mim pra sempre
Como um dia prometeu
E apesar de eu gostar muito dela
Esqueceu-se quem sou eu
Porém, esta planta delicada
Chama-se dente-de-leão
Quando aberta o vento a carrega
E a espalha pra Terra do Adeus
Mas ela ainda está em botão
Isso me dá algum tempo, então
E eu preciso chegar até ela
Caminhando devagar
Sentindo paz no coração
Eu sei que acabou de brotar
Num lugar inquietante
Um pouco mais longe de além
Mais além do ponto mais distante
Que eu posso enxergar
Quando eu olho do Mirante
Esta flor está lá me esperando
Sei que eu vou chegar lá
Não sei quando
Tenho pressa, pois sei que nasceu
Lá na Terra dos ventos uivantes
E peço ao vento por favor
Tenha calma, me espera chegar
Não carregue este presente
Que eu agora estou indo buscar
Pra ofertar ao meu amor.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu pedi a Deus
Um pouco de alegria
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
A alegria de vislumbrar um pouco o Céu
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
Uma maneira de dizer aquilo que eu queria
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
Que minha vida não fosse perdida
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
Asas para voar
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
Olhos com visão além do alcance
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus Sabedoria
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
Que após minha partida
Todo Mundo procurasse entender a vida
Que vivi aqui um dia
E Deus deu-me uma folha de papel
Pra eu poder escrever poesia

Inserida por edsonricardopaiva

Ontem, em algum lugar
deste imenso Universo
Uma estrela se apagou
Extinguiu-se antes que a sua luz
chegasse a nós
E iluminasse
por ao menos um segundo
Este nosso mundo atroz
Dela, nem tomamos conhecimento
Nossas vidas não passam de momento
Momento em que sonhamos
vislumbramos, crescemos e concluimos
Nosso direito
De sermos algozes
de nós mesmos
As estrelas partem
Nós partimos
Olhando a nós mesmos do cimo
Sem perceber
As luzes que não nos atingem
Outros fingem
Interpretam perceber
E nem mesmo após o dia
Em que todas as estrelas
já houverem se apagado
Terá percebido um sorriso
Que brilhou a vida inteira
e porventura luziu
Bem ali, ao seu lado.

Inserida por edsonricardopaiva

Às vezes, muitas vezes
Eu sinto uma imensa, muito imensa
Muito imensa mesmo
Uma saudade imensa, bem maior
Do que muita gente pensa
E penso nele, penso e me pergunto
Por que é que a gente repete e repete
e repete tantas vezes o mesmo assunto?
Quanta coisa a gente tinha pra dizer
e não disse...
Queria que ele me visse agora
Queria que ele me dissesse
Que sentiu a minha falta
Queria que ligasse pra mim
Qualquer hora dessas
Queria conversar um dia
Sem pressa
Ou gente por perto pra apressar a gente
Um dia o tempo acaba
Um dia um de nós dois se vai
Nunca se sabe
Queria dizer
Pai, meu coração é bem pequeno
Mas você ainda cabe.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu tenho uma caneca de café
Que traz um sorriso pintado
Se eu me sinto aborrecido
Olho pra ela; não há como ignorar
É um sorriso daqueles sem paga
Parece até que perdi o juízo
Mas é que sou tradicional
sou fiel, metódico e sistemático
Gosto de ler os mesmos jornais
As mesmas revistas e todas as bulas
Preservo há anos o mesmo emprego
Os mesmos amigos e o amor da mesma mulher
Faço as coisas do mesmo jeito
Toda semana
E tomo sempre outro café
Na mesma caneca que traz
Um diferente sorriso
Estampado na mesma porcelana
Um sorriso meio de lado
Meio ingênuo e meio malandro
Meio bucólico e meio assim...
rindo de mim
Mas ainda é um sorriso
Quando ninguém sorri pra mim
Ela está lá
Me esquecem os amigos
Briga comigo a mulher
Tenho problemas no trabalho
Ficam com raiva de mim
aqui em casa
Eu abro o armário
E ela está lá; sorrindo
Minha única amiga de fé
Me estende sua única asa
E me convida pra um café.

Inserida por edsonricardopaiva

Uma hora o Sol se põe
Você percebe
Que perdeu a conta dos ocasos
Não se ocupou de contar os sonhos
Nem se importou com medonhos pesadelos
Talvez você tenha sido feliz
Regando ou pintando vasos
Não lamentou as coisas que não viu
Foi feliz ao final
De cada dia que partiu
Nem ligou ao perder
ou ver clarear os cabelos
Sem perceber, cumpriu todos os prazos
Sangrou às vezes, sem chorar
Suportando assim, todas as provas
Confiante, que a cada dia que nasce
Haverão de nascer
Sempre coisas novas
Novas alegrias, talvez tristezas
Não faz mal
A vida tem que ser vivida
todo dia, toda hora, todo mês
Quando a gente vive assim;
Sem preocupação, culpa
ou medo no coração
Viver amanhã aqui? Talvez
Haverá sempre de existir a confiança
De que a vida um dia
Haverá de começar de novo
Um dia a gente vai voltar
A correr e pular
Como fez em outros dias
Num tempo em que ainda era criança
Quando a gente aprende
a não deixar de ser
Esta inocência, pura e divina
Nos dá a certeza
De que vão tornar a acontecer.

Inserida por edsonricardopaiva

Sandra

Outro dia eu sonhei
Com uma casa que a gente morava
Onde você, desde pequena
Acordava, fazia sorrir e sorria
Mas sempre havia um dia
Em que você estava brava
Eu ria, chamava a Patrícia
E a gente brincava
Outro dia eu passei lá em frente
A alegria se foi
Nem vale mais à pena passar lá
Os jardins estavam mal cuidados
A pintura desbotada
A casa não lembra em nada
Aquilo que foi um dia
Quem vê nem imagina
Os dias de alegria
Qua a gente viveu por lá
A vida sempre prossegue
A gente fica assim
de coração vazio
Como ficou vazia a casa
Hoje em dia
Acho que a gente nem mais consegue
Voar com aquelas asas
Mas, meu Deus...como eu queria
Brincar com a menina em fraldas
E ver brilhar
Aqueles olhos cor de esmeralda
Que quando me lembro, eu rio
Diferente daquela casa
Só de lembrar
Meu coração não é mais vazio.

Inserida por edsonricardopaiva

Me mostre um cometa de compreensão
Que eu te mostro
Uma constelação de acusações
Me mostre um minuto de afeto
Que eu te mostro
Uma vida inteira de outra coisa
Me mostre um grão de amor
Que eu te mostro
Uma plantação de malmequeres
Me mostre um copo de garapa de doçura
Que eu te mostro
Um canavial de infundada amargura
Me mostre um grama de verdades
Que eu te mostro
Duzentas toneladas de incertezas
Me mostre um colibri de fé
Que eu te mostro
Uma revoada de desconfianças
Me mostre o que fizeste pra eu ficar
Ali há de encontrar
O motivo de eu partir.

Inserida por edsonricardopaiva

Às vezes, enquanto anoitece
Me sento num canto qualquer
E dirijo uma prece ao tempo
Imploro que ele me esqueça
E o tempo, sem muita pressa
Responde que eu não lhe aborreça
Então eu o ouço e fico mudo
Estudo como ele trabalha
A maneira com que faz as entregas
E quando vai, tudo carrega
O tempo que nada nos nega
Enquanto passa; tudo nos toma
O tempo é uma fera que não se doma
E me espera na próxima esquina
Passa por mim enquanto anoitece
Falso amigo que não me esquece
E me torna a cada dia mais cansado
Me disse uma vez no passado
´´TE darei o que quiseres,
Farei o que me pedires
em seu caminho haverá arco íris
no teu Céu porei estrelas
porém, a nada se apegue
pois um dia haverá de perdê las
Não espere que eu te obedeça
nem imagine que eu vá esquecer te
És semente que um dia eu plantei
e um dia haverei de colher te´´

Inserida por edsonricardopaiva

Caiu uma gota
Gotejou
Gota de quê?
Parece que molhou
Formou uma mancha
Qualquer falha...
ela se espalha.
Tem algo de mística,
não dá pra explicar
com minha parca linguística.
Caiu na folha de papel
onde eu ia escrever
um triste poema;
A ideia me sumiu
A gota foi deixando a folha rota
a folha era tão branca...
Agora está impura,
me distraí
olhando a mancha
esqueci a inspirada tristeza
ela passou; não tem mais nada,
findo o assunto.
A magia da mancha
Fazendo véu
movendo Estrada
Algo inerte ela alimenta
E aumenta, no meio do nada
Uma simples lágrima
No branco do papel
Em certos momentos
da vida indecisa
Pode dizer muita coisa

Inserida por edsonricardopaiva

O tempo e a necessidade
Transformam uma simples trilha
Em uma cada vez mais longa Estrada
Meus pés apenas fizeram esse caminho
E não há nada que eu queira abandonar
Ao longo de suas margens
Além das flores que plantei
Enquanto fazia esta viagem
À qual nós chamamos de vida
Cujos passos ninguém conta
Muito menos as perdas
de Pequena, média e grande monta
As vitórias
Estas deixo à Humanidade
No dia em que minhas pernas
Não mais puderem caminhar
E meus olhos não mais conseguirem
Vislumbrar seus horizontes
Mas hoje eu ainda caminho
Com meus passos cada vez mais lentos
pois hoje nada é como antes
Talvez por não haver
Mais nenhum lugar aonde eu ir
Pois descobri que ainda preciso
buscar a mim mesmo
Aquele que deixei ficar
Em algum lugar desta jornada
Hoje eu sei
O tempo e a necessidade
me ensinaram
Que a mim mesmo preciso encontrar
Mais nada.

Inserida por edsonricardopaiva