Vazio
A distância, meu amor, é só um nome frio,
Um mapa inútil, um cruel vazio.
Entre o meu corpo e o teu, um mar imenso existe,
E a saudade, em meu peito, teimosamente insiste.
Cada noite que cai, é um punhal de pranto,
Sinto a falta do teu cheiro, do teu doce encanto.
Mas juro, com a dor que me rasga a alma inteira,
Que este amor é chama, e a distância é só a fogueira.
Não há léguas que quebrem este nosso laço,
Pois te carrego na pele, no sonho, no abraço
Que só a lembrança permite. Não te aflijas, meu bem,
A distância só prova o tamanho que o amor tem.
Ela vem.
Mais cedo ou mais tarde,
já não importa —
ela vem.
Obscuridade,
vazio existencial,
abismo além do bem e do mal.
Nos tornamos parte
daquilo que tememos,
acolhidos por um frágil mecanismo de fuga,
despertados como nunca antes.
Vida — eu vi a sua face.
Quando percebi o seu olhar voltando-se para mim,
eu sofri.
Eu desejei voltar,
não ao coma,
mas ao nada,
bem além da morte.
Fiz esse cantinho com muito cuidado e respeito à sua memória. Sua partida deixou um vazio enorme no meu coração. Essa saudade será sempre lembrada, sentida e carregada para o resto da minha vida. Sua luz irá brilhar sempre no meu coração. Gratidão, meu herói!
“Sempre observo em silêncio, mas quase nunca tenho o que dizer. Esse vazio me consome em uma penumbra de dor.”
“O vazio que você sente só Jesus pode preencher. Não espere outro dia, entrega tua vida a Ele hoje!”
Salmos 34:18
O que é saudade?
Um completo vazio imenso,
Justamente por pura solidão.
A saudade existe e é dolorosa, talvez em uma poesia não dê para expressar, que sentimento é a saudade.
Saudades é um sentimento.
Saudades não é uma definição só.
Existem milhares de saudades.
A minha é uma saudade por alguém que já se foi e não volta mais.
Ela é cruel mas existe.
Saudade é saudade e nada mais.
O Canto da Alma em Solitude
No vasto palco da existência, um véu,
Solidão, não vazio, mas um céu
De pensamentos, onde a alma se refaz,
Em silêncio, encontra a própria paz.
Não a dor do isolamento, o frio chão,
Mas a escolha de um doce reclusão.
Onde o eu se encontra, sem disfarce ou pressa,
E a voz interior, enfim, se expressa.
O Estoico
Quando tua mensagem cai no vazio,
Não te percas atrás de ecos frios.
O mundo não pede teu desespero,
Nem tua voz implora por janeiro.
Quem ignora teu ser não te define,
A alma que é tua, só ela te afine.
Não corras atrás de sombra ou vento,
Mantém-te firme, com teu próprio alento.
O choro não veste tua dignidade,
O silêncio, às vezes, é liberdade.
E o coração que não implora atenção
É um templo de calma, pura razão.
Não há poder em mãos que não se oferecem,
Nem razão em súplicas que não merecem.
O mundo gira em seu próprio compasso,
E a paz reside em quem não entra em embaraço.
Não te ajoelhes diante do abandono,
Não peças amor onde não há entono.
Cada passo firme que dás em tua estrada
É mais valioso que a atenção roubada.
O estoico sabe que sentir é humano,
Mas implorar, jamais, é desumano.
Quem espera por resposta, que espere em silêncio,
E quem procura validação, que a busque em si mesmo.
Assim, tua alma não se curva, não chora,
Mesmo quando a indiferença te devora.
E aqueles que tentarem medir teu valor
Verão apenas tua calma, teu próprio fulgor.
Porque a vida não se entrega a súplicas alheias,
Mas se honra quem mantém suas ideias.
E no silêncio, no abandono, na solidão,
Floresce a força, cresce a razão.
Trapézio
No palco vazio da minha memória
um sopro acendeu teu nome no ar
era só ensaio, mas virou história
um tropeço da alma querendo cantar.
Te mandei um áudio, foi quase oração,
palavras nuas, sem máscaras, sem véu,
teu silêncio virou multidão
meu peito virou carrossel.
E eu danço sozinha no circo da vida,
meu coração é trapézio sem rede.
Se não me seguras, não é despedida,
é voo de quem já não teme a queda.
Tua resposta foi espelho quebrado,
metade verdade, metade invenção,
um truque barato de ator ensaiado
pra esconder do público a contradição.
Mas eu não sou plateia perdida,
nem boneca esperando aplauso.
Eu sou corda bamba erguida,
sou estrela cadente que risca o espaço.
E eu danço sozinha no circo da vida,
meu coração é trapézio sem rede.
Se não me seguras, não é despedida,
é voo de quem já não teme a queda.
Entre palhaços, luzes e cortinas,
aprendi que a solidão é camarim.
E quem não sabe ler suas próprias linhas
não pode escrever um final em mim.
Hoje desamarro as fitas do destino,
não carrego amarras, nem cordéis.
Se um dia tua alma buscar o caminho,
vai me encontrar voando em outros papéis.
Pecado de nós
Aonde ficaram as lágrimas o vazio pernoitou,
na linguagem do amor, um se disse cego, a outra parte se mostrou mudo,
em ambas as partes a voz que toca é a do ego que assopra e assola,
e assim o cheiro do perfume foi se esvaziando do frasco,
o pecado de nós está sendo deixado sem laços,
o pouco que resta de mim cai lentamente em tudo que escrevo.
As pessoas não vão preencher o seu Vazio porque quem tem consertá-lo ao invés de preenchê-lo é você mesmo
- Daika
O Estoico e o Vazio
Muitos homens tomam o mundo em suas mãos,
Conquistam o que desejam, seguem seus corações.
O prazer os acompanha, o poder lhes sorri,
Mas há um vazio que nenhum triunfo preenche ali.
Têm mulheres, riquezas, histórias a contar,
Mas por dentro, um silêncio insiste em habitar.
Pois evoluir no mundo não é evoluir por inteiro,
O que falta é a alma, o autodomínio verdadeiro.
O estoico sabe: nada fora satisfaz,
Nem glória, nem luxo, nem a beleza que se faz.
A plenitude mora na calma do pensamento,
No coração que se guia pelo próprio discernimento.
Enquanto o mundo aplaude o que é visível e vão,
O homem desperto busca a paz em seu chão.
E entende que conquistas sem essência, sem interior,
São como estrelas distantes: brilham, mas não dão calor.
Então muitos correm, muitos tentam, muitos caem,
Mas a verdadeira vitória é a mente que não se abala.
E aquele que olha para dentro, e ao vazio enfrenta,
Descobre que nada externo mais lhe representa.
Geração do eco vazio, ruído sem essência. Clama por validação, mas esquece o valor. Preenche-se de aparências e esvazia-se de propósito. Perdida entre telas e promessas, não sabe quem é, nem o porquê de existir. Busca as riquezas do mundo, mas ignora a maior delas: o sentido.
