Vazias
Oramos e na maioria das vezes mal sabemos o que pedimos, são proferidas palavras vazias.
A resposta do universo é imediata, mas senão sabemos o que nos faz bem , como reconhecer a resposta do Divino?
Perdemos por não saber o que tem importância, perdemos por não saber o que queremos.
Perdemos por quê é mais fácil pedir do que abraçar e acreditar que é possível receber.
Antes de clamar por algo, tenha certeza em seu coração do que deseja.
A vida é um sopro!
Tudo é passageiro.
Islene Souza
SOMOS CARROÇAS VAZIAS?
Existe uma música chamada “The First Cut Is the Deepest” (algo como “o primeiro corte é o mais profundo”). Assim também são as primeiras chuvas depois da estiagem: a eletrostática, a poluição e as diferenças gritantes de temperatura fazem com que essas primeiras águas sejam, na maioria das vezes, assustadoras.
Ventos fortes, raios, às vezes granizo — dependendo da região em que vivemos. Não faz muito tempo, tempestades eram situações raras. Embora sempre tenhamos sido palco de descargas elétricas, já há bastante tempo somos o país mais atingido por raios no mundo.
O clima perdeu o controle. A princípio, eu não acreditava em mudanças climáticas. Achava que era apenas mais uma forma de alguém enriquecer espalhando pânico entre a população. Aliás, espalhar medo parece já fazer parte da rotina humana.
As notícias hoje são instantâneas, viajam na velocidade da luz. Cai um avião no Japão e, em questão de segundos, os noticiários do mundo inteiro já exibem imagens do acidente: as últimas palavras do piloto, vídeos dos passageiros... É o preço que pagamos por vivermos conectados.
Mas, falando nisso: até onde somos realmente independentes? Gostamos de estufar o peito e afirmar “não dependo de ninguém”. Até onde isso é verdade? Alguém fabricou este caderno, esta caneta, esta mesa, esta cadeira. Dependo dessas coisas para me sentar, escrever, dormir, escovar os dentes — e em tantas outras situações banais e repetidas da vida cotidiana.
O que seria de nós sem os lixeiros ou sem os coveiros? Claro, poderíamos voltar à moda antiga: cada um cuidando do seu morto, abrindo sua própria cova. E o lixo acumulado? Como descartaríamos? Cada um se viraria com o seu? Uso exemplos extremos apenas para mostrar que somos todos dependentes, mesmo propagando aos quatro ventos que somos livres e independentes.
O livre-arbítrio volta e meia vira assunto de mesa de bar, onde todos sabem quase nada e acham que o pouco que sabem basta para sustentar uma tese acadêmica. Falam bobagens sem parar, misturam assuntos, distorcem impressões e acreditam que, no fim, o bolo — mesmo bizarro — é apetitoso.
Santo Agostinho frequentemente aparece nessas conversas. Para ele, o mal não foi criado por Deus, mas é consequência do mau uso do livre-arbítrio: um dom que pode levar à busca de bens inferiores e ao afastamento da verdade e da salvação divinas. Mas até onde somos realmente livres para escolher?
Ou melhor: até onde nossas escolhas não nos criam problemas?
Acreditamos que podemos fazer o que quisermos, mas poucas verdades existem nessa máxima. Somos todos atrelados uns aos outros. Tudo o que fazemos gera uma reação em algo ou alguém. Vestimo-nos em função da relação com os outros — mesmo quando nossas roupas são um protesto. Tudo o que falamos busca uma reação, seja em momentos bons ou ruins.
Dizem que o silêncio é a melhor forma de protesto. Faz sentido: uma provocação sem resposta se perde, fica sem conclusão.
Então, por que, quando provocados, não conseguimos permanecer em silêncio?
Arrogância: orgulho desmedido, atitude excessiva, senso inflado de importância, sentimento de superioridade, desprezo pelos outros, falta de humildade e visão distorcida das próprias competências. Nunca pensei que encontraria tão facilmente uma definição tão completa do comportamento humano.
Por sermos arrogantes, sentimos que precisamos nos impor, mostrar que somos mais sábios ou mais importantes que aqueles que nos ofendem. Mas o silêncio, em certos casos, pode parecer submissão. Lembro-me de uma discussão com alguém tão teimoso quanto eu (ou até mais, o que é raro, mas existe). Nela, concluí com a frase:
— Vou ficar em silêncio. Isso não significa que concordo com você, apenas que qualquer palavra dita só prolongará um assunto que não me interessa.
Duro? Seco? Mal-educado? Talvez. Mas a ocasião exigia firmeza: a discussão já se estendia, os ânimos estavam exaltados, e nenhum dos dois tinha argumentos consistentes para prosseguir.
Existem assuntos — geralmente os mais debatidos — que talvez nem devessem ser abordados. Somos como técnicos de natação que mal sabem nadar “cachorrinho”, mas querem competir nas Olimpíadas sem aceitar que jamais chegarão ao pódio.
Conta-se que um pai e um filho caminhavam por uma estrada. O pai parou, encostou o ouvido no chão e disse:
— Vamos sair do caminho, está vindo uma carroça vazia.
O filho, curioso, perguntou:
— Como o senhor sabe que está vazia?
E o pai respondeu:
— Carroça vazia faz muito barulho.
Será que nós também somos carroças vazias?
Fachadas
Prometem com olhos brilhantes,
mas escondem as mãos vazias.
Erguem muros de palavras,
e constroem neles as suas mentiras.
O ouro que exibem é emprestado,
o sorriso, um convite envenenado.
Nos banquetes, brindam com taças cheias,
mas o vinho vem do suor de outros.
Chamam parceria o que é armadilha,
e vitória o que é ruína alheia.
Pisam pétalas para colher aplausos,
e apagam luzes para brilhar sozinhos.
E quando o palco desmorona,
fogem para acender tochas no quintal do vizinho.
Não para aquecer
mas para que ninguém veja o frio que carregam.
Sempre Terceirizam a culpa, se alimentam falando dos outros e nunca olham para si mesmos.
São tantos desafios,
são tantas palavras vazias que o pouco que sobrou de um grande amor,
vai escorrendo entre os dedos de uma mão que, já com medo, treme e teme essa falta de vontade que acarreta os dias que acontecem.
Santo Deus, há tanto o que dizer, mas são palavras vazias e muitas vezes insensatas de alguém que enxerga a autodepreciação do tempo. Eu não consigo expressar a artificialidade que eles querem, e tenho enxergado a vida de uma maneira dolorida. E a quem acredita que eu veja de maneira distorcida, mas eles vivem na distorção e acreditam que o fato de que vivem é o certo e ignoram o que é indiferente ao que pensam. Eu penso em findar tudo, mas o único poder que tenho é de dobrar os joelhos e confiar na sua vontade, ó Pai: viver um dia de cada vez, mesmo enquanto não vivo. Não sei há quanto tempo deixei de ser eu e de suportar coisas que eu não deveria. Minha indignação, o meu tempo e o meu falar não têm muito valor num mundo onde se rotula “resultado” o fruto de tudo — fruto enganoso que leva à indecência e faz a gente perdidamente esquecer do que de fato importa, que é carregar a sua cruz por cada canto deste mundo que criaste com tanto amor. Pai, não deixa o meu ser se corromper para esse mundo, mas faz esse mundo se corromper pelo meu ser — não porque eu sou bom, mas porque tu, ó Pai, és bom —, e que o caminho que eu percorra desmorone, e que meus olhos possam voltar ao seu propósito.
Você é uma flor linda demais pra arrancar, vale mais a pena ir embora de mãos vazias e te deixar crescer e se tornar uma árvore do que te arrancar e plantar no meu jardim, és um cavalo belo demais para selas e estábulos, somente de poder imaginar-te livremente em um campo é melhor do que ter ver presa no meu estábulo, mas não posso te desalgemar dos meus pensamentos, só por que não eu insisti não significa que eu não te ame mais, signica que eu te amo demais pra tirar de você o que te faz você, o seu jeito de terca e bruta, eu não te amo pelo castanho dos seus olhos e nem pelo pálido da sua pele, te amo porque te amo, e por mais que meu coração palpite pra te agarrar e te ter nos meus braços, eu prefiro te ver correr livremente e sorrindo boba mesmo que seja para braços de outro, o que me importa é ver seu riso mesmo que não seja com a minha piada, e me alegra ouvir sua gargalhada mesmo que não seja pela minha idiotice, eu te amo.
Vejo projetos cancelados, sonhos dissolvidos; o caos nas estradas, Vejo panelas vazias, amigos distantes e intolerantes pela hipocrisia, Vejo os pobres sorrindo sem nada no bolso, mas com a alma lavada, Vejo que é justo servir a Deus na pobreza e não pactuar com as seitas que oferecem poder, Vejo o céu aberto para pessoas sem crédito recebendo alento. Os Vimos hoje, os mesmo de sempre, lamento quem se viu na glória da terrena, pois amanhã não os verei jamais.
O Paradoxo dos Alicerce
Juvenil Gonçalves
Ergue-se o teto alheio em mãos vazias,
Com calos que não têm onde repousar;
Quem molda o lar de alheias fantasias
Não vê sequer tijolo pra habitar.
Do prumo e praga, em meio à argamassa,
Escorre o pranto oculto do operário,
Que, noite adentro, à sombra que o ultrapassa,
Sonha em silêncio um canto necessário.
Mansões surgem do esforço que não dorme,
Palácios brotam do suor sem nome,
E enquanto o pobre a vida assim conforma,
Nem mesmo o chão lhe serve de renome.
Quem mais constrói, sem ter onde se assente,
Faz do trabalho um cárcere eloquente;
Cimento e dor no mesmo alicerçar—
Que mundo é este em que o abrigo é negado
A quem, com mãos, o abrigo fez brotar?
Olhar para o lado
Sentimento de dor, desespero
Promessas vazias
Controle e medo
A vida dura, pesada, solitária
Sendo o que se espera ser
Mas só o amor causa a renúncia
O amor que sai de dentro
As vezes não perfeito aos olhos da sociedade
Mas aquele que precisa ser
Se pudesse voltar
Seria da mesma forma
Pois se eu sofri
Foi pra que hoje você seja você
E não há culpa nisso
Te garanto
Me orgulho de você e de mim
O que mais nos espera....
Que vida é essa que vivemos? Um desapego distante do amor e da felicidade, noites vazias sem aconchego. Não há casal que resista a viver uma vida sem amor.
Em noites frias e vazias,
a dor assola — é tua falta que me fere.
Penso em ti, e nem o amor traz alívio,
pois sem tua presença, nada floresce.
Vou em tuas asas, onde quer que me leves,
pois nossa felicidade é simples e eterna para viver e amar.
O dia em que o ser humano compreender que chegou a este mundo sozinho, de mãos vazias, e que assim retornará ao vazio, será o dia em que terá aprendido a verdadeira lição. Nesse momento, a terra será justa, os homens viverão respeitando uns aos outros e aprenderão a compartilhar com sinceridade, para a glória do Criador do universo...
Mulher, não acredito mais nas tuas atitudes
Promessas ao vento, vazias de virtudes
Diz que me ama, mas foge de mim
Deixa meu peito à deriva, sem estrada
Eu tentei confiar, mas você só me enganou
Transformou meu carinho em dor
Mulher, eu não acredito mais em ti
Teus olhos mentem quando olham pra mim
Cansei de viver nessa ilusão
Agora é a liberdade que fala mais alto no meu coração
Te dei meu mundo, e você só quis brincar
Fez da minha vida um palco pra se apresentar
Mas hoje eu decidi, não vou mais te seguir
Quem não sabe amar, não merece ficar aqui
E se um dia lembrar do que perdeu
Vai entender que o amor não nasce do teu adeus
Mulher, eu não acredito mais em ti
Teus olhos mentem quando olham pra mim
E agora eu sigo sem olhar pra trás
O meu futuro é viver em paz
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