Vamos ser Amigos sim
Houve amor no começo sim.
Me apaixonei por aquela pessoa que eu não conhecia.
Quando me desapaixonei?
No momento que o conheci...
Por pequenos que sejam os sentimentos, eles podem conduzir ao amor, podem se tornar ódio, ou um simples momentos de raiva, por mais pequeno que seja o sentimento, deve se tratado com compaixão, não haverá indiferença do tamanho do sentimento, sentimentos são veneração, pode ser por amizade, por medo e até mesmo por desprezo, sentimentos sempre será intocável, sim intocável, todos os sentimentos não a excessão, nem de mais nem de menos, a gratidão é uns dos mais puro sentimentos, a gratidão é uma dívida que todos tem que paga retribuindo com gratidão, porquê não a recompensa ou dinheiro que pague o retorno da gratidão
Amar não é prender, é deixar existir.
Nunca foi “eu te amo”, e sim “você pertence a mim”
Nunca foram abraços sinceros, e sim correntes invisíveis
Era domínio o tempo todo, não percebi.
Nunca foram beijos apaixonados, e sim marcas de propriedade
Nunca foram lágrimas de felicidade, e sim rios de ilusão.
Nunca foi “fazer amor”, e sim “nunca se esqueça de mim”.
Nunca foi você, e sim um “eu” que o meu eu, até então, não conhecia.
Porém, diante dos turbilhões de sentimentos e das sensações indizíveis que vivi, ainda assim eu escolheria você —
com algumas pequenas e sutis mudanças que, feitas lá atrás,teriam feito toda a diferença em nosso hoje.
O que sustenta dois seres através do tempo não é a diferença entre eles, e sim o alinhamento silencioso de seus propósitos. Uma ponte só atravessa o abismo porque seus pilares compartilham a mesma força, a mesma matéria, a mesma direção.
Vale a pena tentar, sim. Mas nunca vale a pena humilhar quem ainda não chegou lá — a vida dá voltas.
Intuição
Ela não explica e sim aponta.
Depois, a razão confirma.
Quem ignora o que sente
costuma se perder em caminhos
óbvios demais.
— J.
É mesmo possível ter um amigo pedagogo quando se é professor? Claro que sim. Tantos policiais são amigos de traficantes!
PAIS, MÃES E FILHOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nunca tive saudades do meu pai. Tive, sim, saudades do pai que meu pai não foi. Na verdade, saudades de qualquer saudade que teria, se a minha história e de meus irmãos com ele fosse outra.
Ao me tornar e “retornar” pai, passei a ter medo. Um medo imenso de que minhas filhas algum dia não tenham saudades do pai que tiveram, mas, do pai que não fui. Ou que tenham saudades de qualquer saudade que pudessem ter, se nossa história fosse outra. Se tivéssemos história, pelo menos que valesse a pena lembrar.
Pais e mães deveriam refletir mais a respeito disso. Deveriam se preocupar em construir com seus filhos, histórias relevantes. De amor e presença. De atenção e cumplicidade. Se houver sofrimento - e sempre há -, que o sofrimento seja compensado por esses atributos indispensáveis à relação pai, mãe e filhos.
Que seja por egoísmo. Pelo simples deixar saudades. Não tem problema, porque esse egoísmo tem a capacidade mágica de salvar os filhos de uma frustração eterna.
“A alvorada não é meramente o prelúdio do tempo, mas sim o chamado do universo para que a alma, em sua dança infinita, solfeje versos inéditos na tela do destino, com matizes que o ontem sequer ousou sonhar.” ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 13/12/2025.
Fazer o bem não depende do que sentimos por alguém, mas sim de princípios sociais, éticos e morais. Assim como o amor, que não se impõe, nem se implora, ele nasce na leveza do coração, como um sentimento íntimo que cada pessoa decide seguir. Furucuto, 2025.
Tenho medo, sim.
Mas não do mundo —
tenho medo do que o mundo tenta fazer de mim.
Porque percebo tudo.
O excesso, o ruído,
a grosseria que se esconde em gestos pequenos,
o silêncio que fere mais que palavras,
a indiferença que se apresenta como neutralidade.
Vejo como cada interação tenta moldar,
corrigir, reduzir,
empurrar o outro para papéis que não escolheu.
E sei que absorver demais
é o primeiro passo para a descaracterização do ser.
Por isso, resisto.
Não por fragilidade,
mas por consciência.
Recuso o jogo,
o labirinto de estímulos previsíveis,
as investidas que buscam reação, não diálogo.
Não respondo ao obscuro,
não espelho a violência,
não negocio minha essência por aceitação.
Isso não é personalidade.
É disciplina interior.
É inteligência aplicada à sobrevivência do eu.
Permanecer inteiro
num mundo que recompensa a deformação
é, talvez,
a forma mais elevada de lucidez.
É paz com o próprio legado, sim — mas sobretudo com o fato de ter vivido de modo autêntico, fiel ao que era.
E essa paz nasce do reconhecimento de que essa autenticidade alcançou e despertou algo nos outros.
William Contraponto
