Vai Passar Felicidade Tristeza
Você já parou e ficou pensando na sua vida?
Já te veio uma tristeza tão profunda e você começou a chorar sem querer?
Pois é, as vezes eu faço isso, me isolo e choro como uma criança
Depois me levanto e finjo que tô bem, prefiro não mostrar pra ninguém esse meu lado
Pois sei que nenhuma palavra por mais bem intencionada vai mudar isso que sinto
Também não quero ninguém com pena de mim
Só queria saber como faço para me livrar dessa dor
Eu não aguento mais..
Quando a tristeza bater na sua porta, não finja que você não está. Convide-a para entrar e tomar um chazinho. Escute o que ela tem a dizer e lembre-se: ela é apenas uma visita!
Ao embarcar numa viagem, coloque no modo avião todos seus sentimentos ruins, tais como: tristeza, raiva, ódio etc... conecte-se com Deus e tenha uma boa viagem.
*Paixão Indefinida*
Feliz eu estava, mas de repente,
Uma tristeza me envolveu, latente.
Profunda, como o tempo a correr,
Uma solidão que não posso entender.
Amigos, família, ao meu redor estão,
Mas dentro de mim, só escuridão.
Seria isso amor, ou mera ilusão?
Um sentir que escapa à razão.
Iludi-me sem sequer notar,
Enganei-me com minha própria verdade,
Mas, mesmo assim, continuo a amar,
Mesmo sem ter dela reciprocidade.
Guardo esse amor, escondido, calado,
Até o dia em que possa soltá-lo,
E me arrepender por ter esperado,
Num ciclo sem fim, um tanto amargo.
E no fim restará, ao coração,
A imensa tristeza, a fria solidão.
A Virtude dos Marginalizados
É tempo de alegria.
É tempo de tristeza.
É tempo de se perguntar pra vida,
Qual futuro você quer que amanheça?
É tempo de pedir.
É tempo de buscar.
É tempo de concretizar o sonho,
Sem mais ninguém para duvidar.
A voz do não se calou,
No silêncio a esperança triunfou,
E para quem sempre duvidou,
Forte e pleno aqui estou.
Quem sou eu no universo?
Qual virtude trago ao mundo?
Favelado periférico,
Marginalizado e vagabundo.
Filho de doméstica,
Aprendiz da escola da vida,
Agarrado aos livros,
Aprovado na lista.
A elite se revolta,
Exclusividade vira história,
Nos corredores da universidade,
Falta o filho da dondoca.
Professor vira comunista,
Pobre vitimista,
E o palhaço de Brasília,
Eleito o mito da burguesia.
Cidadão de bem? Não!
Ele usa o nome de Deus em vão,
E com uma arma na mão,
Diz que é para o bem da nação!
Não tenha medo,
Vá em frente!
Quanto mais eles reclamam,
Mais a sua voz é reluzente!
Lute, resista!
Seja inspiração maestria!
Pois o sentido da vida,
É ser livre como uma andorinha!
Não aceito a tristeza fazer morada em mim. Quero que meu sorriso seja sempre o sol, iluminando a vida de outras pessoas!
TRISTEZA MARAVILHOSA
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Rio de Janeiro,
sob teu corpo de concreto
teu santo padroeiro
dorme, como um feto.
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Ainda não nasceu, teu santo,
ainda é cedo para o milagre;
e a lágrima doce do teu pranto
não é vinho, é só vinagre.
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Baía de Guanabara,
como mente o teu postal.
Vejo fome em pau-de-arara
sob a camada social.
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Queria entender teu segredo,
tua miséria, tua mentira;
mas o que vejo é o degredo
que escapa da tua mira.
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Seres humanos migratórios
compelidos à mudança
cujos mortos compulsórios
são produtos da esperança.
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Rio, Deus te abençoe,
e do alto do Corcovado
em pedra o Cristo nos perdoe
por teu índio dizimado.
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Cidade Maravilhosa,
herança dos guaranis...
na tua culpa misteriosa
guarda a lembrança dos brasis.
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Rio, cidade poesia,
olha teu negro na construção;
não lhe conceda alforria:
tu és a própria escravidão.
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Rio, alguém que tardia
espreita em teu carnaval;
sobre a tua fantasia
jaz a beleza de um postal.
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Rio de Janeiro,
teu caminho não é reto;
ao sul do teu cruzeiro,
um voto vira um veto.
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Ainda não nasceu teu quebranto,
ainda é cedo para o céu;
e a cachaça do pai de santo,
não é néctar, é só mel.
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[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Insurgência, 2023]
Você já viveu
Cresce em mim um sentimento de raiva e tristeza devido aos meus fracassos, como se uma navalha cortasse a minha garganta e a sufocasse para que eu não pudesse expressar como estou. Sinto-me preso numa gaiola abandonada em algum lugar longe, indesejado e deixado a perecer. Eu nunca troquei comida por sementes de pássaros, mas parece que eles pretendiam que sim. Eu não trocaria a minha fala ou a minha liberdade, mas era o que eles queriam fazer.
Nunca conseguirei ser quem sou com eles, nunca poderei abrir as minhas asas ou ser quem sou.
Aparentemente, a experiência vivida no passado não foi suficiente para eles. Eles também desejam viver a minha e posicionar-se semelhantes.
A mentira é a forma de esconder as suas tramas.
Um coração devastado, uma cidade abandonada. A tristeza reina na ausência do amor. A reconstrução é lenta e incerta.
A tristeza me veste, um manto de cinza,
As lágrimas silenciosas, que ninguém jamais viu.
No fundo do meu ser, a chama da esperança,
Que se apaga aos poucos, sob o peso do meu sofrimento.
O poeta, um eterno sonhador, perdido em um labirinto,
Onde a tristeza se instala, em cada canto do seu ser.
Em seus poemas, a tua imagem, um fantasma que o aflige,
Um amor impossível, que o condena a sofrer.
A despedida é um momento carregado de sentimentos paradoxais. Por um lado, a tristeza da separação, a saudade antecipada, o vazio que se anuncia. Por outro, a esperança de reencontros, a alegria das lembranças compartilhadas, a gratidão pelo tempo vivido.
É uma tristeza funda, uma angústia que quase não se explica, ver quem se mede pelo que tem. Carregam, sem saber, o peso de títulos e bens que brilham por instantes, como o ouro que o tempo consome. Ignoram que a verdadeira luz não vem da ostentação, mas do silêncio profundo que habita na alma.
Lá no alto, os que se julgam poderosos deliciam-se na adulação dos que rastejam. É nesse louvor vazio que buscam o sentido da sua grandeza, um valor inchado por pobres de espírito que aspiram a ser como eles. Esses poderosos só existem pela bajulação; se os deixassem a falar sozinhos, não seriam mais que pavões, gritando por atenção, adornados por um brilho que nunca será verdadeiro.
E os que rastejam, sem coluna, vendem-se na busca de um lugar ao sol, dispostos a tudo para se elevarem e serem iguais aos que veneram. Perdem-se na sombra de uma ambição vazia, almejando um brilho que não lhes pertence, esquecendo-se de que a verdadeira grandeza não se mede em posses.
No fim, o que resta? A certeza de que o valor autêntico não se encontra em aplausos ou no eco oco de títulos. O tesouro real reside na essência, no caráter que se mantém erguido quando o silêncio envolve e a vaidade se dissolve. A dignidade não se curva ao ouro ou à adulação, mas ergue-se na simplicidade do ser.
E, se pararmos para refletir, perceberemos que a verdadeira sabedoria não se encontra na acumulação de riquezas ou reconhecimentos, mas na liberdade de ser fiel a si mesmo. Quando se vive com autenticidade, abrimos espaço para a verdadeira beleza da vida, que se revela nos gestos simples, nas conexões sinceras. A vida é uma arte, e a sabedoria está em saber viver cada instante com plena consciência de que somos mais do que o que possuímos; somos a soma dos nossos valores, das nossas escolhas e da luz que irradiamos no mundo.
Tudo na vida, são ciclos. Negativo - Positivo.
Mal - Bem.
Alegria - Tristeza
A ignorância corrói a alma humana.
O prazer que sentimos ao ver que nossas ideias são citadas, nos faz enxergar que a tristeza, oriunda de uma crítica sobre algum trabalho nosso, foi lixo emocional.
