Vai La com ele Entao
Situação tensa
em Boleita,
Lá no Inferno
de cinco letras,
Os heróis
merecem ser
assistidos
em seus direitos,
Eles foram
injustamente
aprisionados,
É bom que todos
saibam de Oslo
até Barbados,
Que por eles
também não vou
parar de falar,
Mesmo sabendo
que o General
ali não está,
Aliás, ninguém
sabe onde ele está.
O General foi preso
injustamente,
Ele está desaparecido,
E ninguém mais
responde sequer
se ele foi de fato visto,
Haja informe e guru
para tanto mal feito.
O momento é tão
triste e tão crítico
que não entregam
nem o corpo
do Capitão-de-Corveta
para a viúva,
Por isso desconfio
que o General
nem esteja mais vivo.
Peço que não
te esqueças:
mataram
o Capitão-de-Corveta,
Lá no Inferno
de cinco letras.
Uma parte de mim
é a que fica
por ser indígena,
E a outra parte
é a que vai
por ser nômade.
Fico naquilo que
me interesso
e largo de mão
aquilo que maltrata
o meu coração,
Trajetória de
quem não
aceita retrocesso,
E não entra em
queda de braço
com ninguém.
Não te esqueças
para não eximir
de quem tem
o dever de
dar conta
dos paradeiros
do General preso
injustamente
e de outros prisioneiros.
(Reféns das circunstâncias)
Do Inferno de
cinco letras,
Não se fala
das parejas,
Que lá estão
por detrás
de las rejas.
Caiu a luz
em partes do
nosso continente,
Dá medo do que
virá daqui
para frente.
Dormindo com
os olhos abertos,
Só Deus para
acudir o povo;
Pois há gente
que 'prevê'
que seremos
eliminados iguais
a porcos,
Iguazú colapsos.
Farta é a ironia
do destino:
quem julgava
passou a ser
julgado, preso
e condenado.
Do sargento
metropolitano
preso também
tenho perguntado,
Ele já era para
ter sido libertado.
Não vou sossegar
enquanto não souber
do General o paradeiro,
Insisto em saber dele
e de pedir a liberdade
ao mundo inteiro...
Em Boca de La Grita
há mortos e feridos.
Surreais os dramas
da tropa em exílio.
Farta dos mentirosos
agindo em rede.
Brutais os dramas
da tropa presa.
Para o povo sobreviver
tem sido um desafio.
Quase não há mais
como escrever poesia.
O General continua
há mais de cinquenta
dias desaparecido,
Não consigo crer
que esteja mais vivo.
Na frente do Palácio
La Moneda
a Guarda Chilena
executou a canção
Alma Llanera,
Não houve como
não se emocionar,
Do General preso
inocente notícia
não consegui
mais escutar,
E estou a buscar.
Há gente no meio
dos escombros
querendo discutir
de uma maneira
que não adianta,
E se insistir
não vai de jeito
nenhum contribuir.
Não que me falte
vontade para
escrever a poesia
do encontro
e da convergência,
No mundo onde
os valores
estão em falência,
Antes disso é
preciso receber
uma demonstração
de coerência,
Enquanto isso
para não deixar
tudo a perder é
preciso ter paciência.
Lá do alto do poste,
eis o eletricista
que vê o destino
da América Latina,
e a hora do Brasil,
e a imprensa finge
que não me viu.
Não nasci para
ficar calada,
não gosto de ver
a população acuada,
todos os dias rezo
pela Nicarágua.
Como quem acende
velas pelas 143 almas
totalmente indignada,
grito ao mundo pela
juventude imolada.
Da Venezuela sabe-se
que a vida está adiada,
há gente perseguida,
vozes silenciadas,
e segue a tropa
trancafiada.
Rodeio lá no teu Diamante
Foi erguida Capela
de Santa Apolónia
Rodeio lá no teu Diamante
herança da fé imigrante,
Que aqui construiu cidade
e Pátria permanentes.
Linda Capelinha
que fostes de madeira,
perto das Irmãs Catequistas,
Rodeio lá no teu Diamante
há muita História para contar
e poesia oculta neste lugar.
Rodeio bem ali no teu
Diamante e por cada lugar
sempre a inspiração
sempre nos leva para passear.
Rodeio lá no Diamantina
Rodeio lá no Diamantina
a primeira Capela foi
devotada a São Valentim,
E descobri que nasci para você
e você nasceu para mim.
Rodeio lá no Diamantina
a imagem de Nossa Senhora
do Loreto foi apresentada
e assim a Capela à ela consagrada.
Rodeio lá no Diamantina
quando te vi pela primeira vez
foi amor à primeira vista,
E até hoje tenho orgulho
de morar em Santa Catarina.
Rodeio lá no teu Rio Morto
Sob a bênção de São José
o meu coração também mora lá,
Rodeio lá no teu Rio Morto
tem muita história boa contar.
Sob a bênção do Padroeiro
da escola das Irmãs Catequistas
com carinho eu lembro,
Rodeio lá no teu Rio Morto
vive a saudades de um tempo
Com o relógio poético da vida
no pulso tu me dá razões para amar,
Rodeio lá no teu Rio Morto
também és a explicação de te adorar.
Rodeio foi lá no Bairro dos Lagos
Rodeio: foi lá no Bairro dos Lagos
que sob a proteção
dos Imaculado Coração de Maria
que superei os medos
de cruzar a Ponte Pênsil da vida.
Rodeio: foi lá no Bairro dos Lagos
que não tive me derreti
pelos olhos mais apaixonados
que até hoje eu conheci.
Rodeio: foi lá no Bairro dos Lagos
andando pelos matos e ignorando
o relógio, pude ter o encontro
com o melhor do destino no caminho.
Rodeio lá no Gávea
Rodeio lá no Gávea
um casario antigo,
Clima de romantismo.
Rodeio lá no Gávea
um sabor de padaria,
Prosa de poeta.
Rodeio lá no Gávea
uma lembrança
da gávea herança
portuguesa de navio,
Rodeio lá no Gávea
outra lembrança
que no Rio de Janeiro
por causa de uma pedra
também há outro bairro.
Rodeio lá no Gávea
uma tranquilidade sem igual
num recanto muito especial.
Rodeio lá no Gávea
a música suave
nos leva, a brisa
e o tempo nos harmoniza.
Rodeio lá no Gávea
uma recordação de que
na vida tudo passa,
Só não passa essa ternura
que aqui nos abraça.
Rodeio lá no teu Kaspereit
Memória da Ponte Pênsil
antiga e da música
entoada pelo vibrante rio,
Caminhos estreitos,
clima aconchegante
e Natureza em esbanjamento.
Rodeio lá no teu Kaspereit
eu encontrei descanso
para o meu coração e pensamento.
Rodeio lá no teu Kaspereit
eu te amo ainda mais
e me orgulho de ter essa paz.
Rodeio lá no teu Kaspereit
o esplendor do verdor
da tua Mata Atlântica
só aumenta o meu amor
com a tua potência romântica.
Rodeio lá no Nova Brasília
Rodeio lá no Nova Brasília
eu me encontro com
a nossa gente tão querida
perto da BR-470
chegando quase em Ascurra,
Rodeio lá no Nova Brasília
tu levas com toda a ternura,
e por ali fico contigo festiva.
Rodeio lá no Nova Brasília
eu escutei aquela cantiga
que cantava a minha Noninha,
Memória de infância
sempre vale mais que toda a poesia.
Rodeio lá no teu Rodeio 12
Gosto de passar pela estrada
e apreciar a tua paisagem,
Rodeio lá no teu Rodeio 12
transmite uma gostosa
tranquilidade que parece
até que foi o céu que trouxe.
Quando passo por ti
gosto de fazer uma parada,
para provar os teus sabores,
Rodeio lá no teu Rodeio 12
sempre morro de amores.
Gosto de ver o Lar Rodeio 12
quando passo pela estrada,
Rodeio lá no teu Rodeio 12
gosto de ver a alegria
na estrada quando passo
e vejo a tua gurizada.
Rodeio lá no teu Rodeio 12,
és um brinde feliz para
quem por ti passa na estrada,
Lá no teu Rodeio 12 sabes como ninguém me deixar apaixonada.
Rodeio lá no Rodeio 32
Rodeio lá no Rodeio 32
neste mês de junho
lembro do esforço dos Freis
e do nosso povo cheio
de amor para erguer
a Capela São João Batista
que também foi escolinha.
Rodeio lá no Rodeio 32
é muito bonito
ver o bananal produzindo,
E teus colonos enquanto
trabalham sorrindo.
Rodeio lá Rodeio 32
é gostoso passar pelo caminho
e ver a vida o fluxo seguindo
neste lugar muito lindo.
Mesmo a pessoa venha se frustrar lá
na frente, ninguém pode ser desestimulado de tentar em nome
da resolução de um sentimento.
A rejeição dói, mas ser mal resolvido no amor dói eternamente.
Lá no São Pedro Velho
haverá a festa tradicional
que leva o nome do Santo,
É uma herança festiva
do nosso povo italiano.
Na Igreja, no salão de festas
com o nosso povo da nossa
linda Rodeio que tanto
nós amamos festejaremos
e pediremos proteção
para nós e nossa Nação.
Lá no São Pedro Velho
festejaremos com a alegria
que também é dom celestial
esta celebração mundial,
e que também é nacional.
No Bairro São Pedro Velho
tem muita história para contar
da nossa gente que fez
de Rodeio um recanto sereno
do Médio Vale do Itajaí
para o futuro aqui morar.
A única coisa que vale a pena é olhar para o passado, porque foi lá que eu te conheci e nunca vou esquecer que foi o passado que me apresentou você, e o presente que hoje vivo me traz esperanças que o futuro nos espera para vivermos o amor que o passado nos apresentou e alí nasceu o nosso amor!
Trem da saudade que anda por linhas férreas para ir até você contar que o sereno da noite, são as lágrimas dos meus olhos com vontade de te ver!
Em uma manhã
chuvosa, lá estava
ele a minha espera...
Para escrever mais
um capitulo do
romance fictício...
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- Talvez quando você precisar de mim eu não esteja mais lá
- Fábulas de Jean de La Fontaine
