Vai La com ele Entao
Confesso que me entender não é uma das missões mais fáceis, sei lá, nem eu mesma me entendo, mudo constantemente, as vezes quero, outras não quero nem ver e muito menos ouvir.
Não gosto de muita gente ao meu redor, se for para está rodeada, que seja de pessoas que eu confie, talvez porque o ser humano me assuste. Entre está rodeada de pessoas e animais, prefiro os animais, eles só atacam para defender-se, o ser humano, por prazer.
Me assusta as vezes eu não querer toque, abraço, muitas vozes ao meu lado, por sempre preferir o silêncio, afinal de contas, minha mente por si só já faz uma enorme barulheira.
Eu sei sim o que gosto e o que não gosto,o que quero e o que não quero, o problema é você conseguir interpretar o momento do meu sim, e do meu não, isso já não se torna mais um problema meu, mas do quanto você me conhece a ponto de compreender até mesmo o meu silêncio.
Sempre tomei a frase: seja leve, tudo passa, como um antídoto e, de tanto ingeri-la diariamente, criou-se uma imunidade tão poderosa que hoje em dia o único medo que corre nas minhas veias é um louco medo de ter coragem para tudo.
De vez em quando a tristeza me faz companhia , apenas deixe-me senti-la pode até parecer ruim , mas não se preocupem é o meu coração respirando verdadeiramente e lavando o restante do que faltava.
Poesia de
Islene Souza
Bloco da saudade
Lá vai o tempo, lá vai
Na mão confete e serpentina
Junto a nostalgia com ele sai
Vão os pierrôs e colombianas
De mãos dadas pela cidade
É bloco, vai menino vai menina
Um dia de folião, outro saudade
Agora olheiro... Vai também o amor
Pelas ladeiras da mocidade
Se perde, se acha, puro suor
Toca o agogô, cuíca, berimbau
Peço passagem ao condutor
Quarta feira não é mais o final
Já passou, passou minha folia de carnaval
Luciano Spagnol
VETUSTO.
É ali, é lá, acolá, é cá
O tempo nunca foi planejar
É solto no ar, é patuá
Corre pra todos no pedalar
Por obediência o seguimos
E ele sem rima é caminhar
E neste túnel submergimos
Da ingenuidade a vetustez
Um dia aqui outro partimos
A certeza que temos, nossa vez
Nos tornamos memórias
Somos enroupados e nudez...
Luciano Spagnol
Meu querer
Apenas um querer
Hoje meu coração é seu
Não dá para deixar pra lá
Hoje eu quero te amar
Não vou deixar passar
O amor está latente
Queima em meu peito
Não me confunda mais
Estou enlouquecendo
Preciso te encontrar
Eu quero você
Mas tenho medo
Fazer o quê
Quero te amar
Doce loucura
Intensa paixão
Para quê impor limites
Eu vou te amar
Não há em que pensar
Vamos realizar
Poesia de
Islene Souza
Enviado por Islene Souza em 06/05/2016
Código do texto: T5627627
Classificação de conteúdo: seguro
No meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como uma coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume. (...) Até chegar à rosa foi um século de coração batendo. (...)
O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha.
Chegada do OUTONO
Lá ia a solitária menina
recolhendo as folhas secas
que no outono aos poucos caíam
Mal sabia a triste pequenina
que na primavera outras voltariam
mel
A cordialidade nunca saiu de moda, apesar de sua escassez em nossos dias. Precisamos apresentá-la às novas gerações. É na intimidade, não na rua, que nasce o Ser Cordial.
Sai pra lá com esse preconceito
Tire essas mãos de mim
não dei esse direito a voce
meu corpo só pertence a mim
voce numca vai o ter
eu sei o que tou dizendo
e sei o que tenho que fazer.
somos gordas e magras
negras e brancas
amarelas e pardas
numa só aliança
fazemos a diferença
juntas somos muitas.
Voce é maxista e hipócrita
pensa que pode tudo
não vem pra cá com essa
voce não é dono do mundo
seu preconceito me da nojo
isso me entristece muito.
Ah se liga rapaz
pare com esse preconceito
o preto tambem é gente
e merece todo respeito
somos todos pessoas iguais
reveja seus conceitos.
Eu não vou ficar parada
enquanto houver esse problema
o preto sendo julgado
porque mora na favela
juntos somos uma só voz
vamos fazer a diferença.
Muitas foram as vezes
em que me martirizei
por não conseguir resgatar
lá do fundo,
quem nunca conseguiria
chegar à superfície.
Tantos foram os momentos
de dor,
por sentir minhas mãos
escorregando
daquelas que um dia
chamei de amigas.
Mas não se pode ficar no meio,
tentando subir e
sendo puxado para baixo.
É preciso continuar,
se desfazer das amarras,
não gastar energias com quem
não se importa consigo mesmo.
A estrada é longa e sinuosa.
A história se faz pra
quem tem coragem.
22/08/2015
Fui nas pontas de areia procurar,
... mais do que o meu Amor para te dar
... lá nas ondas do mar, só havia,
pérolas!
Se fechardes os olhos, mergulhardes no silêncio, podereis encontrar-vos na imensa sala da Alma. Lá, a vida é simples como deveria de ser e a paz é simplesmente o abraço que vos envolverá.
Quando Deus está no começo, você confia e acredita... Você vai chegar lá! Ai você verá que Ele existe desde de sempre! Até depois do fim.
E essa força que eu tenho
não nasceu comigo.
Fiz trocas com a vida
para consegui-la.
Para cada dor sentida,
colecionava gotinhas
de Paz.
No acumulado saí ganhando,
apesar de que o tempo
também entrou nesta disputa.
Os resultados foram
algumas cicatrizes na alma,
uma serenidade imensa
e Fé para suportar
o que ainda está por vir.
Afinal, eu sou a causa e a consequência
das escolhas que fiz.
31/08/2015
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- Fábulas de Jean de La Fontaine
