Use o Silencio quando Ouvir

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Quando tudo estiver obscuro!... não decida nada!
Acenda sua luz interior!

Inserida por BALSAMELO

"⁠O medo do palco vai sumir quando você aparecer."
Renato Ribeiro Storytelling

Inserida por renato_ribeiro_autor

⁠"O seu medo do palco vai sumir quando você começar a aparecer."
Renato Ribeiro

Inserida por renato_ribeiro_autor

⁠Nunca pensei, quando escrevi meus primeiros livros solitários, que com o passar dos anos me encontraria em praças, ruas, fábricas, salas de aula, teatros e jardins, dizendo meus versos. Percorri praticamente todos os rincões do Chile, derramando minha poesia entre a gente de meu povo.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
Inserida por pensador

#EXPLICANDO

Também a verdade nos cansa...
Quando quase morre a esperança...
Um tédio infinito...
Na loucura silenciosa...

Algumas recompensas...
De não estar conforme se devia...
Convecer a mim mesmo...
Disfarçar uma fantasia...

Minha fé é a minha vacina...
É a minha única garantia...
Simplesmente vou vivendo...
Zelando pela minha vida...

Não ponho Deus à prova...
Não desafio, dos homens, a lei...
Mas de mim mesmo...
Só eu que sei...

Não sou nenhum vagabundo...
Que anda perdido no mundo...
Trabalho e sou honrado...
Ninguém pode me contestar...
Isso é um fato...

Há males que eu evito...
Há bens que eu venero...
As vezes sou um pouco grosso...
Tolo...
Mas sempre falo o que penso...



Sandro Paschoal Nogueira

⁠#CALÇADA

Quando o vento sopra aqui...
Sentado na calçada, sozinho...
Sem ninguém, além de várias lembranças...
Coisas que me fazem sentir uma saudade...
Um tempo em que havia mais estrelas...
Respiro bem fundo e vejo que nada mais é igual...
Procuro um caminho...
Talvez sem direção...
Entro por mim a dentro...
E na emoção do momento...
Do meu sonho desacordado...
No meu bolso guardo versos...
Sempre fui assim...
Sonhador de mundos...
Perguntas sem respostas...
Logo vai passar...
Vivo na esperança de talvez...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#PARTIDA

E quando eu me apaixonei...
Não passou de ilusão...
Que aprendi com você...

No apesar dos apesares...
Reconheça o que passei...
Tanto eu quiz...
Por tanto me dei...

Sem esquecer a dor que restou...
Fiquei magoado, não por suas mentiras...
Mas por não poder voltar a acreditar...

O sonho acabou...

Sinceridade demais choca e faz com que a gente pareça arrogante...
Mas sou assim...
Não sei ser diferente...
Agora sigo...
Vou em frente...
Serei mais feliz...
Lá adiante...

Não sei amar pela metade...
Não sei voar com os pés no chão...
Contigo tive todas as minhas verdades no amor...
E você gastou todas as mentiras na paixão.

O que sobrou sou eu...
A buscar a vida nas ruínas...
E ao cerrar do pano...
Que marca o fim...
De mais um ato...
Sem aplausos...
Adeus amor...

Eu parto...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Quando adolescente...
De tudo, na vida, já fiz um pouco...
Até permente...

Fiz coisas do arco da velha...
Que até Deus duvida...
Nessa vida pregressa e já ida...

Agora quero paz...
Bem quieto em meu recanto...
Vestir e comer bem...
Uma tv...
Um filme...
Seriado...

Sozinho ou com alguém ao meu lado...
Tanto faz...
Pouco importa...
Mas que não me falte...
Um pouco de charme....
E uma boa pipoca...

Dormir de conchinha...
Me incomoda...
Um capuccino cai bem...
E assim passo adiante...
Sabe?
Sou um rapaz...
Fino e elegante...

Tem gente que de mim fala mal...
Praga de urubu magro ...
Não pega em cavalo gordo...
Meu burro está na sombra...
Já pouco me importo...

Vivo feliz...
Por Deus abençoado...
Chic Chic...
Bem obrigado...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#OLHARES

Quando o dia tornar-se negro...
Saberei eu que, o brilho de meus olhos se apagaram, na medida que você se afastou...

Seria uma estrela sem palco, um artista sem fã, uma nota muda...
Um outro que não existe sem um...

Sonhando não mais estarei...
E eu em clausura mofada...
Sem vontades, sem emoções,
Sem ti...
Não mais serei...

Então vem...
É hora de pertencer...
De se entregar sem pensar.
Acordar e viver...

Quem há de aguentar tanto sofrimento?...
Uma ausência...
Cálice de tormento...

Quero ser promessa da paixão além do tempo...
De um amor puro e intenso...
Quero ser simplesmente...
Um olhar de todo instante...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#ADIANTE

Só compreendo quando olho para trás...
Só vivo quando sigo em frente...
Entre o já e o jamais...
Nascente e poente...
Pouco quero ou quero mais...

Sempre prudente olhar adiante...
Até onde a vista alcança o horizonte...
Mas tão difícil é passar do além...
Sonhar então se faz necessário...
Superar é preciso...
Esconder as lágrimas ou o sorriso...

Na vida é assim...
Cada um tem a idade do seu coração...
E agora eu decidi...
Afogar a traição...
E prosseguir...

Provavelmente vou, olhar para trás...
Faz parte...
Um sorriso levado no rosto...
Sem medo de mudar...
Sem medo de ser feliz...
Como sempre eu quis...

Quando tudo parece escuro ao nosso redor...
É que percebemos a luz...
Uma hora a gente tem que olhar nos olhos dos medos...
E sem receio...enfrentar...

Admito que me consumiu, que me despedaçou...
Mas agora aqui estou...
Juntei os cacos do que sobrou...
Reparei minha dor...

Faço tudo o que posso...
Um pouco a cada dia...
Em pequenos momentos...
Navegando em maresia...

Verei, na verdade, já vejo...
Que você foi um adereço...
Uma fantasia...
Em tempo perdido de falsa alegria...

Deixar o vento agora bater...
A brisa levar pra longe os pesares...
Já não quero mais seus olhares...

Minha caminhada nunca termina...
Há uma longa e infinita estrada a ser vencida.

Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠A #ROSA #VERMELHA

Entre pedras caladas no tempo...
Sob a magia do arco-íris florido...
Quando o coração bate acelerado...
A rosa vermelha sua história me contou...

Disse-me ela entre o vento...
Que nasceu entre as açucenas...
Entre as belas dálias...
Na calada do tempo...

Tão logo cresceu...
Viçosa cedo floresceu...
Apaixonou-se pelo girassol galante...
Que seu amor nunca percebeu...

Os lírios mais lindos...
De cores mais variadas...
A cortejavam com alegria...
Os gladíolos enchiam-se de cuidados...
Mas o carinho deles, ela não queria...

Cravos, orquídeas e jasmins...
Brotavam como pérolas no jardim...
Para ela o sabiá cantava...
Pouco ouvia o sussurro da fonte...
Nunca quis ouvir...

Em uma dia nublado...
Já prestes a cair um temporal...
O vento soprou mais forte...
E jogou ao chão o girassol...

Disse-me a rosa...
Que suas lágrimas foram confundidas com a chuva...
E no amargo dos dias seguidos...
Espinhos ela criou...

Ela bela com certeza...
Mas triste foi no amor...

- Arramque-me - implorou...
- Não quero ser aquela que morre...
-Aos pés pisada...
-Triste e tão só...
- Na sarjeta abandonada...

-Leve-me consigo...
-Guarda-me junto ao seu peito...
- E assim desse jeito...
-Terei eu a doce esperança...
-De ser seu amor...

Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠#O #GALO

E quando o cantar na madrugada...
Precede a aurora que se avizinha..
Tece solto suas melodias...
Ouço bem ao longe e me dou por satisfeito...
Surge mais um dia...

Em minha rude e grata sinceridade...
Abro os olhos e agradeço...
Mais bate feliz meu peito...

Comungo com a terra...
Onde meus pais nasceram...
Tenho agora na lucidez da saudade...
Dado mais valor à sinceridade...

E seu canto muito me lembra...
Madrugadas frias que já foram...
Também já escoaram...
Tempos longínquos tão queridos...
Mas não por mim esquecidos...

Afagos de mãos trêmulas porém decididas ainda sinto...
Meu coração mais belo no silêncio e mais forte na espera...
Alegra-se todas as manhãs...
Todos os dias são de primavera...

Pelo menos envelhecer não é problema...
E de olhos fechados me entrego...
Sem amarras, sem algemas...
Sem constrangimentos ou dilemas..

Muito além do infinito azul...
Sonho, vivo, sinto...
Entre tudo que já foi amado...
Estar vivo é bom de fato...

E no acaso que se perde...
Onde nunca mais será achado...
Às vezes sofro do mal sem saber onde...
No amor que fala e me encanta...
Não é tão bom viver?
Me responde...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#APRENDIZ

Quando sentiu-se só...
E tudo ruiu ao seu redor...
Não pôde dar mais do que tinha...
No olhar já perdido...
Tão difícil de encontrar...
Vagou...

Em meio aos sonhos...
Clamou na solidão...
Na vida regulada pelos ventos...
Sentiu oco seu coração...

No descaso do acaso...
De si mesmo fugindo...
A noite existe...
E a vida vale todos os momentos...

Então simplesmente esperou...
Que de longe viria...
Enquanto nada acaba de todo ainda...
Um deslize em seu destino...
Para mudar sua sina...

Voltou a contemplar as velhas coisas como novas...
Deixando de desaguar seu olhar...
O que na tormenta se perdeu...
Pôs-se a replantar...

Nas manhãs de domingos...
Novas estradas na vida foi adiante...
No límpido azul do céu...
Descortinou um novo horizonte...

Por um tempo...
Por uns tempos...
Por mais tempo...
Cessaram os lamentos...

Restou apenas a saudade...
De que lhe fez mais forte...
E entre tantas riquezas que tem...
Sente com mais ardor...
A natureza que só em si viveu...
E está bem...
Sim senhor...

Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠#AMOR #BANDIDO

No fim do rio e início do mar...
O caminho foi esse...
Quando o céu se fez mais bonito...
Eu o encontrei por lá...

Há muita chama no amor bandido...
Não pensamos no que passamos ou no que se passará...

Vivendo a vida de um bandido...
Até o dia que morrer...
Só Deus é que pode saber...

Homem sem juízo...
Que não tem pena de mim...
Tanto me faz sofrer...
Por esse amor sem fim...

Me enganei...
Achei que ia ser diferente...
Cai em sua armadilha...
Presa em seu jogo...

Dizer-lhe não, não me atrevo...

Nunca vi tanta maldade...
Seus abraços...
Minha prisão...
Minha loucura...
Perdição...

Não fique longe de mim...
Não me deixe na solidão...
Diga sim ao meu carinho...
Acolhe meu coração...

Seu toque secreto...
Atiça meus desejos...
Tão bom sentir o calor de seu corpo junto ao meu...

És o meu bem-querer...
És meu bem e meu mal...
Basta me olhar assim...
Que me entrego afinal...

Brincas com meu corpo...
Se diverte com minha alma...
Em nada me importa...
Em cada pedaço do meu ser...
Em delírios...
Viola-me...

Sempre terá de mim o que quiser...
Seu cheiro é tão bom...
Exala sedução...
Tem poder...
Ah... essas suas mãos...

Na proporção em que as estrelas escalam o céu noturno...
Serei sempre sua...
Enquanto o mundo for mundo...
Já não sei mais o que fazer...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#INTEIRO

Quando lhe vejo...
Os meus olhos não disfarçam...
Da alma o espelho...
Remoça em mim sonhos e desejos...

Amor é troca ou uma entrega louca?
Onde começa o acaso?
Onde acaba o propósito?
Será a espera pouca?

Nessa quimera...
Entrego-me de coração...
Quando os olhares se cruzam...
Quando toco sua mão...

Já não olho ao redor...
Nada mais me interessa...
Transbordo minha alma...
Em um oceano de paixão...

Pega meu coração e guarda com você...
Cada um dá o que tem...
Quem é inteiro jamais pela metade se entrega...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#CONSERVATÓRIA

Sei muito bem do que esse sonho fala...
Quando a moça da cidade...
Veste-se de prata...

E pelas ruas vai seguindo formosa...
Fazendo a todos esquecer do balanço das horas...

As estrelas audaciosas...
Põe-se mais à brilhar...
As miríades fazem festa para lhe acompanhar...
Pouco importa estarem distante ou próximas...
Aos amantes, só amar...

E o menino, cheio da lembrança...
Também a segue pelas ruas...
A magia está no ar...

Um lampião aceso...
A cadeira se faz vaga...
Uma porta que bate...
E o vento assovia...
Põe-se a cantarolar...

A beleza que está guardada...
Que de todos se escondeu...
Também vem à rua...
Perfumando o sonho meu...

Minha alma então viaja...
E volta para o mesmo lugar...
Na velocidade do pensamento...
Sob esse magnífico luar...

Isso é Conservatória...
A Vila das Ruas Sonoras...
Um pedacinho do céu...
Um cantinho meu e todo seu...

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

⁠#CRIANÇA

Ingrato sinal do tempo que se esvai...
Quando se tem alma de criança...
Essa estranha malícia adquirida...
E essa pressa para tudo causado-me fadiga...

E em um mundo imaginado...
Em que tudo era esperança...
A terra eu podia sentir mover...
Com um sopro criava o vento...

Fazia castelos...
E neles eu morava...
A ingenuidade era minha companhia...
E feliz sempre cantava...

À noite o céu bordado...
Me fazia querer ter...
Um belo par de asas...
Um anjo eu seria...
E ao firmamentos eu voaria...

As flores para mim sorriam...
Brincava de bem-me-quer...
O dia inteiro sobre as árvores...
Por que fui crescer?

Em todos os cantos...
Eu brincava com o mundo...
E o mundo brincava comigo...
Não lembro-me quando tudo acabou...
Diante, agora, do que pouco sinto...
Não sei o que me sobrou...

Se um dia fui criança...
Só a saudade restou...
Ah malvado senhor do tempo...
Por que a ele não parou?

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#JANE

Quando a noite se encanta ...
E os corações se encontram...
Basta um olhar...

Chorei por tanto e tanto...
De todos escondendo meu pranto...
Meu último afeto...
Digo a você, bem sincero...
A saudade em mim restou...

Na alma que vaga sozinho...
Beijando a dor com carinho...
Sem amor...desabitado...
Querendo lhe encontrar...

Um abraço apertado com carinho...
Hoje meu dilema persiste...
Viver sem você é tão triste...
Onde está?

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatória.poemas

⁠#AFLIÇÃO

Quando o céu em pranto derrama tuas estrelas...
Em que céu ou abismo tarda?
Onde fazes tua morada?

Quem com correntes tão fortes e sutis prenderá teu coração?
O fogo que dentro de ti arde é um profundo e sincero amor?
Poderá dedicar-me um pouco de ti tirando-me o langor?

Nunca saberás o quanto me é importante...
Não tenho como medir e expressar meus sentimentos...

Se reprimo meus impulsos e desejos...
Afogo meus sonhos...
E choro nos leitos...
É porque sou fraco...
E a morte já fez morada em meu peito...

Rasgo as asas da vida...
E a eternidade confronto com alegria...

Não serás tu homem como eu?
Eu canto...
Eu bebo...
Eu danço...
Ah, sei que também me amas...
Como eu te amo...

Todos clamam na aflição...
E por ela juram gratidão...
A ti não clamo...
Só peço que me estenda a mão...

Ame-me agora então...

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

⁠#CHORO

Por que quando faço o bem eu tenho vontade de chorar?
Dizem que alivia a alma...
Não sei se é verdade...
Então resolvi chorar...

Chorei por tudo o que eu já fui....
Por tudo que eu sinto...
Por tudo que eu sou...
Chorei pelo que serei...
E que nem sei...

Chorei pelo tempo perdido...
Pelas coisas que não ficaram...

Chorei pelas sementes que eu plantei, mas que não germinaram...

Chorei pelos erros cometidos..
Pela vida que eu sonhei...
Que não consegui realizar...
Chorei...

Chorei pelos amores que morreram...
Por aqueles que passaram...
Pelos não correspondidos...
E por aqueles que nem nasceram...

Chorei para tentar afastar o medo...
Com as lágrimas que eu derramei...
Meu coração pôde se lavar...

Chorei...

Pedi aos céus, baixinho...
Para que me desse conforto...
E como resposta...
Ele chorou comigo...
Mostrando para mim que mesmo no fim...
Eu não estaria sozinho...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas